Ilze Scamparini
Ilze Lia Scamparini (Araras, 26 de dezembro de 1958) é uma jornalista brasileira.[2] É atualmente a correspondente da Rede Globo na Itália, Vaticano e região, tendo como base a capital Roma.
| Ilze Scamparini | |
|---|---|
| Nascimento | 26 de dezembro de 1958 (64 anos) Araras, São Paulo, Brasil |
| Residência | Roma, Itália[1] |
| Nacionalidade | brasileira italiana |
| Cônjuge | Domenico Saverni Mezzatesta |
| Ocupação | Jornalista |
Biografia
Filha de Irineu Scamparini e Paulina Storolli, ambos filhos de imigrantes italianos, Ilze Scamparini nasceu em Araras, no interior de São Paulo. Formou-se em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP) em 1982.
Carreira
Foi estagiária no jornal O Diário do Povo (SP), de Campinas. Colaborou com os folhetos da Oboré[3], transcrevendo entrevistas dos trabalhadores do ABC paulista, no período em que surgiram Lula e o Partido dos Trabalhadores. Entrou para a televisão em 1981, trabalhando no programa TV Mulher, então dirigido por Nilton Travesso e Rose Nogueira e apresentado por Marília Gabriela.
Em 1982, tornou-se repórter da TV Campinas (SP), afiliada da TV Globo. Lá cobriu a longa greve dos petroleiros de Paulínia, liderados por Jacó Bittar e documentou as reuniões da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pós Anistia. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1984, entrando para a TV Globo (RJ). Gravou reportagens para o Jornal Nacional, o Jornal Hoje e o Jornal da Globo. Foi para a TV Globo Brasília (DF), em 1985, onde participou, entre outras, da cobertura da agonia do presidente eleito Tancredo Neves e da promulgação da nova Constituição.[3]
Atendendo a convite de Alice Maria, então diretora executiva do telejornalismo da emissora, entrou em 1986 para o time de repórteres exclusivos do programa Globo Repórter, no qual ficaria até 1996. No ano seguinte, fixou-se em Los Angeles, nos Estados Unidos, para atuar como correspondente internacional. Cobriu duas entregas de Óscar e o suicídio em massa da seita religiosa Heaven's Gate.
Em 1999, transferiu-se para Roma, na Itália, de onde envia matérias sobre a política, cultura e comportamento italianos, além de cobrir o Vaticano.[4] Com os papas João Paulo II e Bento XVI[3] viajou para a Ucrânia, Polônia, Alemanha, Turquia e Angola, além de acompanhar suas visitas ao Brasil.
Além disso, destacou-se em outras coberturas internacionais: acompanhou, no Cairo, o velório do líder palestino Yasser Arafat; cobriu os desdobramentos do ataque terrorista que vitimou centenas de crianças em uma escola em Beslam, na Rússia, em 2004; e as cerimônias que acompanharam os 20 anos da queda do Muro de Berlim, na Alemanha.
Foi a primeira repórter da emissora a transmitir imagens do exterior via internet. Seu trabalho como correspondente em Roma serviu de modelo para o adotado pela TV Globo em Jerusalém, Paris, Lisboa, Berlim e Buenos Aires.
Referências
- https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/em-roma-ha-14-anos-ilze-scamparini-fala-da-sua-experiencia-na-cobertura-do-vaticano-7851618
- Xico Sá (27 de fevereiro de 2013). «O adeus do papa e as tentações de Ilze». Folha de S.Paulo. Consultado em 28 de outubro de 2014
- Valquiria Daher (17 de março de 2013). «Em Roma há 14 anos, Ilze Scamparini fala da sua experiência na cobertura do Vaticano». Globo.com. Consultado em 28 de outubro de 2014
- «Ilze Scamparini fala sobre jornalismo e o Vaticano». D24AM. 28 de fevereiro de 2013. Consultado em 28 de outubro de 2014