Irina Pavlovna Palei
Irina Pavlovna Palei (21 de dezembro de 1903 – 15 de novembro de 1990), foi filha do grão-duque Paulo Alexandrovich da Rússia e da sua segunda esposa, a princesa Olga Valerianovna Palei.
| Irina Pavlovna Palei | |
|---|---|
| Princesa da Rússia | |
![]() Irina Pavlovna | |
| Consorte | Feodor Alexandrovich da Rússia Hubert de Monbrison |
| Nascimento | 21 de dezembro de 1903 |
| Paris, França | |
| Morte | 15 de novembro de 1990 (86 anos) |
| Paris, França | |
| Casa | Romanov |
| Pai | Paulo Alexandrovich da Rússia |
| Mãe | Olga Valerianovna Palei |
| Filho(s) | Miguel Feodorovich Irene Feodorovna |
Primeiros anos
Apesar de os seus pais serem ambos russos, Irina nasceu em Paris, uma vez que eles tinham sido exilados da Rússia por se terem casado sem a permissão do czar Nicolau II. O casamento dos seus pais era considerado morganático, o que fez com que os filhos recebessem os títulos e apelidos da mãe e não do pai. Além da irmã Natália e do irmão Vladimir, pelo lado do pai, Irina era também meia-irmã dos dois filhos do seu primeiro casamento, a grã-duquesa Maria Pavlovna da Rússia e o grão-duque Demétrio Pavlovich da Rússia, um dos assassinos de Grigori Rasputin.
Primeira Guerra Mundial e Revolução Russa
A família acabaria por regressar à Rússia na primavera de 1914, pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial.
Após a Revolução Russa de 1917, o grão-duque Paulo, que estava demasiado doente para se registar junto da Cheka como outros membros da família Romanov tinham feito, foi mantido sob vigilância pelo novo governo. O seu irmão Vladimir Palei não teve tanta sorte e foi exilado em abril de 1918 com outros membros da família, acabando por ser assassinado no dia 18 de julho]] daquele ano.
Irina recordou mais tarde um passeio que tinha dado no jardim com o seu pai e a sua irmã mais nova em que o grão-duque lhes explicou o que o seu casamento com a mãe de ambas tinha significado para ele:
| “ | Ele falou connosco prolongadamente sobre tudo o que devia à nossa mãe, tudo o que ela lhe tinha trazido que ele nunca tinha conhecido anteriormente, e sobre tudo o que ela significava para ele. Falou enquanto caminhávamos, o que o ajudou a ultrapassar a sua personalidade reservada e a sua intensa timidez. Será que na altura ele já pressentia que não lhe restava muito tempo de vida? Sinto-me tentada a acreditar que sim e que ele nos estava a pedir para tomar conta da nossa mãe quando ele já não pudesse estar com ela.[1] | ” |
Em finais de 1916, Irina e a irmã mais nova, Natália, fugiram para a Suécia com a ajuda de amigos da sua meia-irmã Mariana. O pai de Irina foi preso pouco tempo depois e morto a tiro pela Cheka na Fortaleza de São Pedro e São Paulo no dia 24 de janeiro de 1919.
Casamento
Irina casou-se com o seu primo em segundo grau, o príncipe Feodor Alexandrovich da Rússia, filho do grão-duque Alexandre Mikhailovich e da grã-duquesa Xenia Alexandrovna, no dia 21 de maio de 1923 em Paris. No dia 4 de maio de 1924, tiveram o seu primeiro filho, o príncipe Miguel Feodorovich (1924-2008).
Irina começou um caso com o conde Hubert de Monbrison quando ainda estava casada com Feodor e muitos acreditam que o pai da segunda filha de Irina, Irene, nascida no dia 7 de maio de 1934, era o conde Humbert e não o príncipe Feodor. O casal acabou por se divorciar no dia 22 de julho de 1936.
Irina casou-se com Hubert no dia 11 de abril de 1950 em Paris. Morreu na mesma cidade no dia 15 de novembro de 1990.
Referências
- Zeepvat, Charlotte, The Camera and the Tsars: A Romanov Family Album, 2004, Sutton Publishing, p. 207
