Abraham Mapu
Abraham Mapu (Slobodka, Kaunas, 10 de janeiro de 1808 – Königsberg, Prússia, 9 de outubro de 1867) foi um escritor hebraico do movimento Haskalá ("iluminismo"). Seus romances serviram mais tarde de base para o movimento sionista.[1]
| Abraham Mapu | |
|---|---|
![]() Abraham Mapu | |
| Nascimento | 10 de janeiro de 1808 Caunas (Império Russo) |
| Morte | 9 de outubro de 1867 (59 anos) Königsberg (Confederação da Alemanha do Norte) |
| Cidadania | Império Russo |
| Ocupação | poeta, escritor, romancista |
Biografia
Quando criança, Mapu estudou em uma chêder (escola religiosa judaica), onde seu pai era professor. Casou-se em 1825.
Por muitos anos foi um empobrecido professor itinerante. Mapu conseguiu a segurança financeira quando foi nomeado professor em uma escola pública para crianças judias. Trabalhou como professor em várias vilas e cidades, juntou-se ao movimento Haskalá, e estudou alemão, francês e russo. Estudou também latim a partir de uma tradução da Bíblia para aquele idioma, dado a ele por seu rabino local.[2]
Retornou em 1848 a Kaunas e autopublicou seu primeiro romance histórico, Ahabat Ẓiyyon, considerado o primeiro romance hebraico. Começou a trabalhar nele em 1830, mas concluiu-o apenas em 1853. Totalmente incapaz de subsistir da venda de seus livros, contou com o apoio de seu irmão, Matisyahu. Em 1867 mudou-se para Königsberg devido a uma doença. Publicou seu último livro, Amon Pedagogue (Amon significa algo como Mentor), e morreu ali.[2]
Avaliação
Mapu é considerado o primeiro escritor hebraico. Influenciado pelo Romantismo francês, escreveu primorosamente histórias sobre a vida na Antiga Israel, que ele contrastou favoravelmente com a vida judaica do século XIX. Seu estilo é simples e poético, quase bíblico em sua grande simplicidade.[2]
Legado
As ideias romântico-nacionalistas em seus romances inspiraram mais tarde David Ben-Gurion e outros, e serviu de base para a implementação destas ideias no movimento sionista, que posteriormente levou à criação do Estado de Israel.[2]
Publicações
As histórias de Mapu têm sido muitas vezes traduzidas para outros idiomas.[3]
- Ahabat Ẓiyyon (O Amor de Sião), romance histórico, Vilnius, 1853
- Ayiṭ Ẓabua (O Hipócrita), romance, Vilnius, 1858-61-64
- Ḥozeh Ḥezyonot (O Visionário), romance
- Ashmat Shomeron (A Culpa de Samaria), romance histórico, Vilnius, 1865-66
- Ḥanok la-Na'ar, livro hebraico, Vilnius, 1859
- Amon Padagug, livro hebraico Königsberg, 1868
- Hausfranzose, Vilnius, 1861.
Homenagens
As ruas com o seu nome são encontradas no Centro Antigo de Kaunas e nas cidades israelenses de Tel-Aviv e Jerusalém. Um romance israelense bem conhecido chamado "As Crianças da Rua Mapu" ("הילדים מרחוב מאפו"), também homenageia seu nome.
Notas
- Patterson, David (2007), «Mapu, Abraham», Encyclopaedia Judaica, 13: 505–507
- Jewish Encyclopedia 1901-1906, entrada para «Mapu, Abraham» (em inglês). , volume 8, página 316
- Encyclopædia Britannica (1911) entrada para «Mapu, Abraham» (em inglês). , volume 17, página 664
Referências
- Este artigo incorpora texto (em inglês) da Encyclopædia Britannica (11.ª edição), publicação em domínio público.
Chisholm, Hugh, ed. (1911). «Mapu, Abraham». Encyclopædia Britannica (em inglês) 11.ª ed. Encyclopædia Britannica, Inc. (atualmente em domínio público)
Ligações externas
Media relacionados com Abraham Mapu no Wikimedia Commons- «As obras de Mapu no Projeto Ben-Yehuda» (em hebraico)
- «Mapu no Instituto para a Tradução da Literatura Hebraica» (em inglês)
