Eletrobras CHESF
A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) é uma sociedade anônima de capital aberto que atua na geração e transmissão de energia em alta e extra-alta tensão, explorando a bacia hidrográfica do rio São Francisco, com sede no Recife.
| Chesf | |
|---|---|
![]() Eletrobras CHESF | |
| Slogan | Energia para novos tempos |
| Atividade | Energia Elétrica |
| Fundação | 3 de outubro de 1945 (77 anos) |
| Fundador(es) | Brasil sob a presidência de Getúlio Vargas, tendo como articulador principal o presidente |
| Sede | Recife, PE |
| Proprietário(s) | Eletrobras (99,578%) |
| Website oficial | www.chesf.com.br |

História
Foi criada durante o Estado Novo, pelo presidente Getúlio Vargas através do Decreto-Lei nº 8.031 de 3 de outubro de 1945, e constituída na primeira assembleia geral de acionistas, realizada em 15 de março de 1948.
Com a reestruturação do setor elétrico na década de 1960, tornou-se uma subsidiária da Eletrobras, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
Tem a missão de produzir, transmitir e comercializar energia elétrica para a Região Nordeste do Brasil. Atende tradicionalmente a oito estados do Nordeste (Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí). Com a abertura permitida pelo novo modelo do setor elétrico brasileiro, a Eletrobras Chesf tem contratos de venda de energia em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com a reorganização da Eletrobras anunciada em 23 de março de 2010, a Chesf é a única do grupo que não adota o prefixo Eletrobras. Mas se fortalece e faz parte do conglomerado de empresas do governo com o intuito de expandir os negócios de energia a outras nações.
Privatização da Eletrobras
Em 14 de junho de 2022, foram vendidas 802,1 milhões de ações da Eletrobrás, com um preço base de R$ 42, em uma operação que movimentou R$ 33,7 bilhões. Com isso, a participação da União no capital votante da estatal foi reduzida de 68,6% para 40,3%.[1]
Entre os principais acionistas estão o GIC, fundo soberano de Cingapura, o veículo de investimentos de fundo de pensão canadense CPPIB e a gestora brasileira 3G Radar, ligada ao 3G Capital.[1]
Geração de energia
A Chesf é uma das maiores geradoras de energia elétrica do Brasil, com 10.460.430 kW de potência instalada. Opera doze usinas hidrelétricas e catorze usinas eólicas.[2]
A maior usina hidrelétrica construída do sistema Chesf é Xingó, com 3.162 MW de potência instalada.
Em 2018 iniciou a produção de energia através de fonte solar com a implantação da Plataforma Fotovoltaica de Petrolina, com 2,5 MW, instalada no Centro de Referência de Energia Solar de Petrolina, o CRESP.
Usinas hidrelétricas:[2]
- Usina Hidrelétrica de Xingó — Rio São Francisco, 3.162 MW —
Alagoas e
Sergipe - Usina Hidrelétrica Paulo Afonso IV — Rio São Francisco, 2.462 MW —
Bahia - Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga antiga Usina Hidrelétrica de Itaparica — Rio São Francisco, 1.500 MW —
Bahia e
Pernambuco - Usina Hidrelétrica de Sobradinho — Rio São Francisco, 1.050 MW —
Bahia - Usina Hidrelétrica Paulo Afonso III — Rio São Francisco, 794 MW —
Bahia - Usina Hidrelétrica Paulo Afonso II — Rio São Francisco, 443 MW —
Bahia - Usina Hidrelétrica Apolônio Sales antiga Usina Hidrelétrica Moxotó — Rio São Francisco, 400 MW —
Bahia e
Alagoas - Usina Hidrelétrica de Boa Esperança — Rio Parnaíba, 237 MW —
Piauí - Usina Hidrelétrica Paulo Afonso I — Rio São Francisco, 180 MW —
Bahia
Pequenas centrais hidrelétricas (PCH):[2]
- PCH Funil — Rio de Contas, 30 MW —
Bahia (Ubaitaba) - PCH Pedra — Rio de Contas, 20 MW —
Bahia (Jequié) - PCH Curemas — Rio Piancó, 3 MW —
Paraíba (Coremas)
Usinas eólicas:[2]
- UEE Acauã — 6,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Angical 2 —10,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Arapapá — 4,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Caititu 2 — 10,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Caititu 3 — 10,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Carcará — 10,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Casa Nova II — 32,90 MW —
Bahia (Casa Nova) - UEE Casa Nova III — 28,20 MW —
Bahia (Casa Nova) - UEE Casa Nova A — 27,00 MW—
Bahia (Casa Nova) - UEE Corrupião 3 — 10,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Coqueirinho 2 — 16,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Teiú 2 — 8,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Papagaio — 10,00 MW —
Bahia (Pindaí) - UEE Tamanduá — 16,00 MW —
Bahia (Pindaí)
Participações em usinas (SPE)ː[2]
- Hidrelétricasː[2]
- Usina Hidrelétrica de Belo Monte — Rio Xingu, 11.233 MW —
Pará (participação de 15%) - Usina Hidrelétrica de Jirau — Rio Madeira, 3.450 MW —
Rondônia (participação de 20% (690 MW)) - Usina Hidrelétrica de Sinop — Rio Teles Pires, 401,88 —
Mato Grosso (participação de 24,50%) - Usina Hidrelétrica Dardanelos — Rio Aripuanã, 180 MW —
Mato Grosso (participação de 24,50%)
- Usina Hidrelétrica de Belo Monte — Rio Xingu, 11.233 MW —
- Eólicasː[2]
- UEE Caiçara I — 27 MW —
Rio Grande do Norte (Serra do Mel) — (participação de 49,00%) - UEE Caiçara II — 18 MW —
Rio Grande do Norte (Serra do Mel) — (participação de 49,00%) - UEE Junco I — 24 MW —
Rio Grande do Norte (Serra do Mel) — (participação de 49,00%) - UEE Junco II — 24 MW —
Rio Grande do Norte (Serra do Mel) — (participação de 49,00%)
- UEE Caiçara I — 27 MW —
Transmissão
A Chesf possui um sistema de transmissão com abrangência nos nove estados do Nordeste, composto por 136 subestações (sendo 15 de propriedade de terceiros onde a Chesf possui ativos), o que representa cerca de 38% das instalações operacionais de transmissão do Grupo Eletrobras, totalizando uma capacidade de transformação de 70.296,37 MVA (geração + transmissão), além de 21.801,22 km de linhas de transmissão de corrente alternada, nas tensões de 500, 230, 138 e 69 kV, que tem a finalidade de transportar tanto a energia gerada pelas usinas próprias quanto a recebida do Sistema Interligado Nacional (SIN).[2]
Ver também
- Edifício Sede da CHESF (Salvador)
Ligações externas
- CHESF. Website oficial.
- «Cingapura, Canadá e Lemann vão controlar Eletrobras». ISTOÉ DINHEIRO. 16 de junho de 2022. Consultado em 18 de junho de 2022
- «CHESF (2021)» (PDF)

