Elipse (narrativa)

A elipse — na literatura, na poesia, no cinema, na televisão[1] e em outras formas narrativas — refere-se à omissão intencional de códigos e/ou informações facilmente identificáveis pelo contexto, por elementos, códigos ou significados construídos por sucessões de imagens sequenciadas, permitindo que o leitor preencha as lacunas narrativas. É muitas vezes representada em textos pelo sinal de reticências (...).[2]

 Nota: Este artigo é sobre uma técnica narrativa. Para outras acepções da palavra elipse, veja elipse (desambiguação).

Além do uso literário, a elipse tem uma contrapartida na produção cinematográfica. Está lá para sugerir uma ação simplesmente mostrando o que acontece antes e depois do que é observado. A grande maioria dos filmes usa elipses para limpar ações que não agregam nada à narrativa. Além dessas elipses de "conveniência", elipses também são usadas para avançar a história. Um exemplo de elipse é a cena do filme "2001 Uma Odisséia no Espaço" (Stanley Kubrick) onde o suposto homem/macaco lança o objeto/osso para o alto, a câmera focaliza a imagem e na sequência sobre mesma angulação entra a imagem da nave no espaço.[1] Neste exemplo cria-se uma elipse de milênios de evolução, sem que para isso seja necessário observar cada momento deste processo evolutivo, tudo isto acontece pelo modo em que as imagens são organizadas.

Como técnica do Cubismo, foi muito usada na poesia de vanguarda.

Ver também

Referências

  1. Gerbase, Carlos (2014). «A elipse como estratégia narrativa nos seriados de TV» (PDF). Significação. 41 (41): 37-56. Consultado em 27 de junho de 2017
  2. «Definition of ellipsis». Merriam-Webster (em inglês). 2017. Consultado em 26 de junho de 2017
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