Dolls (2002)

Dolls é um filme japonês de 2002 escrito, editado e dirigido por Takeshi Kitano. Tripartido, o filme apresenta três conjuntos de personagens. O filme apresenta diálogos enxutos, que trazem ao filme o foco de não

Dolls
Japão
2002 cor •  114 min 
Direção Takeshi Kitano
Género drama
Idioma japonês

contar a história, mas sim mostrá-la, deixando com o espectador grande parte do processo de compreensão.

O filme recebeu oito indicações a prêmios[carece de fontes?], inclusive a um Leão de Ouro de melhor filme no Festival de Veneza de 2002. Foi premiado com Melhor atriz coadjuvante no Hochi Film Awards de 2002 e com o Golden Award no Damascus Film Festival de 2003 para Takeshi Kitano.

  1. Um jovem chamado Matsumoto deixa de sua namorada Sawako para casar-se com a filha do presidente da empresa na qual trabalha, sob insistência de seus pais. Em seu casamento, dois amigos de Sawako procuram Matsumoto na igreja para lhe dizer que ela tentou cometer suicídio, mas não foi bem sucedida e acabou perdendo a memória. Matsumoto abandona a filha do chefe e sua noiva para ir atrás de Sawako, que está no hospital, sem aparentar ter sanidade. Ela passa a viver dentro de seu próprio mundo e Matsumoto resolve deixar tudo para trás para estar com ela. Abandonados por todos, os dois passam a vagar como mendigos. Para impedir que ela se perca, Matsumoto amarra-se a ela com uma corda vermelha, e eles passam a ser conhecidos como os “mendigos amarrados”. Eles passam o resto do filme caminhando, aparentemente sem rumo. No final, quando Sawako demonstra lembrar-se de algo relacionado a Matsumoto, os dois caem rolando de uma montanha e morrem, presos pela corda a um tronco.[1]
  2. Haruna era uma cantora muito popular no Japão. Nukui é um de seus mais antigos e fiéis fãs. Depois de sofrer um acidente automobilístico, a cantora fica com o rosto desfigurado, o que faz com que ela se afaste da vida pública, pois não quer que ninguém a veja. Sem suportar a ideia de não poder encontrá-la novamente, Nukui olha determinadamente para a imagem de Haruna, até gravá-la na memória, e perfura seus olhos com um estilete, tornando-se cego. Assim, encontra-se com seu ídolo, e torna-se próximo dela. Depois de uma cena em que passeiam por um jardim de rosas vermelhas, Nukui é atropelado em uma estrada enquanto tocava uma música de Haruna na gaita de boca e morre.[1]
  3. Hiro é um chefe Yakuza aposentado, que agora vive sozinho e cercado por seus seguranças. No passado, ele abandonou seu emprego em uma fábrica e sua namorada, com quem ele se encontra todos os sábados em um parque e que lhe preparava almoços, para juntar-se à Yakuza, pois acreditava que não poderia fazê-la feliz da forma como estava. Ele promete voltar quando tivesse mais dinheiro, e ela promete esperá-lo todos os sábados naquele banco. Trinta anos depois, Hiro volta ao parque para ver se a namorada ainda estava lá e a vê sperando sentada em um banco com dois almoços. Hiro não revela sua identidade, mas passa a visitá-la todos os sábados, e ela desenvolve um sentimento de carinho por ele, dando-o o almoço de seu “namorado”, que ainda não veio. Uma tarde, após sair do parque, Hiro é assassinado. Rykyo é mostrada no sábado seguinte, novamente aguardando por um amor que não irá retornar.[1]

A primeira história parece desempenhar um papel central no filme, que inicia-se com uma apresentação de Bunraku (o bunraku, ou teatro de bonecos japonês, é uma herança da cultura popular e serve para contar as histórias do Japão antigo. Com movimentos quase humanos e vestidos com quimonos, os bonecos se transformam em verdadeiros atores no palco. Ao fundo, o som do shamisen, um instrumento de cordas japonês, marca o compasso da narrativa e o movimento dos bonecos dá a impressão de que têm vida própria) e as outras duas histórias se seguem como num teatro Bunraku. O filme, nesse sentido, torna-se bastante simbólico e, como a maior parte dos "filmes de arte", bastante relativo/difuso. Contudo, pode-se notar que o filme foca na mudança das estações e no efeito do tempo sob o amor das pessoas.

Ligações externas

  1. Schilling, Vitoria (2010). «Cinema Japonês: Cultura e Estética no Filme Dolls» (PDF). Consultado em 15 de fevereiro de 2022
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