Giro d'Italia

O Giro d'Italia (AFI: [ˈdʒi.ro] em português Volta à Itália ou Volta da Itália) é uma competição ciclista por etapas de três semanas de duração, disputada no mês de maio em Itália com um percurso diferente a cada ano. Em ocasiões também se disputa alguma etapa nos países vizinhos. É uma das três Grandes Voltas, a segunda em aparecer historicamente. Deixou de fazer parte do UCI ProTour, como as outras duas grandes voltas, para posteriormente se integrar no UCI World Ranking e UCI WorldTour.

Giro d'Italia
Nome oficial
a partir de
Giro d'Italia
Generalidades
Desporto
Fundado em
Número de edições
106 (em 2023)
Periodicidade
anual (mai.)
Tipo / Formato
Local(ais)
Categorias
Organizador
Web site oficial
(it + en + es + fr) Website oficial
Palmarés
Último vencedor
Mais vitórias
 Alfredo Binda (ITA)

 Fausto Coppi (ITA)  Eddy Merckx (BEL)    (5 vitórias)

Competições atuais
para a competição anterior ver :
Giro d'Italia de 2022

O primeiro Giro de Itália começou a 13 de maio de 1909 em Milão com um total de 8 etapas e 2 448 quilómetros.

Três ciclistas compartilham o recorde de vitórias nesta competição com cinco triunfos: Alfredo Binda (entre 1925 e 1933), Fausto Coppi (entre 1940 e 1953) e Eddy Merckx (entre 1968 e 1974).

O corredor com maior número de vitórias de etapas é Mario Cipollini, que na edição de 2003, superou o recorde de 41 vitórias que possuía Alfredo Binda desde os anos trinta.

Ver artigo principal: Giro de Itália Feminino

Desde 1988 existe um Giro de Itália Feminino, sendo das poucas corridas femininas a mais de uma semana junto à Grande Boucle e o Tour de l'Aude Feminino (estas já desaparecidas), ainda que sem relação com a de homens.

História

As origens

Ao igual que o Tour de France com o jornal L'Auto, a criação do Giro de Itália está unida a um jornal desportivo, La Gazzetta dello Sport.

A rivalidade com outro jornal italiano (o Corriere della Sera) que organizava o Giro da Itália em Automóvel e planeava organizar um Giro da Itália em bicicleta, levaram ao jornalista Tullio Morgagni a propor ao seu director Eugenio Camillo Costamagna a criação de uma corrida ciclista por etapas se inspirando no Tour de France. A Gazzetta, previamente já tinha começado a organizar corridas ciclistas como o Giro di Lombardia em 1905 e a Milão-Sanremo em 1907.

A 7 de agosto de 1908, com a liderança de Eugenio Camillo Costamagna, Armando Cougnet e Tullio Morgagni, o jornal anunciou o nascimento do Giro da Itália, cuja primeira edição seria em 1909, antecipando-se ao Corriere della Sera.[1][2][3]

Primeira edição

Luigi Ganna primeiro vencedor do Giro.

Com a participação de 127 corredores, a 13 de maio de 1909 às 2h53 se largou a primeira edição na praça de Loreto em Milão rumo a Bolonha. Foram 8 etapas para um total de 2 448 quilómetros, correndo-se uma etapa a cada dois ou três dias, já que La Gazzetta dello Sport era uma publicação trissemanal. O regulamento utilizado foi o mesmo que se usava na Volta a França, com uma classificação por pontos segundo a ordem de chegada nas etapas e não uma classificação por tempos. Quarenta e nove ciclistas conseguiram completar o percurso e o vencedor dessa primeira edição foi Luigi Ganna que somou 27 pontos. O seu grande rival Giovanni Rossignoli, finalizou terceiro com 40 pontos, mas se tivesse tomado em conta os tempos, Rossignoli teria vencido por mais de 37 minutos.

Antes da I Guerra Mundial

As primeiras edições foram sofrendo várias modificações: as etapas variaram de oito a doze, em 1911 a corrida começou e terminou em Roma, em 1912 correu-se por equipas e em 1914 deixou-se de usar o sistema de pontos para passar à classificação por tempo.

