Filosofia japonesa

A filosofia japonesa é caracterizada por uma fusão entre elementos culturais japoneses (como o xintoísmo) e elementos culturais estrangeiros (como a filosofia indiana, a filosofia chinesa e a filosofia ocidental).[1]

Jardim zen do templo budista Ginkaku-ji, em Quioto. O zen é uma dos pilares fundamentais da filosofia japonesa.

História

A filosofia japonesa tem suas raízes no xintoísmo, na pré-história japonesa. Porém foi só a partir do século V, com a importação do sistema de escrita chinês, que ela começou a ser registrada na forma escrita. Ao mesmo tempo, o pensamento filosófico japonês foi enriquecido com o budismo, taoismo e confucionismo chineses. O budismo, em especial, impactou fortemente o pensamento japonês.

Budismo Japonês

Ver artigo principal: Budismo no Japão

Dentro do budismo japonês, se destacamː

Também se destaca a escola Zen, que influenciou fortemente a arte e a cultura do Japão medieval.[2]

Kokugaku

Ver artigo principal: Kokugaku

No final do século XVIII, a filosofia japonesa reagiu contra a influência budista e confuciana chinesa, e criou a escola Kokugaku, que valorizou as raízes genuinamente japonesas da cultura nacional. Destacaram-se os nomes deː

Porém, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a escola foi criticada por ter, supostamente, dado origem ao militarismo e ao fascismo japonês dos anos 1930 e 1940.[3]

Influência ocidental

A partir de 1868, com a reabertura do país, a filosofia japonesa começou a ser influenciada pela filosofia ocidental. No sentido inverso, Daisetsu Teitaro Suzuki (1870-1966) introduziu o zen no ocidente, bem como Toshihiko Izutsu, que difundiu em língua inglesa análises comparadas entre filosofia oriental e ocidental.[4] A fusão entre a filosofia oriental e a filosofia ocidental foi desenvolvida especialmente por um grupo de pensadores ligados à Universidade de Kyoto que ficou conhecido como Escola de Quioto. Dentre seus representantes, podem-se citarː

  • Nishida Kitaro (1870-1945)
  • Hajime Tanabe (1885-1962)
  • Hisamatsu Shin'ichi (1889-1980)
  • Nishitani Keiji (1900-1990)
  • Kôsaka Masaaki (1900-1969)
  • Shimomura Toratarô (1900-1995)
  • Kôyama Iwao (1905-1993)
  • Suzuki Shigetaka (1907-1988)
  • Takeuchi Yoshinori (1913-2002)
  • Tsujimura Kôishi (1922-)
  • Ueda Shizuteru (1926-)
  • Kimura Bin (1931-)
  • Ôhashi Ryôsuke (1944-)
  • Hase Shôtô
  • Horio Tsutomu
  • Ômine Akira
  • Fusita Masakatsu
  • Mori Tetsurô
  • Kawamura Eiko
  • Matsumura Hideo
  • Nakaoka Narifumi
  • Okada Katsuaki
  • Keta Masako

Também podem ser citados outros pensadores japoneses do século XX que não pertenciam à Escola de Quiotoː

  • Kuki Shuzo (1888-1941)
  • Hatano Seiichi (1877-1950)
  • Miki Kyioshi (1897-1945)
  • Tosaka Jun (1900-1945) (filósofo marxista que criticou a escola de Quioto, por ela ter produzido, nos anos 1930 e 1940, textos que fomentaram o fascismo japonês)
  • Nakamura Hajime (1912-1999)
  • Yuasa Yasuo (1925-2005) (estes dois últimos, pertencentes à Escola de Tóquio, que é a rival da escola de Quioto, e que se interessa mais por questões históricas)[5]

Referências

  1. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 281.
  2. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 281, 282.
  3. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 282.
  4. Krummel, John W. M. (2019). «Comparative Religion in Japan. Izutsu Toshihiko». In: Davis, Bret W. The Oxford Handbook of Japanese Philosophy (em inglês). [S.l.]: Oxford University Press
  5. MATTAR, J. Introdução à Filosofia. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010. p. 282-286.
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