Departamento Central de Investigação e Ação Penal

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal, também conhecido por DCIAP, é um órgão do Ministério Público de Portugal, a quem incumbe a coordenação e direção da investigação e prevenção da criminalidade violenta, altamente organizada ou de especial complexidade. Funciona na dependência da Procuradoria-Geral da República.

Departamento Central de
Investigação e Acção Penal
Departamento Central de Investigação e Ação Penal
Organização
Criação 28 de Agosto de 1998
País Portugal
Sede Lisboa
Director Procurador-Geral Adjunto Albano Manuel Morais Pinto
Site oficial dciap.ministeriopublico.pt
Jurisdição
Tipo Ministério Público
Jurisdição Territorial Território Nacional
Competência Investigação de crimes violentos, altamente organizados ou de especial complexidade.
Acção penal sobre crimes relacionados com duas ou mais áreas de jurisdição de Tribunais da Relação.
Órgão de Recurso Procuradoria-Geral da República

O seu atual Diretor é o Procurador-Geral Adjunto Francisco Álvaro André de Mendonça Narciso, empossado a 2 de Setembro de 2022.[1]

História

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) foi criado em 1998.

Organização

É constituído por um procurador-geral adjunto, que dirige, e por procuradores da República, em número constante de quadro aprovado por portaria do Ministro da Justiça, ouvido o Conselho Superior do Ministério Público.

Competência

Ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal compete coordenar a direção da investigação dos seguintes crimes:

  • Contra a paz e a humanidade;
  • Organização terrorista e terrorismo;
  • Contra a segurança do Estado, com excepção dos crimes eleitorais;
  • Tráfico de estupefacientes, substâncias psicotrópicas e precursores e associação criminosa para o tráfico;
  • Branqueamento de capitais;
  • Corrupção, peculato e participação económica em negócio;
  • Insolvência dolosa;
  • Administração danosa em unidade económica do sector público;
  • Fraude na obtenção ou desvio de subsídio, subvenção ou crédito;
  • Infracções econômico-financeiras cometidas de forma organizada, nomeadamente com recurso à tecnologia informática;
  • Infracções econômico-financeiras de dimensão internacional ou transnacional.

Diretores

  • PGA Cândida Almeida (2001–2013)
  • PGA Amadeu Francisco Ribeiro Guerra (2013–2019)
  • PGA Albano Manuel Morais Pinto (2019–2022)
  • PGA Francisco Álvaro André de Mendonça Narciso (2022-presente)

Referências

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