Ana Pérez-Quiroga

Ana Pérez-Quiroga (Coimbra, 1960) é uma artista visual que vive e trabalha em Lisboa. É formada em Escultura pela Escola de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL).[1] Seu trabalho se concentra essencialmente na instalação, objetos, fotografia e performance, enquanto seus assuntos variam da vida cotidiana e seu mapeamento à importância de objetos comuns e questões de gênero.[2]

Ana Pérez-Quiroga
Ana Pérez-Quiroga
Nascimento 1960
Coimbra
Alma mater
Ocupação artista visual
Empregador Universidade de Évora

Percurso

Pérez-Quiroga é formada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL).[1]

Concluiu o Curso Avançado de Artes Visuais no Ar.Co; possui um mestrado em Artes Visuais Intermediárias pela Universidade de Évora e doutoramento em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, com a tese "Breviário do Quotidiano #8_Os Regimes Acumulativos dos Objetos e as suas determinantes" (2017) [3]. Foi bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia.[1]

É colaboradora no CHAIA - Centro de História da Arte e Pesquisa Artística da Universidade de Évora.[4]

Pérez-Quiroga expõe regularmente desde 1999[2], participando de exposições coletivas realizadas em instituições como a Culturgest [5] e Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), Lisboa.[6]

Comissariada por João Mourão e por Nuno Ramalho, o Queer Lisboa 13 acolheu, no espaço do Cinema São Jorge, a exposição Shocking Pinks, exposição de artes plásticas dedicada à temática queer, com obras dos artistas Ana Pérez-Quiroga, André Alves, Carla Cruz + Ângelo Ferreira de Sousa, Carla Filipe, João Leonardo, Luísa Cunha e a participação especial do Colectivo CALHAU![7][8][9]

Pérez-Quiroga participou de programas de residência internacional, com bolsas da Fundação Oriente [10] e sua prática tem-se centrado no encontro com objectos, assim como com situações decorridas na vida quotidiana, que são depois retirados do seu lugar de origem e recolocados num outro, normalmente no contexto artístico.[11]

Reconhecimentos e Prémios

Obra

  • 1999 - Desde 1999 realiza trabalhos de  instalação, objectos, fotografia e performance e expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro.[13]
  • 1999 - “Breviário do Quotidiano #2”, no Museu do Chiado/MNAC, Lisboa;[1]
  • 2004 - “Natureza-morta”, no Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa;[1]
  • 2012 - “From:, To:, Via:”, no Museu Nogueira da Silva, Braga;[1]
  • 2012 - “Obra sem senão”, no Museu do Neorealismo, Vila Franca de Xira;[1]
  • 2013 - "hetero q.b." - colectiva internacional de video, no Museu do Chiado/MNAC, Lisboa[14]
  • 2014 - "Antes morta que burra", apresentada no âmbito do Projeto Travessa da Ermida no MAP - Museu de Arte Popular, em Lisboa; [15]
  • 2015 - “Tomara que chova”, no Convento de Cristo, Tomar;[1]
  • 2016 - "Homeless Monalisa", participação na exposição colectiva produzida pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra;[1]
  • 2016 - Instalação "Mi casa es su casa", no Breviário do Quotidiano #8 - Lisboa, exposto no Arquivo Municipal de Lisboa. Um processo de fusão entre arte e vida com base na catalogação de objectos e mapeamento do quotidiano;[16]
  • 2017 - Instalação "APQHome– MAAT", do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa: o uso da cortiça num espaço doméstico – composto pela casa e seus objetos – e num jardim. Após a inauguração, a artista Ana Pérez-Quiroga continuará a associar-se à instalação, organizando e preparando almoços, nos quais participa, promovendo conversas sobre arte e vida;[17]
  • 2017 - “A Força das Coisas”, exposição na galeria QuARTel – Galeria de Arte Contemporânea de Abrantes. A instalação parte de uma espécie de mapa de viagens, de várias geografias – Europa, Oriente – em diálogo com o espaço expositivo e a sua própria história – o antigo Quartel dos Bombeiros Municipais de Abrantes;[18]
  • 2019 - “¿De que casa eres? Los niños de Rusia. Episodios de un cotidiano”, apresentado no MUDAS - Museu de Arte Contemporânea, na Madeira, integrada na III Temporada do MUDASHOTsummer. A primeira exposição individual da artista plástica portuguesa consta de uma investigação e materialização artística sobre um fenómeno socio-político da História de Espanha: o exílio de 2895 crianças republicanas na União Soviética, devido à Guerra Civil espanhola (1936-1939);[19]
  • 2019 - Representada na exposição colectiva "A metade do céu", numa selecção de obras de 60 mulheres artistas por Pedro Cabrita Reis, onde debateu a condição da mulher;[20]
  • 2019 - Participação na primeira edição do "On The Line", um projeto de Carolina Trigueiros. Ana Pérez-Quiroga foi uma das 15 artistas portuguesas a estabelecer chamadas telefónicas para cabines em Lisboa, iniciando uma conversa convidava à reflexão; [21]
  • 2019-2020 - Participação na exposição colectiva "O Fio Invisível – Arte Contemporânea Portugal – Macau | China”, assinalando a celebração dos 40 anos de relações diplomáticas oficiais entre Portugal e a China, e a criação da RAEM-Região Administrativa Especial de Macau, a UCCLA.[22]

