Angelo Vanhoni
Angelo Carlos Vanhoni (Paranaguá, 19 de junho de 1955[1]) é um professor e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. Foi vereador em Curitiba (1989-1994), deputado estadual (1995-2006) e deputado federal.
| Angelo Vanhoni | |
|---|---|
![]() Angelo Vanhoni | |
| Deputado Federal do Paraná | |
| Período | 1º de fevereiro de 2007 até 31 de janeiro de 2015 (2 mandatos consecutivos) |
| Deputado Estadual do Paraná | |
| Período | 1º de fevereiro de 1994 até 31 de janeiro de 2007 (3 mandatos consecutivos) |
| Vereador de Curitiba | |
| Período | 1º de janeiro de 1989 até 31 de janeiro de 1994 (2 mandatos consecutivos) |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 19 de junho de 1955 (67 anos) Paranaguá, PR |
| Partido | PT (1981-presente) |
| Profissão | Professor |
Biografia
Natural de Paranaguá, é filho de Vidal Vanhoni e de Valéria Samy de Sousa, neto de Joaquim Vanhoni e Maria Mantovani Vanhoni.[2] Em Curitiba frequentou o curso de Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), transferindo-se em seguida para o curso de Letras na Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde se formou no final dos anos 70. Após formar-se tornou-se professor de língua portuguesa no ensino médio da rede pública estadual.[2] Ingressou no extinto Banestado (Banco do Estado do Paraná), instituição estatal paranaense que foi adquirida pelo banco Itaú.[3]
Ângelo Vanhoni, foi militante da educação desde o final dos anos 70. Entrou na política por conta de um episódio muito simbólico: inquieto porque um professor da sua escola fora demitido, saiu em busca de conhecer os motivos que geraram a demissão e descobriu que se tratava de perseguição política contra o docente, que defendia posições de esquerda.
O sentimento que o levou a organizar um movimento em prol da readmissão daquele professor é o mesmo que guia sua conduta até hoje: a busca pela justiça. Filiado ao PT desde 1981, atuou no movimento estudantil, foi vereador de Curitiba e deputado estadual na Assembleia Legislativa do Paraná. Também foi dirigente da CUT-PR e vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba.
Disputou a prefeitura de Curitiba, pelo Partido dos Trabalhadores em 1996, 2000 e 2004, não obtendo sucesso. Em um dos episódios, no segundo turno de 2000, disputando a prefeitura com o democrata Cássio Taniguchi, e sendo o favorito segundo as pesquisas, tendo vencido em primeiro turno inclusive, ficou visivelmente sem resposta em uma pergunta do debate de segundo turno contra o adversário, então prefeito e candidato a reeleição. A pergunta em questão era sobre o programa Procel a nível municipal, que era a troca de lâmpadas antigas por econômicas, visando a segurança noturna. Este "branco" foi utilizado na campanha de Cássio, e custou a vitória de Vanhoni, derrotado e vendo o adversário, apoiado por Jaime Lerner e FHC, se reeleger.
Eleito deputado federal em 2006, teve na Educação e na Cultura os principais temas do mandato, tendo presidido a Comissão de Educação e Cultura em 2010. Forte defensor do conceito de Cultura como direito social, Vanhoni colaborou decisivamente para a elaboração do Sistema Nacional de Cultura e foi indicado pelo PT para o cargo de relator do Plano Nacional de Educação, que estabelecerá metas para o setor até 2020.
Em 2011 iniciou seu segundo mandato de deputado federal. Nas eleições de 2014, tentou o seu terceiro mandato mas não consegui se eleger, ficando como primeiro suplente de sua coligação (PT/PDT/PRB/PTN/PCdoB).
Referências
- Perfil de Angelo Vanhoni no Portal da Câmara dos Deputados
- CPDOC. «Biografia de Francisco Octavio Beckert no CPDOC». FGV. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 7 de fevereiro de 2019
- Perfil de Angelo Vanhoni no sítio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná[ligação inativa]
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