Caso Moderna
O Caso Moderna foi um caso de corrupção, gestão danosa e associação criminosa com base na Universidade Moderna que teve o envolvimento da Maçonaria e de figuras do panorama político nacional como Paulo Portas, João Soares e António de Sousa Lara.[1]
Em abril de 2000, José Júlio Gonçalves [que já tinha sido afastado do cargo de reitor] foi detido. Junto com ele foram também detidos dois dos seus filhos: João Braga Gonçalves, que tinha sido diretor de marketing da Moderna, e José Braga Gonçalves, que tinha sido secretário da direção da Dinensino[2].
O julgamento começou em abril de 2002 e terminou em novembro de 2003.
José Braga Gonçalves, antigo homem forte da gestão da Universidade Moderna, foi condenado a 12 anos de prisão. Devido a um perdão de um ano e meio, o filho do ex-reitor vai cumprir dez anos e meio de prisão efectiva. José Braga Gonçalves, que estava acusado de 19 crimes, foi condenado por apropriação ilegítima, gestão danosa, corrupção activa e falsificação de documentos.
José Júlio Gonçalves, ex-reitor da Moderna, foi condenado a três anos de prisão por administração danosa e corrupção activa, mas o tribunal entendeu suspender a pena.
Esmeraldo Azevedo, antigo vice-presidente da Dinensino e vice-reitor da Moderna, João Braga Gonçalves, ex-director de publicidade, e José Vitoriano, antigo tesoureiro da universidade foram condenados a três anos e cinco meses de prisão efectiva, mas o perdão de um ano que lhes foi aplicado faz com que a pena tenha sido efectivamente cumprida em prisão preventiva.
Sousa Lara, ex-vice reitor da Moderna, foi sentenciado a dois anos e meio de prisão pelo crime, em co-autoria, de administração danosa, mas os juízes entenderam suspender a pena por dois anos.
Pedro Garcia Rosado, antigo assessor de imprensa do ex- ministro da Educação Marçal Grilo, foi condenado a três anos de prisão efectiva por corrupção passiva, crime que os juízes concluíram não ser passível de suspensão de pena[3].
Referências
- «Caso Moderna chega hoje ao fim com leitura da sentença». Público. 10 de abril de 2002. Consultado em 27 de abril de 2011
- «Morreu João Braga Gonçalves»
- «Caso Moderna: José Braga Gonçalves condenado a dez anos e meio de prisão efectiva»