Autismo no Brasil

O autismo no Brasil é um conjunto de manifestações em torno do autismo no país sul-americano desde o século XX. Foi introduzido por meio da psiquiatria infantil com influência predominante da psicanálise no atendimento médico, em meados da década de 1950. O desenvolvimento de uma comunidade com base no autismo foi tardio, com a fundação da Associação de Amigos do Autista (AMA) em 1983. Desde então, o autismo se tornou um tema de interesse de familiares, profissionais da saúde e de pessoas autistas.

Congresso Nacional, durante o Dia Mundial da Conscientização do Autismo em 2019.

História

1950–1980: Antecedentes

De acordo com a historiadora Bruna Alves Lopes, há poucos registros sobre autismo no Brasil até a década de 1980. Durante a década de 1940, quando o trabalho do psiquiatra Leo Kanner inseriu o autismo enquanto diagnóstico independente, o Brasil já contava com uma influência significativa da psicanálise no atendimento infantil. O campo psicanalítico iniciou sua penetração no país nos anos 1920 e alcançou uma hegemonia dentro da própria psiquiatria em meados de 1950.[1] Ao mesmo tempo, a ideia de que a causa do autismo era a falta de vínculo dos pais (especialmente mães) com a criança surgiu com Kanner em 1948, mas foi o psicanalista Bruno Bettelheim foi quem desenvolveu-a ao longo das décadas de 1950 e 1960.[2][3]

No Brasil, as primeiras publicações jornalísticas sobre autismo eram formadas de matérias traduzidas por agências de notícias de países como os Estados Unidos e Reino Unido e caracterizavam o diagnóstico enquanto doença. Parte delas era influenciada por um viés psicanalítico, ao considerar crianças autistas como pertencentes a pais frios e distantes, outra parte abordava-o como um dos sintomas da esquizofrenia. O pensamento de Bettelheim teve influência significativa no conteúdo jornalístico destes períodos, com raras exceções que citam o trabalho de Kanner e até abordagens comportamentalistas. Maioria delas não cita papéis relevantes e positivos em relação aos familiares de autistas.[1]

Ao mesmo tempo, o campo profissional em torno do autismo estava alinhado ao atendimento da psiquiatria infantil e da deficiência infantil, de forma geral. Em 1956, era criada a Associação Paulista de Psiquiatria Infantil e Higiene Mental, e em 1965 a Associação Brasileira de Deficiência Mental. Na cidade de Porto Alegre, surgiu em 1963 a Comunidade Terapêutica Leo Kanner.[4] Para grande parte da população, o atendimento de autistas ocorria em instituições não especializadas, como a Sociedade Pestalozzi, fundada em 1932, e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), com unidades em todo o país, e organizada em 1962.[1]

Durante a década de 1970, as discussões sobre o autismo no Brasil começam a se intensificar, o que culminaria, anos depois, na formação de uma comunidade. Ainda em junho de 1970, o Centro de Estudos da Casa de Saúde Dr. Eiras, no Rio de Janeiro, promoveu um debate sobre o diagnóstico a partir de um filme. Eventos similares começaram a ocorrer ao longo dos anos em instituições pelo país, como rodas de conversas baseadas em filmes sobre o autismo, palestras, congressos e cursos promovidos por profissionais nacionais e internacionais da psiquiatria e de outros campos do conhecimento, bem como a publicação das primeiras pesquisas nacionais sobre o autismo. As publicações jornalísticas deste período passaram a mencionar mais frequentemente a contribuição familiar no tratamento do autismo. No Rio de Janeiro, em 1978, foi fundada a Casa Azul, provavelmente a primeira organização de atendimento terapêutico exclusivo à crianças autistas no Brasil, com influência psicanalítica. No mesmo ano e na mesma cidade, também foi fundado o Centro de Educação Especial Casarão por uma mãe de uma criança autista.[1]

1980–1993: Primeiras associações e movimentos de familiares

O autismo, enquanto movimento, começa a se consolidar no Brasil a partir da década de 1980. Foi neste período que familiares, especialmente mães, descontentes com a culpa recebida pela condição dos filhos, começaram a se organizar para conseguir acesso a serviços de saúde. Especialmente em grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, familiares passaram a escrever cartas para grandes jornais, como o Jornal do Brasil, e chamar a atenção do poder público para a causa do autismo.[1]