Referências

  1. «Ana Pérez-Quiroga». Colecção António Cachola. Consultado em 1 de abril de 2020
  2. «História e autobiografia cruzam-se no novo trabalho de Ana Pérez-Quiroga». Portal de notícias do Porto. 26 de setembro de 2018. Consultado em 1 de abril de 2020
  3. Pérez e Quiroga de Almeida, Ana Paula (19 de junho de 2017). «Breviário do Quotidiano #8 - os regimes acumulativos dos objetos e as suas determinantes». Tese de Doutoramento em Arte Contemporânea apresentada ao Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Universidade de Coimbra. Consultado em 1 de abril de 2020
  4. «CHAIA - Centro de História da Arte e Investigação Artística». Universidade de Évora. Consultado em 1 de abril de 2020
  5. Mota Ribeiro, Anabela. «Entrevista à artista Ana Pérez-Quiroga». Consultado em 1 de abril de 2020
  6. «Ana Pérez-Quiroga. APQHome». MAAT - Museu Arte Arquitetura Tecnologia. Consultado em 1 de abril de 2020
  7. «Cinema: Festival Queer Lisboa começa sexta-feira com maratona de 95 filmes». JN. 16 de setembro de 2009. Consultado em 1 de abril de 2020
  8. «Festival Queer Lisboa começa sexta-feira com maratona de 95 filmes». RTP. 17 de setembro de 2009. Consultado em 1 de abril de 2020
  9. «Queer Lisboa 1997-2016» (PDF). Queer Lisboa. Consultado em 1 de abril de 2020
  10. «Programa de bolsas Fundação Oriente. Três décadas em balanço.». Fundação Oriente. Consultado em 1 de abril de 2020
  11. Brás, Celina (30 de julho de 2014). «Entrevista à Ana Pérez-Quiroga». Revista Contemporânea. Making Art Happen. Consultado em 1 de abril de 2020
  12. «PRÉMIO AUTORES 2015 | Vencedores». SPA - Sociedade Portuguesa de Autores. 2015. Consultado em 1 de abril de 2020
  13. «MUDAS acolhe primeira exposição de Ana Pérez-Quiroga na Madeira». Diário de Notícias. 7 de setembro de 2019. Consultado em 1 de abril de 2020
  14. «HETERO Q.B. - COLECTIVA INTERNACIONAL DE VÍDEO». MNAC, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiaco. 2013. Consultado em 1 de abril de 2020
  15. «Ana Pérez-Quiroga diz "antes morta que burra"». CMjornal. 27 de abril de 2014. Consultado em 30 de março de 2020
  16. Cunha, Sílvia Souto (30 de março de 2016). «'Mi casa es su casa', diz Ana Pérez-Quiroga na sua nova exposição». Visão. Consultado em 30 de março de 2020
  17. Alves, Virgínia (23 de maio de 2017). «Cortiça apresentada em nova instalação do MAAT em Lisboa». Dinheiro Vivo. Consultado em 30 de março de 2020
  18. Fonseca, Mário Rui (8 de dezembro de 2017). «Abrantes | Ana Pérez Quiroga abre exposição na galeria QuARTel». Médio Tejo. Consultado em 30 de março de 2020
  19. «MUDAS acolhe primeira exposição de Ana Pérez-Quiroga na Madeira». dnoticias. 7 de setembro de 2019. Consultado em 20 de março de 2020
  20. Agência Lusa (19 de março de 2019). «Exposição "A metade do céu" é "contributo" para debate sobre condição da mulher». Observador. Consultado em 30 de março de 2020
  21. Salgueiro, Maria (18 de setembro de 2019). «Os telefones públicos de Lisboa vão receber chamadas de artistas — vai atender?». NiT. Consultado em 20 de março de 2020
  22. «Exposição "O Fio Invisível – Arte Contemporânea Portugal – Macau | China"». 30 de outubro de 2019. Consultado em 20 de março de 2020
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