Carlo Galetti foi o primeiro a vencer duas vezes a corrida (1910 e 1911). Em 1912, Galletti foi quem menos tempo investiu em realizar o percurso, mas como se correu em forma de equipas, ganhou a equipa Atala (do qual era integrante), no que poderia ter sido a sua terceira vitória.

Em 1913, a Volta a França passou a utilizar a classificação por tempos. O Giro fez o mesmo um ano depois, em 1914, a última edição antes da suspensão devida à Primeira Guerra Mundial. Alfonso Calzolari foi o vencedor dessa edição, superando por quase duas horas ao segundo.

A era Binda

Depois da guerra, em 1919 voltou a disputa da corrida. O piemontes Costante Girardengo obteve a vitória em sete das dez etapas, conseguindo o primeiro dos seus dois Giros (em 1923 repetiu a vitória e ganhou oito etapas). Nessa edição de 1919 produziu-se o primeiro pódio estrangeiro com o belga Marcel Buysse que finalizou terceiro. Giovanni Brunero foi outro dos destacados da década de 1920, ao ganhar três Giros (1921, 1922 e 1926). Um facto particular e inédito até o dia de hoje, ocorreu em 1924 quando participou uma mulher, Alfonsina Strada. Numa época em que não estava bem visto que uma mulher competisse, Strada tinha corrido o Giro di Lombardia em 1917 e 1918 e em 1924 inscreveu-se no Giro. Ainda que não figurou nas primeiras posições, também não estava entre as últimas, até à oitava etapa quando foi desclassificada por chegar fora de tempo, ainda que se especulou que ante as críticas que se fizeram, a organização decidiu a tirar da corrida. Igualmente, permitiram-lhe seguir em corrida mas sem tempo e chegou ao final em Milão.[4]

Na década de 1920 viram surgir a um dos maiores ciclistas de todos os tempos, Alfredo Binda, quem ganhou cinco Giros; 1925, 1927, 1928, 1929 e 1933. Ao todo conseguiu 41 vitórias de etapa, ganhando 12 das 15 em 1927 e 8 consecutivas em 1929. A supremacia de Binda era tal que a La Gazzetta dello Sport em 1930 lhe pagou 22 500 liras para que não corresse o Giro, com o fim de manter o interesse da corrida.[5]

A maglia rosa

Armando Cougnet, director do Giro, decidiu em 1931 outorgar um símbolo que fizesse reconhecível a simples vista ao líder da corrida. Assim nasceu a maglia rosa, tomando a cor das páginas da La Gazzetta dello Sport. O primeiro maglia rosa foi Learco Guerra, vencedor da primeira etapa do Giro 1931 entre Milão e Mântua.[6] Em 1933, fizeram-se-lhe à corrida algumas modificações: pela primeira vez correu-se uma etapa contrarrelógio entre Bolonha e Ferrara e também coincidindo com a primeira incursão pelos Alpes começou-se a disputar o Grande Prêmio da montanha.

Os duelos Coppi-Bartali

Nos princípios da Segunda Guerra Mundial, Gino Bartali já era famoso, tendo vencido em 1936 e 1937. Em 1940 a participação estrangeira foi escassa, como já tinha começado a Segunda Guerra Mundial. A equipa Legnano do qual Bartali era integrante, contratou ao jovem Fausto Coppi de 20 anos como gregário. Toda a equipa devia trabalhar para Bartali, que tinha como rival a Giovanni Valetti da equipa Bianchi, vencedor das edições de 1938 e 1939. Nas primeiras etapas, Bartali perdeu quase 15 minutos, enquanto Coppi foi segundo em duas etapas e estava nos primeiros lugares da classificação. O técnico da Legnano, decidiu que Coppi não fosse mais gregário e luta-se pela corrida, devendo convencer a Bartali de que fosse o gregário ao mesmo tempo que o "mestre" do jovem Coppi.[3] Na 11.ª etapa com final em Módena, Coppi ganhou em solitário colocando-se a maglia rosa que manteve até o final em Milão. Com 20 anos, 8 meses e 25 dias, Fausto Coppi converteu-se no ciclista mais jovem a ganhar o Giro, recorde que ainda se mantém. Ao dia seguinte, a Itália declarou a guerra à França e o Giro sofreu a segunda interrupção da sua história.

