Conjuração dos Pintos
A Conjuração dos Pintos ou Inconfidência de Goa foi uma tentativa de derrubar o regime português em Goa, no Estado da Índia, em 1787.
Vários clérigos e militares, naturais da região, sentiam-se discriminados nas promoções de carreiras, por se dar primazia aos portugueses metropolitanos. O grupo dos conspiradores era liderado pelo padre José António Gonçalves de Divar e incluía o nome de José Custódio Faria (depois conhecido como "Abade Faria").
Denunciada a conspiração, foi exemplarmente reprimida pelas autoridades do império. O padre Divar, que conseguiu escapar, viria a morrer em Bengala. O Abade Faria escapou para a França, onde alcançaria módica fama. Dos demais implicados, a maioria dos religiosos foi mantida em detenção nos calabouços da Fortaleza de São Julião da Barra, em Portugal, durante vários anos, aguardando o transcurso em julgado e o sancionamento oficial dos autos de julgamento. Os leigos, após inquérito sumário, foram julgados por alta traição e condenados à forca, sendo os seus corpos esquartejados.
Em termos de historiografia o episódio foi estudado no século XIX pelo erudito Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara.
Outras conjurações em domínios portugueses
- Conjuração Mineira (1789)
- Conjuração Carioca (1794)
- Conjuração Baiana (1796)
- Conspiração dos Suassunas (1801)
- Revolução Pernambucana (1817)
Ligações externas
- (em inglês) Goa and the Revolt of 1787.