Anoxia perinatal

Anoxia perinatal é a ausência ou diminuição de oxigênio no cérebro durante o nascimento. Quanto mais tempo o neonato permanecer sob a privação de oxigênio, mais grave a lesão, que se desenvolverá. As complicações podem ser desde alguns distúrbios, como a Dislexia adquirida até a Paralisia Cerebral ou, na continuidade da privação, o bebê pode chegar a óbito.

Anoxia Perinatal
Especialidade pediatria, obstetrícia
Classificação e recursos externos
CID-10 O36, O46, P20, P21, P22, P29
CID-9 768.9
CID-11 848321559
DiseasesDB 1416
eMedicine 973501
MeSH D005311
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A diminuição da oxigenação no cérebro denomina-se Anoxia (ou para alguns autores, Hipóxia) e ocorre na criança principalmente na hora do parto.

História

No exterior há registros de pesquisas do tema desde 1812 realizada por Legallois classificando o funcionamento do centro respiratório bulbar dependendo de trocas entre O2 e CO2. E as pesquisas da médica norte americana Virginia Apgar que ficou famosa por ter desenvolvido o teste de Apgar ou escala de Apgar que passou a ser utilizado como teste padrão dos níveis anóxicos.

No Brasil, apesar de existirem relatos publicados desde 1940, os pioneiros na pesquisa aprofundada do tema foram Domingos Delascio e Dib-El Kadre em publicação no ano de 1975 abordaram profundamente a anoxia perinatal, classificando-a tanto na gestação quanto no trabalho de parto. Após esta vasta pesquisa, o assunto não foi muito pesquisado, ao menos, não se encontram registros significativos até ser resgatado por Lou de Olivier no ano de 1987 que culminou com a publicação de sua pesquisa realizada em 1996, onde classifica Anoxia Perinatal gerando dislexia, disgrafia e outras dificuldades significativas de aprendizagem, além das mais graves como paralisia cerebral e óbito.

Causas

Russ e Strong (1946) enumeraram seis causas principais: Parto prolongado, anestesia e analgesia, operação cesariana, infecção intraparto, hipertonia uterina e ruptura prematura da bolsa das águas.

Segundo Delascio e Kadre pode-se acrescentar a esta lista: Prematuridade, pós-maturidade, anemia/asfixia maternas, estados hipertensivos e toxêmicos, Iso-imunização pelo fator RH e diabetes.

Melhor definição

Segundo Domingos Delascio e El Kadre: Anoxia: Ausência de oxigênio no corpo ou oxigenação insuficiente para suprir as exigências metabólicas normais (Hipóxia). Hipóxia: Diminuição (queda) de oxigenação, de forma a tornar-se insuficiente para suprir exigências metabólicas normais (Anoxia). Este termo é considerado mais preciso, pois sempre há um certo grau de oxigenação. Apesar disso, o termo ANOXIA ficou consagrado, mesmo não exprimindo completamente o fenômeno.

Sinônimos

Além dos já citados termos “anoxia perinatal” e “hipóxia neonatal”, outros termos são aceitos como definição do fenômeno, tais como: Apneia: Cessação de respiração por qualquer causa. Asfixia: Etimologicamente significa "falta de pulso", mas, segundo relatório da Comissão Especial de Mortalidade Infantil da Sociedade Médica de Nova York, sobre a ressuscitação de recém - nascidos (1956), o termo asfixia significa anoxia e retenção de CO2 resultantes da queda de respiração Os ingleses referem-se à anoxia como "fetal distress"; os autores espanhóis preferem o termo "sufrimiento fetal". Saling (1969) menciona hipóxia pela sua manifestação mais importante, que é a acidose. Delascio sugere o termo anoxia perinatal, pois as manifestações pós-natais, segundo ele, são apenas continuação do problema. Lima (1940) fez comentário bastante expressivo, dizendo que o prefixo "a" em termos médicos expressa diminuição e não ausência. Como exemplo temos: anemia = diminuição da hemoglobina do sangue circulante, arritmia = qualquer variação no ritmo normal das contrações cardíacas, aplasia = desenvolvimento incompleto ou deficiente de qualquer parte do organismo e, seguindo este raciocínio, obviamente, anoxia significa diminuição da oxigenação e não ausência de oxigenação. Atualmente usa-se basicamente dois termos para expressar o quadro de ausência/diminuição de oxigenação: Anoxia Perinatal ou Hipóxia Neonatal.

Bibliografia

  • DELASCIO, Domingos e EL-KADRE, Dib (1975). Anoxia Perinatal, São Paulo, Sarvier.
  • DE OLIVIER, Lou (1999). A Escola Produtiva: Como detectar e tratar os problemas de aprendizagem e de ensinagem. São Paulo: Scortecci
  • DE OLIVIER, Lou (2006). Distúrbios de aprendizagem e de comportamento: como detectar, entender e tratar os problemas de aprendizagem. Rio de Janeiro: WAK
  • DE OLIVIER, Lou (2013). Anoxia Perinatal, momentos que podem definir uma vida. Dossiê-Psique, ano VII, edição 90, São Paulo, Editora Escala.
  • DE OLIVIER, Lou (1997). Anoxia Perinatal e Aprendizagem. Rio Total, Jornal Eletrônico, Rio de Janeiro - RJ


Ligações externas

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