Depois do parêntese da guerra, o Giro voltou em 1946. Bartali continuava na equipa Legnano e Coppi corria pelo Bianchi. As diferenças políticas e religiosas entre ambos dividiram a Itália. A Democracia Cristã e os católicos estavam a favor de Bartali e a esquerda e os laicos a favor de Coppi, ainda que ambos tiveram uma relação cordial pese à rivalidade. O duelo de 1946 foi vencida por Bartali, conseguindo o seu terceiro Giro. Coppi tomou-se bicampeão em 1947 e nos anos seguintes ganhou 3 vezes mais, igualando o recorde de Binda. A bipolarização Coppi-Bartali foi rompida por Fiorenzo Magni que nesse período ganhou 3 Giros e pelo suíço Hugo Koblet, primeiro estrangeiro a se elevar ao mais alto do pódio em 1950.

O domino italiano desafiado

Depois do triunfo de Koblet em 1950, os estrangeiros conseguiram dominar várias edições. O luxemburguês Charly Gaul graças às suas condições de escalador o fez em duas oportunidades (1956 e 1959) e o francês Jacques Anquetil (quíntuplo vencedor da Volta a França) também em dois (1960 e 1964). Entre as vitórias de Anquetil, o italiano Franco Balmanion conseguiu os Giros de 1962 e 63 ainda que não ganhou nenhuma etapa.

Em 1966, Gianni Motta, ganhou a classificação geral e a classificação por pontos, que pela primeira vez começou-se a disputar. A partir de 1967 outorgou-se uma camisola identificativa ao líder dessa classificação, sendo os primeiros dois anos a maglia rossa e depois a maglia ciclamino. Esta última foi usada até a edição de 2009, voltando em 2010 à vermelha.

A era Merckx

Eddy Merckx em 1973.

No final da década de 1960 Felice Gimondi era o grande ciclista italiano do momento. Tinha vencido o Tour de France de 1965, o Giro em 1967 e a Volta a Espanha de 1968. Em 1967 um jovem Eddy Merckx foi nono no Giro e ganhou 2 etapas, preâmbulo de sua época dourada. Das sete edições corridas entre 1968 e 1974, Merckx ganhou 5, atingindo o recorde de Binda e Coppi. Só viu cortada a sua hegemonia por Gimondi em 1969 quando foi desclassificado por um controle antidoping positivo e pelo sueco Gösta Pettersson em 1971.

Em 1976 Gimondi ganhou o seu terceiro Giro. Com esse triunfo subiu-se ao pódio pela nona vez, sendo o ciclista com mais pódios na história. Em 1974, começou-se a entregar ao líder da classificação da montanha a maglia verde. Este distintivo foi usado até 2012, quando foi mudada pela azul.

Duelo Saronni-Moser

A fins da década de 1970 e princípios da década de 1980, os duelos entre Giuseppe Saronni e Francesco Moser reavivaram o Giro. Saronni conseguiu os triunfos em 1979 e 1983, enquanto Moser em 1984. Ambos conseguiram a classificação por pontos em quatro oportunidades e se mantêm à frente como os mais ganhadores desta classificação. No meio deste duelo Bernard Hinault levou-se três edições: as de 1980, 1982 e 1985.

A edição de 1988, esteve marcada por dois factos: o triunfo do estadunidense Andrew Hampsten, primeiro não europeu a ganhar a corrida e a ascensão ao Passo di Gavia e posterior descida até Bormio em condições climatológicas muito adversas. A chuva e uma tempestade de neve obrigou a vários ciclistas a descer em automóvel já que era-lhes impossível fazê-lo em bicicleta.

