C Barroso (C-11)
O C Barroso (C-11), foi um navio de guerra tipo cruzador da Classe Barroso da Marinha do Brasil.[1]
| C Barroso | |
|---|---|
![]() C Barroso (C-11) | |
| Operador | |
| Fabricante | Philadelphia Naval Shipyard |
| Batimento de quilha | 28 de maio de 1935 |
| Lançamento | 17 de novembro de 1936 |
| Comissionamento | 29 de janeiro de 1951 |
| Descomissionamento | 15 de maio de 1973 |
| Estado | Desmontado |
| Características gerais | |
| Tipo de navio | Cruzador |
| Classe | Barroso |
| Deslocamento | 9 700 t (padrão); 13 327 t (máximo) |
| Comprimento | 185,4 m |
| Boca | 18,8 m |
| Calado | 6,93 m |
| Propulsão | turbina a vapor; 8 caldeiras Babcock & Wilcox de 618 psi a 700°F; 8 turbinas a vapor Westinghouse; quatro eixos com hélices de três pás |
| Velocidade | 32,5 nós |
| Autonomia | 26 000 km a 15 nós |
| Armamento | 15 US Naval Gun Factory 152mm /47 Mk.16
3 Mod,1930 US (Calibre: 152mm/Alcance: 23.88Km) 8 US Naval Gun Factory 127mm /38 2 Mk.30 m.1932 (Calibre: 127mm/Alcance: 11Km) 28 Armstrong 40mm /L60 Mod Mk. 4 (Calibre: 40mm/Alcance: 7.2Km) 24 Oerlikon 20 mm Naval Mod.1930 (Calibre: 20mm/Alcance: 2Km) |
| Tripulação | 850 |
História
Originário da Marinha dos Estados Unidos aonde atuou durante a Segunda Guerra Mundial, navegou com o nome de USS Philadelphia (CL-41). Foi construído pelo estaleiro Philadelphia Naval Shipyard, Philadelphia,[2] pertencia a Brooklyn Class, a mesma classe do ARA General Belgrano, afundado pelo submarino nuclear HMS Conqueror (S48) em 1982, durante a Guerra das Malvinas.
O navio foi adquirido pelo Brasil em 1951, juntamente com o C Tamandaré (C-12), uma versão modernizada do Barroso.
O Cruzador Barroso participou no episódio denominado Guerra da Lagosta, envolvendo as Marinhas Brasileira e Francesa, ocorrida no litoral do nordeste brasileiro em 1963.
O C-11, como também era conhecido, sofreu vários acidentes durante sua vida na Marinha do Brasil, explosões e incêndios a bordo. Em 14 de agosto de 1967, navegando em viagem de adestramento entre Salvador e o Rio de Janeiro, tendo a bordo o Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Augusto Rademaker, sofreu a explosão de uma de suas oito caldeiras, ocasionando 11 mortes. O navio ficou à matroca e foi rebocado para Salvador pela Cv Caboclo (V-19).
Foi desativado em 15 de maio de 1973, por Aviso nº 0423, do Ministério da Marinha, completando 22 anos de serviço. Foi vendido como sucata à empresa Agrafer Comércio de Ferros e Metais Ltda., de Diadema/SP, e desmantelado em Santos, São Paulo.
Origem do nome
O nome do navio é uma homenagem ao almirante Francisco Manuel Barroso da Silva (1804-1882) comandante que conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança.
Outros quatro navios ostentaram esse nome na Armada do Brasil, são eles o Encouraçado Barroso (1865), Cruzador Almirante Barroso (1880), Cruzador Barroso (C-1) (1895) e a corveta Cv Barroso (V-34) (2008).
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