Emily Lima
Emily Alves da Cunha Lima, mais conhecida como Emily Lima (São Paulo, 29 de Setembro de 1980) é uma ex-futebolista brasileira, que atuava como volante. Optou defender a Seleção Portuguesa de Futebol Feminino e se naturalizou portuguesa.
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Emily Alves da Cunha Lima | |
| Data de nasc. | 29 de setembro de 1980 (42 anos) | |
| Local de nasc. | São Paulo, São Paulo, Brasil | |
| Nacionalidade | brasileira portuguesa | |
| Altura | 1,66 m | |
| Pé | destra | |
| Informações profissionais | ||
| Clube atual | Sem clube | |
| Posição | Treinadora ex-volante | |
| Clubes de juventude | ||
| 1994–1996 | Saad | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1997–2000 2000–2000 2001–2001 2002–2002 -- -- -- 2009 |
São Paulo Palestra de São Bernardo Barra de Teresópolis Veranópolis Baloncesto Estudiantes Sporting Huelva LEstartit Napoli |
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| Seleção nacional | ||
| 2007–2009 | Portugal | |
| Times/clubes que treinou | ||
| 2011–2012 2013–2015 2013–2015 2015–2016 2016–2017 2018–2019 2020–2022 |
Juventus-SP Brasil Sub-17 Brasil Sub-15 São José-SP Brasil Santos Equador |
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| Última atualização: sábado, 07 de janeiro de 2023 | ||
Carreira
Começou sua carreira como jogadora quando seu pai e irmão a levaram, aos 13 anos, em um teste no Saad, um dos pioneiros do futebol feminino no Brasil, tornando-se volante do clube até 1997, quando houve um acordo entre São Paulo e Saad, e o São Paulo passou a ter time de futebol feminino. Jogou como volante no São Paulo até 2000, quando a modalidade acabou, tendo participado da conquista do Torneio Primavera, Paulistana, e o Brasileiro em 1997. O São Paulo acabou com a modalidade de futebol feminino quando estavam prestes a disputar o Paulista, sendo assim, as jogadoras entraram na disputa pelo Palestra de São Bernardo.
Em 2001 foi para o Rio de Janeiro disputar o Campeonato Estadual Carioca no Barra de Teresópolis, a qual foi campeã em cima do Vasco da Gama. No mesmo ano realizou uma cirurgia por lesão, pois desde o começo de sua carreira sofreu com Tendinite Patelar. Após a recuperação foi para o time Veranópolis, disputar a competição do Sul em 2002. No mesmo ano, após o falecimento de seu pai, foi convidada para jogar na Espanha.
Na Espanha esteve na Superliga e jogou pelos Estudiantes, Sporting Huelva, Puebla de la Calzada, Prainsa Zaragoza e Unió Esportiva LEstartit. Por obter cidadania Portuguesa, em 2007 foi convocada para integrar a Seleção Portuguesa de Futebol Feminino e participou da Algarve Cup de 2007 a 2009. No tempo que morou na Espanha trabalhou em uma fábrica de madeira e em uma empresa de persianas, treinando na parte da noite. Em 2008 recebeu o convite para jogar na Itália pelo Napoli, onde encerrou sua carreira de jogadora em 2009, devida sua lesão no joelho.
Voltou ao Brasil e deu início a sua carreira como treinadora. Fez alguns cursos no tempo que esteve na Europa e tinha como objetivo inicial ser supervisora com um projeto de transparência dentro do futebol feminino. Apresentou seu projeto para a Portuguesa, ao Prisco Palumbo, diretor e técnico de futebol feminino da Portuguesa na época, e lá começou a desenvolver seu trabalho, na área de gestão, como auxiliar técnica.
Em 2010 fez um curso do SITREFESP (Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Estado de São Paulo), e o curso do Futecom (Forúm internacional de futebol), e em 2011 assumiu como treinadora do time feminino do Juventus, onde ficou até o final de 2012, pois em Março de 2013 recebeu o convite para assumir a sub-17 da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, e depois também o sub-15.[1]
Em 2015 abriu mão da Seleção por conta de um convite para ser treinadora do time feminino do São José, que foi onde consolidou sua carreira. À frente da equipe paulista, conquistou o Campeonato Paulista de 2015, os Jogos Abertos e os Regionais de São Paulo de 2015 e 2016 e foi vice-campeã da Copa do Brasil 2016.
Foi convidada a ser treinadora da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, sendo a primeira mulher a treinar uma seleção e a ocupar este cargo. Foi demitida da Seleção Brasileira de Futebol Feminino. no dia 22 de Setembro de 2017.[2]
No ano seguinte assumiu o Santos, tornando-se campeã paulista e vice da Libertadores no mesmo ano.
Em julho de 2021, atua no comando de um projeto com a seleção feminina do Equador para desenvolvimento do futebol no país.[3]
Renunciou ao comando da seleção equatoriana após derrota na Copa América Feminina 2022 para o Paraguai.[4]
Homenagens
Foi uma das homenageadas em 2015 pelo Museu do Futebol, em São Paulo no projeto Visibilidade para o Futebol Feminino.
Referências
- «Acervo Museu do Futebol». dados.museudofutebol.org.br. Consultado em 8 de dezembro de 2016
- Pires, Breiller (22 de setembro de 2017). «A repentina demissão de Emily Lima, primeira mulher a comandar a seleção feminina de futebol». EL PAÍS
- «Emily Lima viaja até os Estados Unidos para realizar peneira do Equador». ESPN.com. 7 de julho de 2021. Consultado em 14 de novembro de 2022
- «'El proceso se acabó, mucha gente está contenta. Era lo que querían', así se despide Emily Lima, que no seguirá al mando de la Tri femenina» (em espanhol). El Universo. Consultado em 8 de outubro de 2022
| Precedido por Vadão |
Treinador da Seleção Brasileira Feminina 2016–2017 |
Sucedido por Vadão |