De Indurain a Pantani

Nos primeiros anos da década de 1990 Gianni Bugno, Claudio Chiappucci e Franco Chioccioli eram os grandes animadores da ronda italiana. Bugno ganhou em 1990 e Chioccioli em 1991, mas todos se viram eclipsados pelo espanhol Miguel Indurain. O navarro dominou a corrida italiana em 1992 e 1993 e quando se esperava o seu terceiro Giro em 1994, o russo Evgeni Berzin deu a surpresa se adjudicando a maglia rosa na quarta etapa e mantendo-a até o final, lhe ganhando as duas etapas contrarrelógio a Indurain. Depois do sucesso do suíço Tony Rominger em 1995 e o russo Pavel Tonkov em 1996, começou um ciclo de onze edições onde os italianos dominaram o Giro. Marco Pantani ganhou em 1998 e partiu como favorito em 1999, levando a maglia rosa até que faltando duas etapas foi excluído da corrida por ter altos níveis de hematocrito. Ivan Gotti ganhou nesse ano, sendo a sua segunda vitória depois do seu triunfo em 1997.

Nessa mesma década e princípios da década de 2000, brilhou nas chegadas em massa o sprinter Mario Cipollini. No período 1989-2003 conseguiu 42 triunfos de etapa e bateu o recorde de Binda que estava vigente desde a década de 1930.

Anos recentes

No período 1997-2007, duas vitórias para Ivan Gotti, duas de Gilberto Simoni, duas de Paolo Savoldelli, mais os triunfos de Garzelli, Cunego, Basso e Di Luca, marcaram a hegemonia italiana que não se dava desde que o primeiro estrangeiro ganhou em 1950. O ciclo italiano foi cortado por Alberto Contador em 2008.

Em 2003, no caso desportivo de Cipollini fez aparecimento outro sprinter italiano, Alessandro Petacchi. Petacchi ganhou seis etapas em 2003 e em 2004 nove.

Denis Menchov em 2009 foi o terceiro russo a ganhar a corrida e em 2010 Basso ganhou o seu segundo Giro. Contador ganhou o seu segundo Giro na estrada em 2011, mas perdeu-o nos escritórios do TAS depois da sanção pelo caso Contador e a vitória final foi para Michele Scarponi.

A edição de 2012 foi para Ryder Hesjedal, primeiro canadiano e segundo ciclista do outro lado do Atlántico a ganhar o Giro.

Em 2013 o italiano Vincenzo Nibali ganha o seu primeiro giro após dois pódios anteriormente (2º e 3º respectivamente).

Em 2014 o colombiano Nairo Quintana, na sua primeira participação na corrida, proclamou-se como o primeiro latino americano em ser campeão do Giro, sendo também o melhor jovem da corrida. Nesse mesmo ano o também colombiano Rigoberto Urán resultou sub-campeão do Giro pela segunda vez consecutiva.

Em 2015 o experimentado Alberto Contador ganha o seu segundo giro ante uma jovem promessa do ciclismo italiano Fabio Aru.

Vincenzo Nibali fez-se com o seu segundo triunfo na ronda italiana do 2016, numa edição de grande dureza na alta montanha.

Maglias de líder

Ver artigo principal: Maglia

maglias actuais.

O líder da classificação geral distingue-se por levar uma maglia rosa (maillot da cor do diário desportivo milanês La Gazzetta dello Sport que organiza a corrida), o líder da classificação da montanha, desde 2012 leva a maglia azul, (anteriormente foi a maglia verde). O líder da classificação por pontos ou da regularidade luzia a maglia rosso passione ou rossa (atualmente é ciclamino) e o líder da classificação para menores de 25 anos leva a maglia branca.

No Giro 100, não se usa a maglia vermelha, foi substituída pela original maglia ciclamino.

