Emmanuel Faye
Emmanuel Faye (1956) é um filósofo francês, diretor do Centre d'Histoire de la Philosophie Moderne et Contemporaine (CHPMC) e vice-presidente da Université Européenne de la Recherche, em Paris. Também muito conhecido por seus estudos a respeito do enfoque da filosofia, no que diz respeito ao ser humano e as relações da obra de Heidegger com o Nazismo
| Emmanuel Faye | |
|---|---|
| Nascimento | 1956 (66 anos) |
| Cidadania | França |
| Alma mater | |
| Ocupação | professor(a) universitário(a), filósofo, professor of philosophy |
| Empregador | Universidade Paris Nanterre, Université de Rouen-Normandie |
Formação
Licenciado em Filosofia em 1981, obteve seu doutorado em 1994, na Universidade de Paris I Panthéon-Sorbonne. Recebeu a oportunidade de coordenar as pesquisas da da Universidade de París X Nanterre, em 2000.
Carreira Acadêmica
Foi professor da Universidade de París Oeste Nanterre La Défense, entre 1995 e 2009. Atualmente é professor de filosofia moderna e contemporânea, da Universidade de Rouen. Membro da Equipe de Pesquisas Interdisciplinares sobre os Ambientes Culturais (ERIAC) e membro associado do Instituto de Pesquisas Filosóficas de París Oeste, “Dinâmica da Investigação”.
Faye é o vice-presidente da Universidade Europeia de Pesquisa. É membro da comissão de leitura da coleção Le Tempos Philosophique, assim como do conselho científico da revista acadêmica theologua geschichte. Em 2011, Emmanuel Faye recebeu o título de Doutor Honoris Causa, da Academia Brasileira de Filosofia.
Investigações Filosóficas
Faye dedica-se a pesquisas sobre a Filosofia Renascentista francesa (Michel de Montaigne, Charles de Bovelles) e à metafísica da filosofia clássica (René Descartes, Antoine Arnauld). Descobriu na Biblioteca Humanista de Sélestat, um tratado filosófico inédito de Bovelles, ilustrado por Nicolás de Cusa, “Sapiens es que hominem fecit”, onde realiza a transição de uma filosofia da mente para uma filosofia do homem. Também se pronunciou contra as interpretações escolásticas e teologisantes de Descartes e considera que o altor de “Projet d’une Science Univeselle qui Puisse élever, notre nature à son plus haut degré de perfection”, se coloca dentro da continuidade da filosofia humanista do Renascimento e desenrola um pensamento metafísico da perfeição do homem.
Mais recentemente, se propôs a demonstrar em sua retradução do latim do diálogo inacabado “La Recherche de la Vérité par la lumiére naturelle”, apresentado por Ernest Cassirer. Que considera como “a maior introdução ao pensamento de Descartes”, que se pode fala de uma invenção cartesiana da consciência moderna, o testemunho de que o filósofo se basta em reconhecer no pensamento, uma amplitude maior que a compreensão.
Heidegger
Tendo como baso os seminários inéditos de 1933-1935 e os cursos posteriores de Heidegger sobre Nietszche e a “vontade de poder”, Faye tem sustentado a ideia de que Martin Heidegger colocou sua filosofia à serviço das raças na ideologia do nacional-socialismo e ajudou a justificar o papel do Führer e eleva-lo à condição de “necessidade metafísica” no desenrolar da supremacia alemã e a seleção racial do homem. Faye também se apoia no estudo e Nicolas Tertulian sobra os originais de Contribuições à Filosofia, de Heidegger. A publicação em 2005 de seu livro Heidegger: a introdução do nazismo na filosofia (Editora É Realizações, 2015), tem gerado não só um debate internacional, como também novas investigações.
Obras
- Heidegger: L’introduction du nazisme dans la philosophie. Paris: Albin Michel, 2005. 567 pp. ISBN 2-226-14252-5.
Ligações externas
- (em francês)-Emmanuel Faye na Université Paris X. Acessado em 5 de outubro de 2007.