Barbo-do-Norte
O barbo-do-Norte, também designado barbo-comum, é uma spécie autóctone da Península Ibérica. Em Portugal é muito comum, encontrando-se em todas as bacias hidrográficas, à excepção das do Mira, Guadiana e ribeiras do Algarve.[1]
Estão referenciadas mais quatro espécies de barbo: o cumba, o barbo-de cabeça-pequena, o barbo-do-sul e o barbo de Steindachner, endémicas da Península Ibérica.
Características
Corpo alongado e comprimido lateralmente, com focinho pontiagudo. Boca inferior com lábios grossos, apresentando dois pares de barbilhos bem desenvolvidos.
O último raio simples da barbatana dorsal é ossificado e denticulado. Dorso castanho-oliváceo; flancos e ventre claro.
Habitat
Espécie de fundo, vive no sector médio dos rios, de correntes moderadas e de águas não muito frias, a chamada "zona do barbo". Refugia-se junto às margens, nas pedras e vegetação.
Alimentação
Espécie omnívora/detritívora, alimenta-se de detritos e restos de plantas, moluscos, crustáceos e insectos.
Reprodução
Desova na Primavera, em zonas de fundos pedregosos e arenosos de águas pouco profundas e bem oxigenadas.
Na época de reprodução os machos apresentam umas pontuações brancas à volta do focinho - tubérculos nupciais.
Defeso
15 de Março a 31 de Maio, sendo a abertura da pesca desportiva antecipada para 16 de Maio, quer seja exercida individualmente ou em competição, sendo nesta última imposta a obrigatoriedade do uso da manga.
Comprimento mínimo: 20 cm
Referências
- Naturlink. «Barbo-comum, endémico mas ubíquo»