Outras classificações

O Giro caracteriza-se também por ter uma multidão de classificações secundárias, a maioria delas sem malha distintiva devido à limitação da UCI de unicamente poder ter até 4 camisolas de classificações. Entre estas destacam as do Intergiro renomeado por Expo Milano 2015 (que tradicionalmente sim tem tido maillot azul que o identificava) e a de por equipas. Outras têm sido por exemplo Troféu Super Team, Traguardo Volante (metas volantes), Troféu Fuga Cervelo (mais quilómetros em fuga), Fair Play, Maglia Nera (último da classificação com o dorsal em negro), Azzurri d'Itália, Most Combative (combatividade).[7]

Catalogações dos portos

O Stelvio, um dos portos mais duros subidos no Giro e Cima Coppi em 6 ocasiões.

Ao invés que no resto das Grandes Voltas e inclusive de muitas voltas por etapas, no Giro não tem existido a catalogação habitual dos portos (de maior a menor dificuldade: Especial, 1ª, 2ª, 3ª e 4ª) senão por cores (azul -porto mais alto-; verde -porto final de etapa-; e o resto de maior a menor dificuldade: vermelho, amarelo e cinza) pelo que às vezes tem tido certa confusão com respeito à dificuldade real dos portos. Por isso a partir do 2011 se introduziu a catalogação por números ainda que sem categoria Especial, com o que a maioria de portos estão numerados uma categoria por abaixo do que estariam em outras corridas que utilizam este tipo de catalogação.

Na cada edição, o porto a mais altitude que devam enfrentar os ciclistas se lhe denomina Cima Coppi e outorga mais pontos que os portos de 1ª categoria.

Diretores gerais

Desde seus inícios até a actualidade, o Giro de Itália tem tido seis diretores gerais:

  • 1909-1948: Armando Cougnet
  • 1949-1992: Vincenzo Torriani
  • 1993-2003: Carmine Castelhano
  • 2004-2011: Angelo Zomegnan
  • 2011-2013: Michele Acquarone
  • 2014- : Mauro Vegni

