Almir Bezerra
Almir Ferreira Bezerra (Recife, 12 de fevereiro de 1945) é um cantor, compositor e guitarrista de música popular brasileira. Ele foi um dos criadores do grupo The Fevers.[1]
| Almir Bezerra | |
|---|---|
| Informação geral | |
| Nascimento | 12 de fevereiro de 1945 (77 anos) |
| Origem | Pernambuco |
| País | Brasil |
| Ocupação(ões) | cantor, compositor e guitarrista |
| Período em atividade | 1962 - presente |
| Afiliação(ões) | The Fevers, The Originals |
| Página oficial | http://www.myspace.com/almirbezerra |
Almir Ferreira Bezerra nasceu no dia 12 de fevereiro de 1945 na cidade de Recife-PE. Morou no bairro da Torre, no Recife, até os 10 anos de idade, quando mudou-se com a família para o bairro de Boa Viagem, na mesma cidade.
Em 1957, aos 12 anos de idade, mudou-se com seus familiares para a cidade de Vila Velha, no estado do Espírito Santo. E foi em Vila Velha que Almir aprendeu a tocar violão com os seus amigos que fez nessa cidade. Um ano depois Almir e sua família passaram a residir no Rio de Janeiro, no bairro da Piedade, onde, no final de 1964 Almir participou do programa de calouros apresentado por Maurício Rabello na TV Continental. Almir cantou uma música do repertório do cantor e compositor Roberto Carlos e depois do programa foi convidado pelo jovem guitarrista baiano Pedrinho da Luz para fazer parte do conjunto The Fenders, do qual Pedrinho fazia parte. Almir aceita o convite e começa no conjunto apenas cantando, pois o conjunto já tinha um guitarrista de base, Jimmy Cruz. Somente quando Jimmy sai do conjunto é que Almir, além de cantar, passa a tocar guitarra base.
Em 1965, o The Fenders muda de nome e é fundado o conjunto The Fevers. Almir foi um dos fundadores, juntamente com seus amigos Cleudir Telles Borges, Liebert Ferreira Pinto, Pedrinho da Luz e Lécio do Nascimento, Pedrinho e Lécio já falecidos.
O primeiro compacto simples dos Fevers já trouxe uma composição de Almir: “Quando o sol despertar”, feita em parceria com Pedrinho da Luz e que foi bastante executada no Rio de Janeiro. Os Fevers tem gravadas diversas músicas de autoria de Almir Bezerra como: “Triste sem amor”, “Farei você feliz”(ambas em parceria com Pedrinho da Luz), ”Deus” (em parceria com Cassiano Costa), “De que vale tanto amor” (em parceria com Miguel Plopschi e Rossini Pinto), “Ninguém vive sem amor”, "Deus", "Mãe", “O amor é a razão”, “O tempo vai passar”, “Não consigo viver sem você” (esta em parceria com Iracema Pinto e Camillo), “A vida é curta demais”(composta em parceria com W. Barnes), “Vida ideal”(em parceria com Homero), dentre outras.
Almir também compôs músicas para outros artistas brasileiros como Reginaldo Rossi, Adilson Ramos, Golden Boys, Erasmo Carlos, Tarcys Andrade, Samir Abou Hana, etc. Também trabalhou como produtor musical em 1978, produzindo pela EMI-Odeon o compacto duplo do seu amigo cantor pernambucano Iveraldo de Souza Lima, o Leonardo Sullivan.
90% dos sucessos dos Fevers foram gravados com a voz principal de Almir. Em 1980, após o falecimento de seu pai, resolve sair dos Fevers para seguir carreira solo, podendo assim gerenciar ele mesmo sua agenda de apresentações. Em seu lugar entra, por sugestão do próprio Almir, o seu amigo cantor e compositor pernambucano Ivanilton de Souza Lima, o Michael Sullivan.
Ainda em 1980, lança seu primeiro disco solo pela EMI-Odeon, um compacto simples, que ele próprio produziu junto com Miguel Plopschi e que trouxe duas canções compostas pelo próprio Almir em parceria com Rossini Pinto, que produziu os seus dois primeiros LPs solo: “Ainda existe amor”(em 1981) e “Bate forte no peito”(em 1983).