Em abril de 1980, a Rede Globo exibiu o filme Son-Rise: a Miracle of Love, que foi um sucesso de audiência e motivou a emissora a reprisá-lo várias vezes ao longo da década. Alguns familiares de autistas chegaram a afirmar que o filme teria sido um marco para o conhecimento do autismo na década.[1] O filme, no entanto, destaca um programa terapêutico chamado Son-Rise, que ao longo dos anos foi demonstrado como ineficaz no tratamento do autismo.[5][6]

O ator Antônio Fagundes protagonizou um comercial sobre características do autismo para a AMA.

A primeira associação de autismo do Brasil legalizada foi a Associação de Amigos do Autista (AMA), fundada em 1983[7] por Marisa Fúria e Ana Maria Ros de Melo[1] e formada por clientes do médico Raymond Rosenberg, que tinham em comum a angústia de não ter informações mais aprofundadas sobre o diagnóstico e tratamento de seus filhos. As primeiras reuniões se deram no consultório de Rosenberg e, pouco tempo depois, a organização mantinha uma escola cujo funcionamento se dava no quintal de uma Igreja Batista.[8][9] Também há relatos de familiares ativistas de que, no mesmo período, em cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro já existiam associações de autismo sem registro legal.[10]

A partir da segunda década de 1980, as organizações pioneiras de autismo tinham, como característica em comum, uma busca pela internacionalização e também pela divulgação do autismo em território nacional. A AMA conseguiu o apoio do ator Antônio Fagundes, que gravou gratuitamente em 1987 um comercial televisivo de circulação nacional sobre o diagnóstico. Neste período, familiares ativistas viajavam para países do exterior para aprenderem novas formas de tratamento e buscar recursos. Os pais tinham vários pesquisadores referenciais. Um deles era Bernard Rimland. Além disso, o trabalho de Ole Ivar Lovaas com a Análise do comportamento aplicada também começou a ser disseminado.[10][9][1] Originalmente, o movimento do autismo esteve concentrado na figura de mães e pais de autistas, uma tendência que se seguiu ao longo das décadas.[11] Outros fenômenos também começaram a contribuir para a fomentação do cenário do autismo no Brasil durante a criação da Nova República, como a criação do Sistema Único de Saúde com a Constituição Brasileira de 1988 e a reforma psiquiátrica.[12]

Em 1988, era fundada em Belo Horizonte a Associação Brasileira de Autismo (Abra), com a adesão inicial de pequenas organizações de seus estados do Brasil com o objetivo de consolidar um movimento de representação nacional. Sob este mesmo caráter unificador, a Associação Terapêutica Educacional para Crianças Autistas (Asteca) promoveu em 1989 o I Congresso Nacional de Autismo juntamente com outras organizações[10][1] (com um público de cerca de 1300 pessoas).[13] Naquele ano, já existiam 23 associações de autismo no país. Em 1991, a segunda edição do congresso contou com mais de 2000 pessoas, palestrantes nacionais e figuras internacionais como o psiquiatra e psicanalista René Diatkine e também Eric Schopler, criador do programa TEACCH. Durante o evento, Schopler, com base nas pesquisas da época, promoveu críticas ao uso da psicanálise para tratamento de autismo. A AMA implantou TEACCH pelos anos subsequentes, com a supervisão de profissionais estrangeiros.[10][1]

Além das associações de autismo, familiares começaram a produzir materiais diversos para conscientização do autismo. No Rio, a Associação de Pais de Autistas do Rio de Janeiro (Aparj) lançou em 1989 a Autismo em Revista, a primeira publicação do gênero do Brasil. Além disso, eram frequentes a disseminação de artigos e livros estrangeiros traduzidos, bem como palestras para auxiliar as famílias. No período, o pediatra Christian Gauderer lançou o livro Autismo, década de 80, um referencial frequente para pesquisadores e pais. A AMA, por sua vez, passou a ter núcleos em vários estados do Brasil em todas as regiões.[10][1]