Vencedores

Trofeo Senza Fine, entregado ao vencedor desde 1999.
Ano Vencedor Segundo Terceiro
1909 Luigi Ganna Carlo Galetti Giovanni Rossignoli
1910 Carlo Galetti Eberardo Pavesi Luigi Ganna
1911 Carlo Galetti Giovanni Rossignoli Giovanni Gerbi
1912 Atala* Peugeot Gerbi
1913 Carlo Oriani Eberardo Pavesi Giuseppe Azzini
1914 Alfonso Calzolari Pierino Albini Luigi Lucotti
1915-1918
Edições suspendidas pela Primeira Guerra Mundial
1919 Costante Girardengo Gaetano Belloni Marcel Buysse
1920 Gaetano Belloni Angelo Gremo Jean Alavoine
1921 Giovanni Brunero Gaetano Belloni Bartolomeo Aimo
1922 Giovanni Brunero Bartolomeo Aimo Giuseppe Enrici
1923 Costante Girardengo Giovanni Brunero Bartolomeo Aimo
1924 Giuseppe Enrici Federico Gay Angiolo Gabrielli
1925 Alfredo Binda Costante Girardengo Giovanni Brunero
1926 Giovanni Brunero Alfredo Binda Arturo Bresciani
1927 Alfredo Binda Giovanni Brunero Antonio Negrini
1928 Alfredo Binda Giuseppe Pancera Bartolomeo Aimo
1929 Alfredo Binda Domenico Piemontesi Leonida Frascarelli
1930 Luigi Marchisio Luigi Giacobbe Allegro Grandi
1931 Francesco Camusso Luigi Giacobbe Luigi Marchisio
1932 Antonio Pesenti Jef Demuysere Remo Bertoni
1933 Alfredo Binda Jef Demuysere Domenico Piemontesi
1934 Learco Guerra Francesco Camusso Giovanni Cazzulani
1935 Vasco Bergamaschi Giuseppe Martano Giuseppe Olmo
1936 Gino Bartali Giuseppe Olmo Severino Canavesi
1937 Gino Bartali Giovanni Valetti Enrico Mollo
1938 Giovanni Valetti Ezio Cecchi Severino Canavesi
1939 Giovanni Valetti Gino Bartali Mario Vicini
1940 Fausto Coppi Enrico Mollo Giordano Cottur
1941-1945
Edições suspendidas pela Segunda Guerra Mundial
1946 Gino Bartali Fausto Coppi Vito Ortelli
1947 Fausto Coppi Gino Bartali Giulio Bresci
1948 Fiorenzo Magni Ezio Cecchi Giordano Cottur
1949 Fausto Coppi Gino Bartali Giordano Cottur
1950 Hugo Koblet Gino Bartali Alfredo Martini
1951 Fiorenzo Magni Rik Van Steenbergen Ferdi Kubler
1952 Fausto Coppi Fiorenzo Magni Ferdi Kubler
1953 Fausto Coppi Hugo Koblet Pasquale Fornara
1954 Carlo Clerici Hugo Koblet Nino Assirelli
1955 Fiorenzo Magni Fausto Coppi Gastone Nencini
1956 Charly Gaul Fiorenzo Magni Agostino Coletto
1957 Gastone Nencini Louison Bobet Ercole Baldini
1958 Ercole Baldini Jean Brankart Charly Gaul
1959 Charly Gaul Jacques Anquetil Diego Ronchini
1960 Jacques Anquetil Gastone Nencini Charly Gaul
1961 Arnaldo Pambianco Jacques Anquetil Antonio Suárez
1962 Franco Balmamion Imerio Massignan Nino Defilippis
1963 Franco Balmamion Vittorio Adorni Giorgio Zancanaro
1964 Jacques Anquetil Italo Zilioli Guido De Rosso
1965 Vittorio Adorni Italo Zilioli Felice Gimondi
1966 Gianni Motta Italo Zilioli Jacques Anquetil
1967 Felice Gimondi Franco Balmamion Jacques Anquetil
1968 Eddy Merckx Vittorio Adorni Felice Gimondi
1969 Felice Gimondi Claudio Michelotto Italo Zilioli
1970 Eddy Merckx Felice Gimondi Martin Van Den Bossche
1971 Gösta Pettersson Herman Van Springel Ugo Colombo
1972 Eddy Merckx José Manuel Fuente Francisco Galdós
1973 Eddy Merckx Felice Gimondi Giovanni Battaglin
1974 Eddy Merckx Gianbattista Baronchelli Felice Gimondi
1975 Fausto Bertoglio Francisco Galdós Felice Gimondi
1976 Felice Gimondi Johan De Muynck Fausto Bertoglio
1977 Michel Pollentier Francesco Moser Gianbattista Baronchelli
1978 Johan De Muynck Gianbattista Baronchelli Francesco Moser
1979 Giuseppe Saronni Francesco Moser Bernt Johansson
1980 Bernard Hinault Wladimiro Panizza Giovanni Battaglin
1981 Giovanni Battaglin Tommy Prim Giuseppe Saronni
1982 Bernard Hinault Tommy Prim Silvano Contini
1983 Giuseppe Saronni Roberto Visentini Alberto Fernández Blanco
1984 Francesco Moser Laurent Fignon Moreno Argentin
1985 Bernard Hinault Francesco Moser Greg LeMond
1986 Roberto Visentini Giuseppe Saronni Francesco Moser
1987 Stephen Roche Robert Millar Erik Breukink
1988 Andrew Hampsten Erik Breukink Urs Zimmermann
1989 Laurent Fignon Flavio Giupponi Andrew Hampsten
1990 Gianni Bugno Charly Mottet Marco Giovannetti
1991 Franco Chioccioli Claudio Chiappucci Massimiliano Lelli
1992 Miguel Indurain Claudio Chiappucci Franco Chioccioli
1993 Miguel Indurain Piotr Ugriúmov Claudio Chiappucci
1994 Eugeni Berzin Marco Pantani Miguel Indurain
1995 Tony Rominger Eugeni Berzin Piotr Ugriúmov
1996 Pável Tonkov Enrico Zaina Abraham Olano
1997 Ivan Gotti Pável Tonkov Giuseppe Guerini
1998 Marco Pantani Pável Tonkov Giuseppe Guerini
1999 Ivan Gotti Paolo Savoldelli Gilberto Simoni
2000 Stefano Garzelli Francesco Casagrande Gilberto Simoni
2001 Gilberto Simoni Abraham Olano Unai Osa
2002 Paolo Savoldelli Tyler Hamilton Pietro Caucchioli
2003 Gilberto Simoni Stefano Garzelli Yaroslav Popovych
2004 Damiano Cunego Serhiy Honchar Gilberto Simoni
2005 Paolo Savoldelli Gilberto Simoni José Rujano
2006 Ivan Basso José Enrique Gutiérrez Gilberto Simoni
2007 Danilo Di Luca Andy Schleck Eddy Mazzoleni
2008 Alberto Contador Riccardo Riccò Marzio Bruseghin
2009 Denis Menchov Franco Pellizotti Carlos Sastre
2010 Ivan Basso David Arroyo Vincenzo Nibali
2011 Michele Scarponi[8] Vincenzo Nibali John Gadret
2012 Ryder Hesjedal Joaquim Rodríguez Thomas De Gendt
2013 Vincenzo Nibali Rigoberto Urán Cadel Evans
2014 Nairo Quintana Rigoberto Urán Fabio Aru
2015 Alberto Contador Fabio Aru Mikel Landa
2016 Vincenzo Nibali Esteban Chaves Alejandro Valverde
2017 Tom Dumoulin Nairo Quintana Vincenzo Nibali
2018 Chris Froome Tom Dumoulin Miguel Ángel López
2019 Richard Carapaz Vincenzo Nibali Primož Roglič
2020 Tao Geoghegan Hart Jai Hindley Wilco Kelderman
2021 Egan Bernal Damiano Caruso Simon Yates

