Ádria Santos
Ádria Rocha Santos ORB • CavMM (Nanuque, 11 de agosto de 1974) é uma atleta velocista brasileira, especializada nas corridas de 100 metros rasos, 200 metros rasos e 400 metros rasos. De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro é a maior medalhista feminina paralímpica do Brasil.
| Adria Santos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Informações pessoais | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Nome completo | Adria Rocha Santos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Apelido | Filha do vento | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Modalidade | Atletismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Nascimento | 11 de agosto de 1974 (48 anos) Nanuque, MG | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Nacionalidade | brasileira | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Nível | Classe T11 (cegueira total) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Carreira
Ádria perdeu a visão devido à retinose pigmentar e do astigmatismo congênito, perdendo totalmente a visão em 1994.
Começou a carreira de velocista em 1987, aos 13 anos de idade, no Instituto São Rafael, uma escola especial para deficientes visuais em Belo Horizonte.
Nos campeonatos mundiais, a atleta obteve os seguintes resultados:[2]
Alemanha 1994: medalhas de bronze nos 200 e 400 metros rasos.
Canadá 2001: medalha de ouro nos 200 metros rasos.
França 2002: medalhas de prata nos 100 e 200 metros rasos.
Canadá 2003: medalhas de ouro 100, 200 e 400 metros rasos.
França 2003: medalha de ouro nos 200 metros.
Nas edições dos Jogos Parapan-americanos, a atleta também apresentou um bom desempenho:
México Cidade do México 1999: medalha de ouro nos 100 metros rasos, nos 200 metros rasos e nos 400 metros rasos.
Argentina Mar del Plata 2003: medalha de ouro nos 100 metros rasos, medalha de prata nos 200 metros rasos.
Brasil Rio de Janeiro 2007: medalha de prata nos 200 metros rasos e nos 800 metros.
Ao longo da carreira, Ádria acumulou 13 medalhas em Jogos Paralímpicos, sendo quatro de ouro e oito de prata e uma de bronze. Soma-se a esse feito cerca de 73 medalhas em provas internacionais e 542 medalhas em provas nacionais na sua classe, incluindo o tricampeonato pela IAAF (Federação internacional de Atletismo Amador).[3][4]
Em março e abril de 2006, foi respectivamente condecorada pelo vice-presidente José Alencar com a Ordem do Mérito Militar no grau de Cavaleira especial, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Ordem de Rio Branco no grau de Oficial suplementar.[5][6]
Vida pessoal
Ádria reside e treina na cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina. Ádria tem uma filha, Bárbara, que nasceu em 1989. Foi mãe quando tinha apenas 15 anos e por causa da filha — e mais tarde da cegueira — teve que ter muito apoio de familiares e amigos para superar as difíceis lutas na sua vida. Nos treinos diários e nas competições oficiais, Ádria é auxiliada pelo seu treinador e guia Luíz Rafael Krub.
Em 2021, Ádria Santos foi convidada pelo Grupo Globo para ser comentarista dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Ela também foi homenageada e teve seu rosto estampado em bandeiras do grupo de torcedores Movimento Verde Amarelo, ao lado de outros nomes marcantes do esporte olímpico, no embarque da delegação brasileira para Tóquio[7].
Referências
- «UOL Esportes». Consultado em 8 de setembro de 2008
- «Revista Sentidos - Grandes Conquistas». Consultado em 8 de setembro de 2008[ligação inativa]
- «Perfil da Atleta no CPB». Consultado em 8 de setembro de 2008[ligação inativa]
- «Parapan do Rio». Consultado em 8 de setembro de 2008
- BRASIL, Decreto de 20 de março de 2006.
- BRASIL, Decreto de 12 de abril de 2006.
- «Paralimpíada: parte da delegação brasileira embarca para disputa». Agência Brasil. 5 de agosto de 2021. Consultado em 28 de agosto de 2021