Ephebopus murinus
Ephebopus murinus, mais conhecida como tarântula-esqueleto, por conta da aparência de suas patas lembrarem um verdadeiro esqueleto, é uma espécie de aranha pertencente à família Theraphosidae (tarântulas).[1]
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Ephebopus murinus (Walckenaer, 1837) | |||||||||||||||
É muito encontrada na Amazônia, Brasil, embora ela tenha origem no norte do Brasil, no Suriname e na Guiana Francesa.[2]" />
Foi descoberta pelo Barão Charles Athanase Walckenaer e é conhecida no exterior também como "Yellow Knee Spider", que numa tradução literal ficaria algo como "Aranha de joelhos amarelos", pois o aspecto esquelético também possui coloração amarelada.[1] É curiosamente conhecida como "o ornitorrinco das tarântulas", pois mistura os costumes da subfamília Aviculariinae de uma vida arbórea, com a vida fossorial costumeira das tarântulas.[3]
Longevidade e medidas
Normalmente a espécie não passa dos quinze anos de vida, em alguns casos o macho vive apenas cerca de 3 a 4 anos. Quanto à comprimento, a aranha pode atingir até 15cm, com o corpo possuindo cerca de 5cm e o resto do alongamento sendo responsabilidade das grandes pernas, como característico da maioria das Ephebopus.[3]
Reprodução e filhotes
Quando trata-se de reprodução, a taxa de crescimento da espécie é altamente capaz e pode por até 100 ovos de uma única vez. Apresenta a aparência similar ao esqueleto desde muito jovem, com uma coloração esverdeada no abdômen, com o passar do tempo a carapaça fica da mesma cor do padrão das pernas. Os filhotes costumam construir retiros de seda acima do solo, entre vegetações mais baixas, para facilitar sua sobrevivência, e passam a adotar um estilo de vida fossorial quando mais próximos da fase adulta. Tais retiros podem variar, sendo as árvores serrapilheiras ou bromélias por exemplo, na serrapilheira o local construído pela aranha se assemelha mais a um tipo de toca, enquanto nas bromélias há uma aparência mais semelhante a um verdadeiro refúgio. É compreendido que tal variação ocorre para cumprimento de uma função ecológica, evitando o ato de canibalizarem-se as aranhas de mesma espécie, e também a competição entre elas.[3]
Comportamento
A tarântula-esqueleto é uma espécie cuja a criação não é recomendada, pois possui um comportamento agressivo e reações extremamente velozes, apesar disso, seu veneno possui pouca efetividade ao atingir a corrente sanguínea humana, mesmo assim, são muito apreciadas por conta de sua aparência única. Diferente da maioria das espécies de tarântula que habitam o continente americano, a tarântula-esqueleto possui hábitos semi-arbóreos, também possuem comportamento de serem escavadoras, suas cerdas urticantes localizam-se no segundo par de apêndices, em outros componentes do gênero tal recurso de defesa costuma ser localizado no abdômen. Sugere-se que o comportamento arbóreo vem de seus ancestrais mais anteriores, enquanto a vida fossorial é vista como uma evolução mais recente. Suas teias geralmente se encontram acima do chão e de forma emaranhada, sem muita organização, porém bonitas. Por conta de seu estilo de vida, é muito dificilmente avistada em observação livre, sem especificidade, o que obviamente por seu comportamento exige uma cautela especial, caso esteja em locais possivelmente habitados pela mesma, certas fontes indicam que o comportamento extremamente agressivo diminui quando está atingindo sua idade limite, mas ainda mantendo a postura defensiva.
Gênero
Algumas diferenças são notáveis entre as fêmeas e machos da espécie. Tratando das fêmeas, encontra-se especialmente as pernas levemente mais espinhosas e consequentemente liberando mais espinhos, no entanto, os cabelos urticários são encontrados em ambos. O bulbo masculino é globuloso com um êmbolo longo e delgado ligeiramente curvo, quanto à apófise tibial, ela é dupla nos machos, com duas esporas mais curvadas para dentro, com o maior sendo mais curvo para o interior, além de uma curvatura no metatarso, características não encontradas nas fêmeas. As fêmeas costumam viver mais, podendo ir até os 14 ou 15 anos, enquanto, os machos costumam viver 3 a 4 anos, podendo também atingir uma idade maior mas é um fato que ocorre em proporção extremamente menor[4]
Dieta
A dieta da Tarântula-esqueleto não difere muito das demais espécies de Theraphosidae, sendo que os principais componentes da sua alimentação são os insetos localizáveis no ecossistema que habita, sendo esses mais comumente grilos e gafanhotos.[4]
Criação
Na criação em cativeiro, a tarântula-esqueleto necessita de ser mantida num ambiente que varie entre 25° a 28° Celsius, uma umidade de no máximo 85% e observação na questão da liberação das cerdas, que caem excessivamente quando ela se coça com as patas dianteiras nos seus pedilapos. Além disso, no momento de realizar a limpeza ou qualquer tipo de serviço do tipo dentro do aquário dessas aranhas, é necessário o máximo de atenção, pois qualquer movimento diferente faz com que a mesma assuma comportamento defensivo e se posicione para defender seu habitat, mesmo que esteja entocada, portanto, recomenda-se manter a distância maior possível do animal, para evitar qualquer tipo de ação ofensiva do mesmo. Recomenda-se que o local onde vá ser criada seja espaçoso e possua espaços para que seja realizada a escavação, para que assim a aranha possa manter seus hábitos naturais perfeitamente, mesmo que em criação fechada. Um exemplar da mesma costuma ser bastante caro, por conta da dificuldade de adquirir legalmente exemplares da espécie, considerado o fato de só saírem das fossas parcialmente quando sentem necessidade de caçar suas presas.