* O Giro de Itália de 1912 disputou-se por equipas. A equipa Atala estava formado por Carlo Galetti, Giovanni Michelotto, Eberardo Pavesi e Luigi Ganna.

Vencedores por países

PaísVitórias2º lugar3º lugarTotal
 Itália 69 66 72 207
 Bélgica 7 6 3 16
 França 6 6 4 16
Espanha 4 7 8 19
 Rússia 3 3 0 6
Suíça 3 2 3 8
 Luxemburgo 2 1 2 5
 Reino Unido 2 1 1 4
 Colômbia 2 4 1 7
 Países Baixos 1 2 2 5
 Suécia 1 2 1 4
 Estados Unidos 1 1 2 4
 Irlanda 1 0 0 1
 Canadá 1 0 0 1
Equador 1 0 0 1
 Letônia 0 1 1 2
 Ucrânia 0 1 1 2
 Austrália 0 1 1 2
 Venezuela 0 0 1 1
 Eslovênia 0 0 1 1
TOTAL 103 103 103 309

* O Giro de Itália de 1912 disputou-se por equipas e ganhou-o uma equipa italiana. Conta-se no total: primeiro Atala (Itália), segundo Peugeot (França) e terceiro Gerbi (Itália).

Estatísticas

Vitórias de etapas por países (1909-2020)

Ref:[9]

Top 10
País Etapas
 Itália1277
 Bélgica163
Espanha114
 França70
Suíça 57
 Alemanha38
 Austrália37
 Reino Unido32
 Colômbia31
 Países Baixos29
11 – 20
País Etapas
 Rússia25
 Estados Unidos14
 Noruega13
 Dinamarca12
 Luxemburgo12
 Ucrânia9
 Suécia9
 Eslovênia8
 Irlanda8
 Chéquia6
21 – 30
País Etapas
 Portugal6
 Polónia5
Equador5
 Eslováquia5
 Venezuela4
 Bielorrússia4
 México3
 Lituânia3
 Letônia2
 União Soviética2
31 – 35
País Etapas
 Argentina2
 Áustria1
Costa Rica1
África do Sul1
 Uzbequistão1
 Estónia1

* Não se tomam em conta as etapas de Contrarrelógio por Equipas nem etapas Anuladas
Atualizado em 25 de Outubro de 2020

Mais vitórias gerais

Ciclista Vitórias Anos
Alfredo Binda51925, 1927, 1928, 1929, 1933
Fausto Coppi51940, 1947, 1949, 1952, 1953
Eddy Merckx51968, 1970, 1972, 1973, 1974

