Gregório Tifernate

Gregório Tifernate (1413/1414 - entre 1462 a 1469) (em latim: Gregorius Typhernates, sinonímia: Gregorio da Tiferno, Lilius Gregorius Tiphernas, Gregorius Publius Tiphernas) foi humanista, helenista, primeiro professor de Grego da Universidade de Paris, filólogo, editor e teólogo italiano. Foi também tradutor de Aristóteles, Teofrasto e Dião Crisóstomo. Durante muito tempo residiu em Constantinopla. Seu filho Lelio Tifernate, foi também seu aluno, tendo sido um dos maiores divulgadores do helenismo[1].

Gregório Tifernate
(1413 - entre 1462 a 1469)
Nascimento 1413
Città di Castello
Morte 1469 (56 anos)
Veneza
Nacionalidade italiano
Alma mater Universidade de Paris
Ocupação Humanista, helenista, filólogo, editor e teólogo italiano

Biografia

Nascido na cidade de Tiferno Tiberino[2] fez os seus primeiros estudos ainda em Perúgia. Em 1439, em Florença, foi um dos grandes colaboradores de Gemisto Pletão (1355-1452), em Mistra, no Peloponeso. Deu aulas em várias cidades italianas, onde em Nápoles o jovem Giovanni Pontano (1429-1503) foi seu aluno em 1447.

Estudou o grego clássico como aluno de Manuel Crisolaras, tendo-se tornado o primeiro professor de Grego na França, na Universidade de Paris. Parece ter permanecido pouco tempo nessa universidade, porém, aparentemente foi bom o bastante para treinar vários alunos que deram continuidade ao seu trabalho.

Além de tradutor do grego, foi também poeta latino, do qual temos uma coletânea de versos resistiu ao poder do tempo, e foi publicada no Deliciae poetarum italorum.

Dentre esses trabalhos podemos incluir obras de Aristóteles, Teofrasto, Dion Crisóstomo, e pseudo-Timaeus Locrus, além da Geografia de Estrabão[3], muitos dos quais permaneceram em manuscrito. Aliás, esta última obra é mencionada por Erasmo na Adagia II iv 7.[4]

Lutas e conquistas

Após a morte do papa Nicolau V (24 de março de 1455), o seu sucessor Calixto III teve pouco interesse pela cultura grega. Então ele partiu para Milão, onde Francesco Filelfo lhe faz uma recomendação a um amigo seu, grego de nascimento, chamado Thomas Le Franc[5] († outubro 1456), natural de Coron, na Moreia, e que havia sido o primeiro protophysicus (médico) de Carlos VII, rei da França, depois de 1450. Mas, quando Gregório chegou a França, Thomas Le Franc veio a falecer. O humanista vegeta algum tempo em Paris, sem nenhum apoio, porém, consegue propor ao reitor da Universidade a introdução do ensino de grego, disciplina que até então não constava no currículo da universidade. O reitor interessou-se pela proposta, e em 19 de Janeiro de 1457[6], Gregório conquistou o direito de ensinar na universidade aulas de grego pela manhã, um curso de retórica latina no período da tarde, recebendo o pagamento de 100 escudos por ano, sem o direito de exigir nenhum centavo de seus alunos.

O seu filho Lélio Tifernate também se tornou humanista e helenista, estagiou durante algum tempo em Constantinopla, e traduziu para o latim as obras de Fílon de Alexandria

Obras

  • Physica Theophrasti e greco in latinam ab Gregorio Tifernio - Tradução da Física de Teofrasto para o latim.

Referências

  1. Treccani
  2. Treccani
  3. A Geografia de Estrabão em latim foi impressa pela primeira vez em 1473 pelos impressores alemães Arnold Pannartz e Konrad Sweynheim, por iniciativa de Giovanni Andrea de' Bussi, diretor da Biblioteca do Vaticano.
  4. Contemporâneos de Erasmo
  5. Wikipedia
  6. La universidad de Paris durante los estudios de Francisco de Vitoria
  7. Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes
  8. De Regno
  • Louis Delaruelle, «Une vie d'humaniste au XVe siècle: Gregorio Tifernas», Mélanges d'archéologie et d'histoire publiés par l'École française de Rome 19 (1), 1899, p. 10-33.
  • Giacomo Mancini, «Gregorio Tifernate», Archivio storico italiano 81, 1923, p. 65-112.

Veja também

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