Conflitos Luso-Turcos
Os conflitos Luso-Turcos, foram uma série de combates militares, entre a Armada Portuguesa e tropas do Império Otomano, integradas em outras forças militares ou por conta própria. Alguns desses conflitos foram pontuais, enquanto outros, arrastaram-se por vários anos, a maior parte ocorreu no Oceano Índico, durante a consolidação do Império Português na Ásia.[1]
A Cruzada Turca
A 8 de Abril de 1481, a bula Cogimur iubente altissimo proclamava a cruzada contra os turcos.[2][3]
Só no reinado de D. Manuel I é que Portugal decidiu participar na cruzada, mandando El Rei preparar uma esquadra que partiu para o Mediterrâneo sob o comando do bispo de Évora, D. Garcia de Meneses.[3]
No entanto, os portugueses não precisaram de combater, pois quando chegaram a Otranto esta tinha sido abandonada devido à notícia da morte súbita do Sultão, vítima da peste.[3]
Conquista de Tunes
Em 1535, os Otomanos sob o comando de Barba Ruiva iniciaram um ataque aos navios cristãos no mar Mediterrâneo a partir de Argel. Para os combater, Carlos V reuniu um exercito sob a égide do Sacro Império Romano-Germânico, com o apoio de Portugal, República de Génova, Estados Pontifícios e da Ordem de Malta, conquistando Tunes, à altura, sob o controle do Império Otomano.[4]
1538 a 1559
Em 1538 os turcos Otomanos atacaram Diu, sendo derrotados, fugindo para o Mar Vermelho.[5]
Neste período, surgiram vários combates entre portugueses e turcos, todos eles em volta da rota das especiarias e do controlo da pimenta.[1][6][7][8]
De todas essas batalhas, destaca-se a Campanha da Etiópia (1541 a 1543), devido à importância da mesma na manutenção do Império Etíope e da religião cristã no território,[9] em que ficaram registadas para a história as batalhas de Bacente (1542) e de Wayna Daga (1543).[10]
Oitava Guerra Otomano-Veneziana
A oitava Guerra Otomano-Veneziana foi travada entre a República de Veneza e o Império Otomano entre 1714 e 1718. Foi o último conflito entre as duas potências e também entre Portugal e os Turcos, terminando com uma vitória otomana e com a perda da posse da maior possessão de Veneza na península grega, o Peloponeso (Moreia), tendo participado ao lado da República de Veneza, Portugal os Estados Pontifícios e a Ordem de Malta.[11]
A Participação de Portugal foi decisiva para o desfecho da guerra com a sua vitoriosa participação na batalha naval de Matapan travada a 19 de Julho de 1717.
Após a conquista da Moreia, pelos turcos, estes avançaram por terra, cercando Corfu. Perante esta ameaça, D. João V, Rei de Portugal à altura, encarregou o conde de Rio Grande, o almirante Lopo Furtado de Mendonça, de comandar a esquadra portuguesa, ao encontro da força turca sitiada ao largo do cabo de Matapão, culminando numa histórica vitória.[12]
Ver também
Referências
- Notas
- «História de Portugal – O Império Português na Ásia»
- Luigi Nuzzo (2002). Percorsi religiosi e strategie di dominio tra Atlantico e Mediterraneo agli inizi dell’età moderna, in L’Europa e l’Islam tra i secoli XIV-XVI. [S.l.]: Università Orientale di Napoli. 375 páginas
- «A Guerra com os turcos no Mediterrâneo». portugalweb.net. Consultado em 3 de abril de 2013
- «Jornada de Carlos V a Túnez por Gonzalo de Illescas (¿?-ca. 1633)» (em espanhol)
- «Revista de Marinha»
- «Marinha de Portugal – História da Marinha»
- «Marinha de Portugal - Batalha de Diu»
- «El galeón de Manila: un ensayo temprano de globalización» (em espanhol)
- «Revista de Marinha»
- «História da Etiópia» (em inglês)
- The history of Corfu «Historia de Corfu em corfuweb.gr» Verifique valor
|url=(ajuda) (em inglês) - «Museu da Marinha - A batalha naval do Cabo Matapan»
- Internet
- Bibliografia
- José Virgílio Amaro Pissarra (2003). Chaul e Diu, 1508 e 1509. O Domínio do Índico. Lisboa: Tribuna da História. 99 páginas. ISBN 9789728563113 Verifique
|isbn=(ajuda)
- João Paulo Oliveira e Costa & Vítor Luís Gaspar Rodrigues (2008). Conquista de Goa. Lisboa: Tribuna da História. 112 páginas. ISBN 9789728799939
- Roger Crowley (2008). Empire of the sea. [S.l.]: Faber & Faber. ISBN 9780571232314