Mais pódios

Ciclista Total
Felice Gimondi3249
Fausto Coppi5207
Gino Bartali3407
Gilberto Simoni2147
Alfredo Binda5106
Giovanni Brunero3216
Jacques Anquetil2226
Francesco Moser1326
Eddy Merckx5005
Fiorenzo Magni3205
Vincenzo Nibali2125
Giuseppe Saronni2114
Charly Gaul2024
Italo Zilioli0314
Bartolomeo Aimo0134
Bernard Hinault3003
Carlo Galetti2103
Costante Girardengo2103
Franco Balmamion2103
Giovanni Valetti2103
Paolo Savoldelli2103
Miguel Indurain2013

Mais vitórias de etapas

Nome País Vitórias
1Mario Cipollini Itália42
2Alfredo Binda Itália41
3Learco Guerra Itália31
4Costante Girardengo Itália30
5Eddy Merckx Bélgica25
6Giuseppe Saronni Itália24
7Francesco Moser Itália23
8Fausto Coppi Itália22
8Roger De Vlaeminck Bélgica22
10Franco Bitossi Itália21
11Giuseppe Olmo Itália20
11Alessandro Petacchi Itália20[10]
11Miguel Poblet Espanha20

Mais dias de líder

Nome País Dias
1Eddy Merckx Bélgica76
2Alfredo Binda Itália61
3Francesco Moser Itália57
4Giuseppe Saronni Itália51
5Gino Bartali Itália50
6Jacques Anquetil França36
7Fausto Coppi Itália31
8Bernard Hinault França31
9Miguel Indurain Espanha29
10Charly Gaul Luxemburgo27

Mais participações

# Nome País Participações Edições
1Wladimiro Panizza Itália
18
(1967 e 1969-1985)
2Pierino Gavazzi Itália
17
(1973-1988 e 1990)
3
Roberto Conti Itália
16
(1987-1998 e 2000-2003)
Franco Bitossi Itália
16
(1963-1978)
Aldo Moser Itália
16
(1955-1962, 1964-65, 1967, 1969-73)
Andrea Noé Itália
16
(1994-2008 e 2011)
7Gilberto Simoni Itália
15
(1995 e 1997-2010)
8
Mario Cipollini Itália
14
(1989-1992 e 1995-2004)
Stefano Garzelli Itália
14
(1997-2005, 2007, 2009-2011 e 2013)
Alessandro Petacchi Itália
14
(1998-2000, 2002-2007, 2009-2011 e 2014-2015)

Outra estatísticas

Classificação por pontos

Classificação da montanha

Mais etapas ganhadas

Mais etapas ganhadas numa edição

Mais etapas consecutivas ganhadas

Giro mais longo

Giro mais curto

Etapa mais longa

  • 430 km em 1914 (Lucca-Roma)

Etapa mais curta (excluídas as contrarrelógio)

  • 31 km em 1987 Sanremo-Sanromolo

Ganhador mais jovem

Ganhador com mais idade

Maior diferença do 1º ao 2º

Menor diferença do 1º ao 2º

Falecidos na prova

Ver também

Referências

  1. História/Palmarés do Giro de Itália 1909-1914 as.com
  2. L’histoire du Tour d’Italie larousse.fr (em francês)
  3. Breve storia do giro d'Italia museociclismo.it (em italiano)
  4. Alfonsina Strada compete no Giro vavel.com
  5. História/Palmarés do Giro de Itália 1919-1930 as.com
  6. História/Palmarés do Giro de Itália 1931-1940 as.com
  7. Giro d'Itália classifications demystified
  8. No inicio o vencedor foi Alberto Contador mas foi desclassificado por doping (ver Caso Contador).
  9. «Top-3 per edition | ProCyclingStats». www.procyclingstats.com. Consultado em 13 de maio de 2021
  10. Uma vez despojado das 5 etapas que conseguiu em 2007 e que lhe foram retiradas por doping.

Ligações externas

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