Exército da Ucrânia
As Forças Terrestres da Ucrânia (em ucraniano: Сухопутні війська ЗСУ Sukhoputni viys’ka ZSU), também chamado simplesmente de Exército Ucraniano, é o componente terrestre das Forças Armadas da Ucrânia. Era parte do Exército Soviético, herdendo suas formações, unidades e estabelecimentos, incluindo três regiões militares (os distritos de Kiev, Cárpatos e Odessa), após o colapso da União Soviética.
| Forças Terrestres da Ucrânia | |
|---|---|
![]() | |
| País | |
| Corporação | Forças Armadas da Ucrânia |
| Subordinação | Ministério da Defesa |
| Denominação | Сухопутні війська України |
| Sigla | ZSU |
| Criação | 1917 (1991, na formação atual) |
| Aniversários | 6 de dezembro |
| História | |
| Guerras/batalhas | Guerra de Independência da Ucrânia Guerra Soviético-Ucraniana Guerra Polaco-Ucraniana Força do Cóssovo (KFOR) Crise de Timor-Leste de 1999 Guerra do Iraque Guerra do Afeganistão Guerra Russo-Ucraniana |
| Logística | |
| Efetivo | 169 000 (2016)[1] |
| Tanques de guerra[2] | 2 596 |
| Veículos blindados | 12 303 |
| Artilharia | 2 040 |
| Insígnias | |
| Bandeira do exército | ![]() |
| Insígnia do uniforme | ![]() |
| Comando | |
| Comandante | Coronel-general Oleksandr Syrskyi |
| Sede | |
| Quartel-general | Kiev |
| Página oficial | mil |

A primeira versão do exército ucraniano foi o Exército Popular Ucraniano, o exército da República Popular da Ucrânia durante a guerra de independência do país. Entretanto, a Ucrânia foi absorvida na União Soviética em 1921.[3] Não foi até 1991 com a declaração da independência que a Ucrânia voltou a ter um exército nacional próprio, herdando-o dos soviéticos.[4]
Após a Declaração da Independência da Ucrânia em 1991, boa parte do equipamento militar soviético que se encontrava no país foi incorporado ao exército ucraniano. Também, desde a independência, as forças armadas foram sistematicamente reduzidas e, como resultado, estavam mal armadas e sem preparo até 2014.[4] Apesar do tamanho reduzido, o exército ucraniano fez parte de múltiplas Missões de paz da ONU além de ajudar as forças da Coalizão na Guerra do Iraque e da ISAF na Guerra do Afeganistão.[5]
Em 2014 a Ucrânia passou por um período de crise, resultando na derrubada do governo durante o Euromaidan. Logo após a revolução, forças especiais russas com uniformes sem identificação começaram a cercar as bases militares ucranianas na península da Crimeia antes de capturá-los individualmente usando uma mistura de atrito e ameaças. A Crise da Crimeia resultou na anexação da península pela Rússia com mínima resistência dos ucranianos e uma derrota humilhante.[6] No mesmo anos, separatistas armados pelas forças armadas russas começaram uma rebelião no leste da Ucrânia, começando a Guerra em Donbas. O Exército Ucraniano teve dificuldades de travar a guerra devido a equipamento velho, falta de moral e liderança inepta.[7]
Desde o começo da Guerra em Donbas, em abril de 2014, a Ucrânia passou a modernizar ostensivamente suas forças armadas, adquirindo armamentos principalmente do Ocidente e da OTAN, ao mesmo tempo que modernizava seus antigos equipamentos de origem soviética (através da Ukroboronprom, sua indústria de defesa).[4][8][9] Em 2016, o Exército inaugurou um novo uniforme militar, usando uma camuflagem digital ao estilo dos exércitos ocidentais (como MARPAT e CADPAT), se distanciando dos antigos uniformes ao estilo soviético. Representando a ucranização das forças armadas, além de servir motivos práticos já que os separatistas russos usavam o mesmo uniforme que os ucranianos, causando confusão durante a Guerra em Donbas.[10]
Outra mudança importante foi modernizar a doutrina estratégica e tática: ao contrário do antigo estilo soviético que enfatizava decisões feitas de cima para baixo, onde líderes precisavam buscar permissão para mudar as ordens dadas pelos comandantes, foi adotado um estilo da OTAN, onde sargentos e oficiais subalternos tem mais iniciativa e permissão para tomar decisões por conta própria para se adaptar às constantes mudanças no campo de batalha. Foram também feitas várias reformas vizando a eliminar a corrupção.[11]
Em março de 2014, as forças armadas tinham 129 950 militares no serviço ativo,[12] crescendo até 204 000 soldados em maio de 2015,[13] com o exército tendo 169 000 soldados em suas fileiras em 2016.[1]
Em 2016, cerca de 75% do exército era formado por profissionais.[14] As forças terrestres da Ucrânia tem recebido tanques mais modernos, veículos blindados de transporte de pessoal e muitos outros tipos de equipamentos de combate, como lançadores antiaéreos e armas antitanque.[15]
Galeria
Desenho de um soldado do Exército Popular da Ucrânia (1917-1921).