1994–2008: Expansão e reconhecimento nacional

Na história global do autismo, a década de 1990 foi caracterizada pelas mudanças de classificação de diagnóstico do autismo,[14] e pelo papel central da internet no ativismo[1] e, no Brasil, o período é marcado pelo desenvolvimento de políticas educacionais.[15] Durante o governo de Itamar Franco, a educação especial foi reestrurada, o que coincidiu com a Declaração de Salamanca.[16] As organizações pioneiras seguiram suas atividades, ora com problemas financeiros, ora com a adesão de novos membros. Neste contexto, a AMA ganhou em 1998, por meio do então presidente Fernando Henrique Cardoso, o Prêmio Direitos Humanos da Unesco daquele ano.[8][17]

Em 13 de dezembro de 1998, era inaugurada uma lista de discussão sobre o autismo no Yahoo!.[18] Durante certo período, foi o mais influente espaço de interação virtual no Brasil acerca do autismo, em que pais compartilhavam histórias e dúvidas sobre o diagnóstico.[19] Uma das características destas interações virtuais, segundo a historiadora Bruna Alves Lopes, era a solidariedade entre mães, a interação com pessoas de todo o país e uma nova caracterização do ativismo do autismo, apesar da precariedade da conexão à internet na época, marcada pela conexão discada.[1] O grupo permaneceu ativo e produtivo durante anos, com até a distribuição de materiais informativos sobre autismo. Em 2006, membros do grupo chegaram a lançar uma versão traduzida de um manual de treinamento em ABA[20] e parte de seus membros fundaram várias associações pelo Brasil, entre elas a Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista (Afaga).[21]

Em meados de 2004, ativistas no Distrito Federal promoveram uma blitz informativa sobre o autismo, que se tornaria mais tarde a organização Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab).[22] Em 2005, Brasília foi sede de um dos eventos do Dia do Orgulho Autista, cujo lema foi "Aceitação, não cura". Foi a primeira vez que o tema neurodiversidade adentrou as discussões sobre autismo no Brasil.[23] Em 2008, em Fortaleza, surgiu a Associação Brasileira para a Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça), fundada pelos responsáveis pela instituição terapêutica Casa da Esperança com a colaboração de ativistas de outras organizações, como o Moab e a Afaga.[24][25]

2009–atualmente: Legislações e ativismo autista

Berenice Piana (2018), uma das ativistas a participar da construção da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

No final de 2009, um grupo de familiares de autistas, pertencentes a organizações como o Moab, começou a se articular com deputados e senadores em Brasília.[26] Segundo Berenice Piana, o ativista Ulisses Batista estava em comunicação com Cristovam Buarque, solicitando uma audiência pública sobre autismo. Ela, por sua vez, conheceu Paulo Paim, responsável por encaminhar à Comissão de Direitos Humanos a realização de uma audiência. O evento ocorreu em 24 de novembro de 2009, e se desenvolveu ao longo dos anos em direção a se tornar uma política pública. O texto da lei começou a ser escrito com a participação de vários ativistas. Segundo Piana, o texto estava pronto em março de 2010, e desta forma protocolado. A aprovação na comissão se deu em 2011, indo à plenário em junho daquele ano.[27]

Em 27 de dezembro de 2012, durante o governo de Dilma Rousseff, foi instituída a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, pela qual autistas foram classificados como pessoas com deficiência.[28] A política também ficou conhecida como Lei Berenice Piana, por sugestão do então senador Paulo Paim.[1] A legislação teve um impacto significativo sobre o autismo no Brasil e na maior discussão sobre o transtorno no país.

Em abril de 2010 foi criada[29][30][31] a Revista Autismo[32], publicando seu número zero em setembro daquele ano. Gratuita e nos formatos impresso e digital, a revista não tinha uma periodicidade definida, porém, no início de 2019[33][34] passou a uma periodicidade trimestral, com distribuição nacional, em todos os estados do Brasil, sendo publicada nos meses de março, junho, setembro e dezembro. A partir de 2020, passou a realizar anualmente uma campanha nacional[35] com um tema definido para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (todo 2 de abril), com o primeiro tema sendo "#Respectro — Respeito para todo o espectro"[36]. No mesmo ano foi criado o Canal Autismo, abrigando a revista e as demais iniciativas digitais da empresa, como o programa de Empreendedorismo Social com foco no Autismo (ESA)[37][38].