Em 1984, lança o seu terceiro LP, produzido por Fernando Adour e que teve a faixa “Lady, lady, lady” bastante executada nas rádios e TVs do Brasil.
Em 1985 lança “Uma estrela no céu”, seu quarto LP da carreira e o último pela EMI-Odeon. O LP foi produzido por Liebert Ferreira Pinto, dos Fevers.
Em 1986 lança pela Recarey o LP “Ritmo do coração”, projeto do próprio Almir em parceria com seu amigo Pedrinho da Luz(dos Fevers), que consistia em gravar sucessos românticos das décadas de 30, 40 e 50 com arranjos modernos. O LP produzido por Pedrinho da Luz fez muito sucesso, tanto que Almir lançou mais dois LPs no mesmo estilo: “Ritmo do coração Vol 2”(em 1987) e “Ritmo do coração Vol.3” (em 1988), ambos lançados pela gravadora Arco-Íris e produzidos por Pedrinho da Luz
Em 1992, depois de doze anos, Almir volta a ser vocalista dos Fevers, após receber convite de seu amigo Miguel Plopschi, diretor artístico da RCA Victor e ex-saxofonista dos Fevers. Nesse mesmo ano os Fevers lançam o LP “Agora é pra valer”, com participação de Sérgio Reis na faixa “A força do amor”. O álbum traz três composições de Almir: “Faz isso não”, “Quem sou eu” e “Único amor”(parceria de Almir com seu filho Bruno Bezerra e que entrou apenas no CD com as músicas do LP), além de “Marcelle”, versão de Almir e Chico Pavuna para “Shine on”, de R. Kerr, J.J Osborne e B. Osborne.
Em 1995 Almir participa com os Fevers do projeto “Jovem Guarda 30 Anos”, com as músicas “Wooly Bully”, Mar de Rosas” e “Eu te darei o céu”.
Almir ainda gravaria mais 4 discos com os Fevers até sair definitivamente em 2002. Em 2003 lançou de maneira independente seu novo disco solo, o CD “Pele na pele”.
Em 2005, depois de quase cinquenta anos, voltou a morar no Recife e fundou com seus amigos Cleudir Borges, Pedrinho da Luz e Miguel Plopschi (ex-Fevers), Netinho e Nenê (Os Incríveis) e Ed Wilson (ex-Renato e seus Blue Caps) um novo grupo: “The Originals”.
Com os Originals, Almir gravou um CD/DVD lançado ainda em 2005. No fim do ano sai dos Originals e em 2006 lança por meio de seu selo o primeiro DVD, intitulado “A volta dos tempos” e que foi gravado no Clube Português. No DVD Almir homenageia o seu estado, Pernambuco, com exibição de imagens do estado durante o DVD. E também homenageou os motociclistas com a canção “Motociclistas do Brasil”, de sua autoria.
Em 2008, participa do 3º CD/DVD do The Originals, durante o show e também por meio de depoimento.
Em 2011 volta para o The Originals, e no ano seguinte divide vocais com Augusto César (seu antigo companheiro dos Fevers), durante as gravações da música “Guerra dos Sexos”, feitas para o remake da novela de mesmo nome.
Ainda em 2012 sai novamente do The Originals para seguir apenas na carreira solo.
Em 2014 estava em seu apartamento no bairro de Setúbal, na cidade de Recife, Pernambuco, quando teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e foi levado primeiramente para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro do Ibura, também em Recife, e depois transferido para o Hospital da Restauração (mais conhecido como HR) também na mesma cidade.
Alguns meses depois, totalmente recuperado, voltou aos palcos e atualmente continua fazendo shows maravilhosos por todo o Brasil.
Discografia
- Ritmo do coração. Volume III (1988)
- Ritmo do coração. Volume II (1987)
- Ritmo do coração (1986)
- Bate forte no peito (1983)
- Ainda existe amor (1982)
Notas e Referências
- «Biografia no Cravo Albin». dicionariompb.com.br. Consultado em 1 de dezembro de 2012