Soldados ucranianos em 2013, antes da Crise da Crimeia
Soldados durante a Guerra em Donbas em 2014
Soldados ao lado de um BMP-2 em um exercício.
Um tanque T-64BV ucraniano.
Militares da Ucrânia.
Soldados ucranianos em um exercício de treinamento.
Blindados e soldados ucranianos.
Referências
- «Полторак поставив сухопутні війська за приклад реформ в Україні». 13 de dezembro de 2016. Consultado em 1 de março de 2018. Cópia arquivada em 1 de março de 2018
- «Comparison of Ukraine and Russia Military Strengths (2022)». Globalfirepower.com. Consultado em 4 de março de 2022
- Abbott, P. & E. Pinak Ukrainian Armies 1914–55 (Osprey Publishing Ltd., 2004), ISBN 1780964013, 9781780964010
- In the Army Now: Answering Many Why's Arquivado 2015-01-08 no Wayback Machine
- «Ukraine withdraws last troops in Iraq - Iraq». ReliefWeb (em inglês). Consultado em 4 de março de 2022
- «Putin's Man in Crimea Is Ukraine's Worst Nightmare». Time (em inglês). Consultado em 4 de março de 2022
- «Abandoned Donbas Battalion fights on - Aug. 24, 2014». KyivPost. 24 de agosto de 2014. Consultado em 4 de março de 2022
- Ukraine must stop importing Russian weapons, switch to NATO standards Arquivado 2014-12-18 no Wayback Machine, Interfax-Ukraine (18 de dezembro de 2014)
- Poroshenko says military hardware will bring Ukraine's victory closer Arquivado 2016-08-24 no Wayback Machine
- Times, The Moscow (24 de agosto de 2016). «Ukrainian Army Moves Further West With New NATO-Style Uniforms». The Moscow Times (em inglês). Consultado em 6 de março de 2022
- Collins, Liam. «In 2014, the 'decrepit' Ukrainian army hit the refresh button. Eight years later, it's paying off». The Conversation (em inglês). Consultado em 19 de abril de 2022
- Adam Taylor (3 de março de 2014). «Ukraine's military is far smaller than Russia's, but there are 3 reasons it might not be so easy to crush». The Washington Post. Consultado em 19 de março de 2016. Cópia arquivada em 22 de novembro de 2017
- Olga Rudenko (6 de maio de 2014). «Thousands dodge Ukraine army in fight with rebels». USA Today. Consultado em 19 de março de 2016. Cópia arquivada em 23 de março de 2016
- Ukrainian army composed of 75% contract servicemen - president Arquivado 2016-08-25 no Wayback Machine
- «Archived copy». Consultado em 24 de dezembro de 2017. Cópia arquivada em 25 de dezembro de 2017
Leitura adicional
- Andrew Duncan, Ukraine's forces find that change is good, Jane's Intelligence Review, Abril de 1997, p. 162–165.
- Ben Lombardi, Ukrainian armed forces: Defence expenditure and military reform, Journal of Slavic Military Studies, Vol. 14, No. 3, versão de 18 de dezembro de 2007.
- James Sherr, Ukraine's Defence Reform: An Update, Conflict Studies Research Centre, 2002


