Diogo de Murça
Frei Diogo de Murça, no secular Diogo Guedes ou Diogo Pinto, foi um frade português da Ordem de São Jerónimo, reitor da Universidade de Coimbra a partir de 1543, onde teve um papel de grande destaque, em especial no campo das Humanidades.[1]
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Biografia
Em 1513 professou no Mosteiro da Penha Longa em Sintra, da Ordem de São Jerónimo, adoptando aí o nome de Diogo de Murça.[1]
Em 1517 esteve no Colégio de Montaigu, em Paris, seguindo depois para a Universidade Católica de Lovaina, onde se doutorou em Teologia no ano de 1533. Dois anos depois, em 1535 encontrava-se em Portugal com o objectivo de constituir um colégio na referida Penha Longa, onde pudesse colocar em prática o método de estudo que observara em Lovaina.[1]
Ocupou a Reitoria da Universidade de Coimbra em 1543, onde teve um papel de grande relevo, através dos actos de unificação da Universidade e da sua concentração num mesmo local, sob a dependência directa do reitor. Propôs ainda a reforma dos estudos menores ao rei D. João III, conseguindo que este fundasse o Colégio das Artes em Coimbra. Detentor de uma grande cultura humanística, levou a Universidade portuguesa à sua época de maior esplendor.[1]
Passou os últimos anos da sua vida no mosteiro beneditino de Refojos de Basto, aí morrendo em 1561.[1]
Referências
- in Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-02-28 18:04:41]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/$frei-diogo-de-murca
