Fim de Noite

Fim de Noite é o vigésimo sexto álbum de estúdio da cantora brasileira Elizeth Cardoso.[1] Lançado no ano de 1956 em formato de LP 10 polegadas, também é o primeiro álbum da cantora lançado pela Copacabana, gravadora onde Elizeth trabalhou em grande parte de sua carreira. O disco traz quatro canções inéditas e quatro canções já conhecidas do público na voz de outros cantores, sendo que três dessas canções, já eram clássicos da música.

Fim de Noite
Álbum de estúdio de Elizeth Cardoso
Lançamento 1956
Gravação 1956
Gênero(s) Samba-canção
Duração 26 minutos
Gravadora(s) Copacabana
Cronologia de Elizeth Cardoso
Canções à Meia Luz
(1955)
Noturno
(1957)

Álbum

O álbum é talvez o mais obscuro da carreira de Elizeth. Nos primeiros discos da cantora, como Canções à Meia Luz (1955), Noturno (1957) e Retrato da Noite (1958), o tema da noite é uma inspiração e neles há também canções melancólicas, mas nenhum conseguiu ser tão soturno quanto Fim de Noite. Na capa do álbum, Elizeth aparece com o semblante triste, sentada junto a uma mesa de bar, com cigarro na mão e copos de bebida por perto. No fundo aparecem cadeiras ao contrário sobre a mesa, evidenciando o fim da noite. O disco contém sambas-canções carregados de muita tristeza, como "Na Madrugada" e "Velhas Memórias". Nessas canções, os sonhos e esperanças vão desaparecendo, restando apenas a fumaça do cigarro, a solidão e a dor.

Elizeth também criava a nostalgia, interpretando canções já antigas para sua época, como "Último Desejo", "Feitio de Oração" e "No Rancho Fundo", lançadas na década de 1930. A cantora interpreta também o eu-lírico húmilde, com o português coloquial em "Prece ao Vento", outra canção em que a atmosfera obscura foi buscada. Em "Amor Oculto", Elizeth, dramática, canta o amor impossível; em contra-partida, em "O Amor é Tudo", o tema é cantado livremente, sem dores, talvez sendo a canção menos triste do disco.

Lançamentos relacionados

Também dois discos disco 78rpm contendo canções de Fim de Noite foram lançados em 1956: o primeiro com "Amor Oculto" e "Velhas Memória" e o segundo com "Na Madrugada" e "O Amor é Tudo". Em 1958, o álbum foi relançado pela gravadora. O relançamento foi em um LP de 12 polegadas, em que a capa era diferente e havia mais quatro canções. "Culpe-me", "Segredo" e "Negro Telefone" tinham sido gravadas originalmente num disco em homenagem ao compositor Herivelto Martins, tendo também no projeto a interpretação de Vicente Paiva. A outra canção adicionada foi "Nunca é Tarde", que fora originalmente lançada no lado B de um disco 78rpm, tendo no lado A, a canção "Chove lá Fora", do Noturno, terceiro álbum da cantora.

Faixas

N.º TítuloCompositor(es) Duração
1. "Na Madrugada"  Betinho / Heitor Carrilo 2:58
2. "Último Desejo"  Noel Rosa 4:19
3. "Velhas Memórias"  Lombardi Filho 3:13
4. "Prece ao Vento"  Gilvan Chaves / Fernando Luis / Alcyr Pires Vermelho 3:09
5. "Amor Oculto"  José Saleme / Lucas Vieira 2:56
6. "Feitio de Oração"  Vadico / Noel Rosa 2:46
7. "O Amor é Tudo"  Mirabeau / Don Madrid 3:14
8. "No Rancho Fundo"  Ary Barroso / Lamartine Babo 4:08

Referências

Ligações externas

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