Ânsia Eterna

Ânsia Eterna é um livro de contos de autoria da escritora brasileira Júlia Lopes de Almeida. Foi publicado em 1903 pela casa editorial Garnier.[1]

O livro

Conteúdo

A edição de 1903 possui as seguintes narrativas:

  • "Ânsia eterna";
  • "O caso de Ruth";
  • "A rosa branca";
  • "Os porcos";
  • "O voto";
  • "E os cisnes?";
  • "Sob as estrelas";
  • "A primeira bebedeira";
  • "A casa dos mortos";
  • "As histórias do conselheiro";
  • "A caolha";
  • "In extremis";
  • "A boa lua";
  • "Esperando";
  • "Incógnita";
  • "A alma das flores";
  • "Ondas de ouro";
  • "O último raio de luz";
  • "A morte da velha";
  • "Perfil de preta";
  • "A nevrose da cor";
  • "As três irmãs";
  • "O véu";
  • "Pela pátria";
  • "O Dr. Bermudes";
  • "A valsa da fome";
  • "O futuro presidente";
  • "O último discurso";
  • "No muro";
  • "As rosas".

Dedicatórias

Os contos de Ânsia eterna possuem dedicatórias a pessoas proeminentes do meio literário brasileiro do fim do século XIX, a saber: Machado de Assis, João Luso, Valentim Magalhães, Magalhães de Azeredo, Arthur Azevedo, Baptista Coelho, Olavo Bilac, Francisca Júlia da Silva, Eva Canel, Maria Clara da Cunha Santos, Lúcio de Mendonça, Júlia Cortines, Presciliana Duarte de Almeida, Zalina Rolim, Raimundo Correia, Coelho Neto e Julião Machado.[2] Grande parte desses nomes fez parte da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Temáticas abordadas nos contos

Destaca-se, em geral, a presença da figura feminina como protagonista nos contos.[3] Além disso, o insólito é um fenômeno manifestado em algumas narrativas, encontrando-se em "A casa dos mortos"[4] e "A rosa branca",[5] por exemplo.

Outras edições

Ânsia eterna recebeu uma segunda edição em 1938 por A Noite Editores, que retirou os contos "As histórias do conselheiro", "In extremis", "Esperando", "Ondas de ouro" e "O véu", para acrescentar "O lote 587", "O coração tem razões" e "O redentor".[2] Em 2013, uma nova edição foi publicada pela Editora Mulheres.[6] Em 2019, a Biblioteca do Senado Federal produziu uma nova edição,[7] que foi revista e publicada novamente no ano seguinte.[8]

Referências

  1. Almeida, Júlia Lopes de (1903). «Ancia eterna». Consultado em 26 de outubro de 2022
  2. Figueiredo, Viviane Arena (2014). «Resgatando a memória literária: uma edição crítica de ânsia eterna de Júlia Lopes de Almeida». Consultado em 27 de outubro de 2022
  3. Dias, Ana Paula Pereira (31 de janeiro de 2020). «A representação feminina em Ânsia Eterna, de Júlia Lopes de Almeida». Consultado em 27 de outubro de 2022
  4. ZINANI, Cecil Jeanine Albert; BARP, Guilherme. Júlia Lopes de Almeida e o fantástico: uma leitura do conto "A casa dos mortos". In: ZINANI, Cecil Jeanine Albert; KNAPP, Cristina Löff (orgs.). Contos insólitos de mulheres latino-americanas: entrelaçamentos teóricos e críticos. Caxias do Sul: EDUCS, 2021. p. 19-56. Disponível em: https://www.ucs.br/educs/livro/contos-insolitos-de-mulheres-latino-americanas-entrelacamentos-teoricos-e-criticos/. Acesso em: 27 out. 2022.
  5. Knapp, Cristina Löff (29 de setembro de 2022). «Representações do medo em um conto de Ânsia eterna, de Júlia Lopes de Almeida». ITINERÁRIOS – Revista de Literatura (54). ISSN 0103-815X. Consultado em 27 de outubro de 2022
  6. Almeida, Júlia Lopes de (2013). Ânsia eterna: contos. [S.l.]: Editora Mulheres
  7. «Senado lança na UnB 'Ânsia Eterna', livro da coleção 'Escritoras do Brasil'». Senado Federal. Consultado em 27 de outubro de 2022
  8. Almeida, Júlia Lopes de (2020). Ânsia eterna. [S.l.]: Brasília : Senado Federal
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