Dores do Rio Preto
Dores do Rio Preto é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Sua população estimada em 2019 foi de 6.749 habitantes.[1] É o município de acesso ao Pico da Bandeira, 3° maior pico do país, com 2892 metros, no Parque Nacional do Caparaó pelo lado capixaba, sendo o único a ter uma portaria de acesso no Espírito Santo, que tem subida com nível de dificuldade menor e urbanização que facilitam movimentação e acampamento. É o município com a sede mais elevada do estado, com 774 metros. E também é o único município com sede a mais de 700 metros no extremo sul do estado. Recentemente a região do Caparaó passou a ser considerado "Reserva Mundial da Biosfera", através do Projeto Lei 10.251/2014.
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| Município do Brasil | |||
![]() Dores do Rio Preto | |||
| Símbolos | |||
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| Hino | |||
| Gentílico | riopretense | ||
| Localização | |||
![]() Localização de Dores do Rio Preto no Espírito Santo | |||
![]() Dores do Rio Preto |
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| Mapa de Dores do Rio Preto | |||
| Coordenadas | |||
| País | Brasil | ||
| Unidade federativa | Espírito Santo | ||
| Municípios limítrofes | Guaçuí, Ibitirama, Divino de São Lourenço (ES), Caiana, Espera Feliz (MG), Porciúncula (RJ). | ||
| Distância até a capital | 247 km | ||
| História | |||
| Fundação | 7 de abril de 1964 (58 anos) | ||
| Administração | |||
| Prefeito(a) | Cleudenir José de Carvalho Neto (CIDADANIA, 2021 – 2024) | ||
| Características geográficas | |||
| Área total [1] | 159,298 km² | ||
| População total (est. IBGE/2019[1]) | 6 749 hab. | ||
| Densidade | 42,4 hab./km² | ||
| Clima | Tropical de Altitude (Cwb) | ||
| Altitude | 774 m | ||
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) | ||
| CEP | 29580-000 a 29589-999[2] | ||
| Indicadores | |||
| IDH (PNUD/2010[3]) | 0,654 — médio | ||
| PIB (IBGE/2008[4]) | R$ 47 977,723 mil | ||
| PIB per capita (IBGE/2008[4]) | R$ 7 630,05 | ||
| Sítio | pmdrp.es.gov.br (Prefeitura) camaradrpreto.es.gov.br (Câmara) | ||
Em agosto de 2014 o município, juntamente com a cidade de Irupi e Ibitirama, foram sedes da Copa América de Corrida de Aventura que contou com diversos atletas de vários países, incluindo o Brasil.
História
O começo do povoamento do município de Dores do Rio Preto, é do final do século XIX e início do século XX. Seu primeiro nome foi Vila Divisa, cujo terreno foi doado por Firmino Domingos Dias e pertencia ao município de Guaçuí.
Em 1912 foi construído o Ramal Sul do Espírito Santo da Estrada de Ferro Leopoldina que ligava Vila Divisa aos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esta ferrovia ajudou muito o desenvolvimento e o progresso local.
No período de 1912 a 1950, o distrito viveu seu apogeu comercial com a exportação de madeiras e de cereais.
Em 30 de dezembro de 1963 foi criado o município de Dores do Rio Preto, através da Lei nº 1.914, sendo fundado no dia 7 de abril de 1964. Sua denominação foi dada em homenagem a padroeira Nossa Senhora das Dores e ao Rio Preto, que banha a cidade.
Dores do Rio Preto foi palco da Guerrilha do Caparaó, instabilidade política ocorrida em 1964, período em que começou a Ditadura Militar no Brasil. Em 1967 as forças armadas montaram um esquema tático para capturar ex-militares que faziam parte do grupo revolucionário e que estavam refugiados no Parque Nacional do Caparaó.
O exército usou como base de acampamento todos os municípios vizinhos, assim como Dores do Rio Preto.
O primeiro prefeito do município foi o Sr. Wlademiro Azevedo Carvalho e o segundo, o Sr. Manoel Cardoso Martins, ambos nomeados pelo Governador do Estado, Francisco Lacerda de Aguiar.
A 1ª eleição no município data de 1966 quando o Augusto Otaviano foi eleito prefeito.
Geografia
A sede do município fica a 774 metros, porém seu ponto mais alto chega a 2892 metros, e há algumas áreas mais baixas, próximas ao Rio Preto, que são exploradas para a agricultura.
Clima
O clima é tropical de altitude, da variação Cwb, a temperatura média anual é de 19.2 °C, sendo as mínimas médias no mês mais frio (julho) de 9.9 °C e as máximas médias do mês mais quente (março) de 28,3 °C.
Hidrografia
Faz parte da Bacia Hidrografia do Rio Itabapoana. O principal curso d'água é o Rio Preto, que nasce na Serra do Caparaó, contorna o município, e separa o estado do Espírito Santo de Minas Gerais. O Rio Preto é um afluente do Rio Itabapoana.
Ver também
Referências
- «IBGE Cidades - Panorama». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 23 de janeiro de 2020
- Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019
- «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013
- «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010




