Castro de Chibanes
O Castro de Chibanes consiste numa fortificação pré e proto-histórica com as seguintes fases de ocupação:



- Calcolítico (Idade do Cobre) inicial e pleno, III º milénio a.C.;
- Calcolítico final / Bronze antigo (Horizonte Campaniforme), 1ª metade do IIº milénio a.C.;
- Período de abandono durante cerca de 1.700 anos;
- IIª Idade do Ferro (séculos III-II a.C.);
- Período romano-repúblicano (século II-I a.C.);
- Época romana imperial.
O estudo deste povoado permite compreender melhor as relações comerciais e consequentes alterações sociais ao longo de vários milénios no território hoje português com o norte da Europa e o mediterrâneo.
Imóvel de Interesse Público
Esta jazida pré e proto-histórica classificada como imóvel de interesse público pelo IGESPAR em 2011[1] pelo Instituto Português de Arqueologia, tendo em 2004 sido apresentado ao Exmo Senhor Presidente da Assembleia da República um requerimento acusando o estado de abandono desse arqueosítio.[2]
Localização
Localizado estratégicamente no cume da Serra do Louro, incluído no Parque Natural da Arrábida, num ponto de onde é possível avistar a norte o estuário do Tejo e a sul o estuário do Sado. Estudos arqueológicos permitiram relacionar as grutas artificiais existentes na proximidade (conhecidas como Grutas da Quinta do Anjo) com o povoado utilizado para enterrar os seus mortos.
Dada a beleza da paisagem e o interesse quer turístico quer cultural existe um percurso pedestre sinalizado de pequena rota com cerca de dez quilómetros onde se inclui, além desse povoado de cumeada e da referida necrópole, uma povoação utilizada durante a ocupação árabe também conhecida como alcaria islâmica e quatro moinhos de Palmela.
Referências
- IGESPAR. «Castro de Chibanes (Pesquisa de Património)»
- Maria Santos (Grupo Parlamentar do Partido Socialista) (14 de Abril de 2004). «Requerimento N.º /IX»