Durante a década de 2010, a participação de pessoas diagnosticadas com o autismo no ativismo cresceu, com o surgimento de blogs, canais de vídeos e livros escritos por autistas, bem como também um ativismo associativo formato por pessoas no espectro. Neste período, temáticas como o autismo em mulheres, sexualidade e inclusão no mercado de trabalho se tornaram mais frequentes. Em 2016, a Abraça promoveu o 1º Encontro Brasileiro de Pessoas Autistas (EBA), evento inédito em Fortaleza organizado e dedicado apenas para autistas.[39] O ativismo solo de familiares de autistas também cresceu, com a ascensão de nomes como a jornalista Andréa Werner[40] e o apresentador de televisão Marcos Mion.[41]

Em 2018 foi lançado o primeiro podcast feito somente por autistas: o Introvertendo — fundado por Tiago Abreu, Luca Nolasco, Otavio Crosara, Michael Ulian e Marcos Carnielo Neto[42][43]. O podcast — sempre com o conteúdo transcrito e também disponível em Libras[44] — tem o slogan “Um podcast onde autistas conversam” e recebe diversos convidados da comunidade ligada ao autismo, além de discutir temas relevantes com a visão das pessoas autistas sobre os assuntos, variando sua periodicidade entre semanal e quinzenal.[45]

A partir da década de 2020, a legislação voltada ao autismo no Brasil passou a se expandir para além do âmbito federal, com estados como Rio Grande do Sul[46] e Pará promovendo políticas estaduais voltadas para o autismo.[47]

Ver também

Referências

  1. Lopes, Bruna Alves (18 de junho de 2019). Não Existe Mãe-Geladeira Uma análise feminista da construção do ativismo de mães de autistas no Brasil (1940-2019) (Tese). Universidade Estadual de Ponta Grossa. Consultado em 27 de dezembro de 2020
  2. Donvan, John; Zucker, Caren (2016). In a Different Key: The Story of Autism (em inglês). [S.l.]: Crown. ISBN 9780307985675. Consultado em 19 de março de 2017
  3. Bettelheim, Bruno (1967). The empty fortress : infantile autism and the birth of the self. [S.l.]: Free Press. ISBN 0029031400
  4. Assumpção Júnior, Francisco Baptista. Psiquiatria infantil brasileira: um esboço histórico. [S.l.]: Lemos. ISBN 9788585561086
  5. Williams KR, Wishart JG (2003). «The Son-Rise Program intervention for autism: an investigation into family experiences». J Intellect Disabil Res (em inglês). 47 (4–5). pp. 291–9. PMID 12787161. doi:10.1046/j.1365-2788.2003.00491.x
  6. Leaf, Justin B. (2016). «Social Thinking®: Science, Pseudoscience, or Antiscience?». Behavior analysis in practice (em inglês). 9 (2). pp. 152–7
  7. Lugon, Ricardo Arantes; Andrada, Barbara Costa (2020). «Militâncias de familiares de autistas e a economia política da esperança no Brasil de 2019» (PDF)
  8. «História - AMA». Associação de Amigos do Autista. Consultado em 31 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 1 de novembro de 2020
  9. Melo, Ana Maria; Ho, Helena; Dias, Inês; Andrade, Meca (2013). Retratos do autismo no Brasil (PDF). São Paulo: AMA. ISBN 9788566629002. Consultado em 31 de janeiro de 2021
  10. Castanha, Juliane (2016). A trajetória do autismo na educação: da criação das associações à regulamentação das políticas de proteção (1983-2014) (PDF) (Dissertação). Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Consultado em 31 de janeiro de 2021
  11. Sá, Clarice; Conrado, Hysa (1 de outubro de 2020). «Autismo, visibilidade e aceitação». R7. Consultado em 15 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 15 de outubro de 2020
  12. Re-Thinking Autism: Diagnosis, Identity and Equality. [S.l.]: Jessica Kingsley Publishers. 2016. ISBN 9781784500276
  13. Santos Júnior, Wilson Claudino dos (2007). O autismo infantil e a enfermagem: uma revisão bibliográfica (PDF) (Monografia). Centro Universitário de Brasília. p. 17. Consultado em 1 de fevereiro de 2021
  14. TAMANAHA, Ana Carina; PERISSINOTO, Jacy; CHIARI, Brasilia Maria (2008). «Uma breve revisão histórica sobre a construção dos conceitos do Autismo Infantil e da síndrome de Asperger». Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 13 (3). pp. 296–299
  15. Bereohff, Ana Maria P. (1993). «AUTISMO: uma história de conquistas». Em Aberto. 13 (60). pp. 11–24
  16. Padilha, Caio Augusto Toledo (2016). «A política educacional do governo Itamar Franco (1992-1995) e a questão da inclusão»
  17. Dias, Fabrizia Miranda de Alvarenga; Lyrio, Ana Carolina de Oliveira; Jorge, Ana Paula Silva Andrade; Rodrigues, Daniele Fernandes (2019). «Transtorno do Espectro Autista e a Internet: O empoderamento de movimentos sociais em saúde». Redin - Revista Educacional Interdisciplinar. 11 páginas. Consultado em 15 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 24 de julho de 2020
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  19. Garcia, Argemiro. «Ora, direis, ouvir autistas!». Associação Brasileira por Direitos das Pessoas Autistas. Consultado em 31 de janeiro de 2021
  20. Lear, Kathy (2006). «Ajude-nos a aprender» (PDF). Consultado em 1 de fevereiro de 2021
  21. «A Afaga». Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista. Consultado em 1 de fevereiro de 2021
  22. «A HISTÓRIA DO MOAB com Fernando Cotta». Rafael Sallet. Consultado em 1 de fevereiro de 2021
  23. Ortega, Fernando (2009). «Autismo, deficiência e neurodiversidade». Consultado em 1 de fevereiro de 2021
  24. «Dra. Fátima Dourado». Casa da Esperança. Consultado em 1 de fevereiro de 2021
  25. «Abraça nasce forte». Associação Brasileira para a Ação por Direitos das Pessoas com Autismo. Consultado em 1 de fevereiro de 2021
  26. Moraes, Cláudia. «Homenagem: Nilton Salvador, um precursor». Revista Autismo. Consultado em 5 de setembro de 2021. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2021
  27. Piana, Berenice (2012). «A história de uma lei». Revista Autismo. São Paulo. Consultado em 5 de setembro de 2021
  28. «LEI Nº 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012»
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  36. Alves, BIREME / OPAS / OMS-Márcio. «"Respeito para todo o espectro": 02/4 – Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo | Biblioteca Virtual em Saúde MS». Consultado em 5 de julho de 2022
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  39. Abreu, Tiago (2 de abril de 2021). «Retrato do ativismo autista no Brasil». Autismo e Realidade. Consultado em 8 de outubro de 2022
  40. «Andréa Werner: a candidata a deputada federal que é mãe de autista e defende direitos das pessoas com TEA». Portal Singularidades. Consultado em 27 de outubro de 2019. Arquivado do original em 16 de janeiro de 2019
  41. «Marcos Mion, pai de autista, critica cortes em planos de saúde: 'Desespero'». Folha de S.Paulo. 15 de junho de 2022. Consultado em 8 de outubro de 2022
  42. «Estudante da UFG com autismo rompe barreira e cria podcast feito por e para autistas». Jornal Opção. 20 de outubro de 2018. Consultado em 5 de julho de 2022
  43. Junior, Francisco Paiva (14 de novembro de 2018). «Estudante de jornalismo cria podcast feito por autistas». Tismoo. Consultado em 5 de julho de 2022
  44. Redação (18 de junho de 2020). «Introvertendo transforma áudio em Libras». Canal Autismo / Revista Autismo. Consultado em 5 de julho de 2022
  45. Maria Gabriela, Bandeira (31 de dezembro de 2019). «Retrospectiva 2019: os momentos que fizeram parte da causa do autismo». Olhares do Autismo. Consultado em 5 de julho de 2022
  46. «Governo do RS lança programa para atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista». Correio do Povo. 5 de abril de 2021. Consultado em 3 de junho de 2021
  47. «Pessoa com autismo terá proteção através de política estadual». Assembleia Legislativa do Estado do Pará. 14 de maio de 2021. Consultado em 8 de outubro de 2022
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