Jacopo Corsi
Jacopo Corsi (Florentino, 17 de julho de 1561 - 29 de dezembro de 1602) foi um Mecenas e compositor italiano do final do Renascimento e do início do Barroco e um dos principais patrocinadores das artes em Florença, depois apenas dos Medicis . Sua obra mais conhecida é Dafne (1597/98), cuja partitura escreveu em colaboração com Jacopo Peri. Seis fragmentos da composição sobreviveram, dois de Corsi e quatro de Peri. O libreto, de Ottavio Rinuccini, sobreviveu intacto. Dafne é considerada como a primeira ópera global. [1]
| Jacopo Corsi | |
|---|---|
| Nascimento | 17 de julho de 1561 Florença |
| Morte | 29 de dezembro de 1602 (41 anos) Florença |
| Nacionalidade | italiano |
| Ocupação | |
| Principais trabalhos | Dafne |
Vida
Nascido em Florentino em 17 de julho de 1561, foi filho de Giovanni Corsi (1519-1571) e Alessandra Della Gherardesca. Perdeu o pai ainda jovem, com apenas 10 anos, em 1571.
Teve duas esposas conhecidas. Casou-se primeiro com Settimia Bandini e teve com ela uma filha, Giulia Corsi, em 1591. Ficou viúvo da primeira esposa no ano seguinte, em 1592; sua primogênita tinha apenas um ano a época do ocorrido.
Em 1595 casou-se novamente com Laura Corsini (1573 - 1602), e em homenagem a falecida e antiga mulher, batizou sua segunda filha, a primeira nascida deste relacionamento, como Settimia Corsi em 1597. Desta relação também teve outros filhos: Maria Corsi, em 1599, Lorenzo Corsi, em 1601, Alessandra Corsi, em homenagem à sua mãe, em 1602 (mesmo ano em que faleceu) e aquele que ficaria conhecido anos depois como Marquês de Caiazzo, Giovanni Corsi, em 1600, nome este que também fora uma homenagem ao seu pai que se chamava Giovanni.
Foi conhecido pelas suas posses e por ter sido um dos principais patronos e patrocinadores da Arte Florentina. Faleceu em 29 de dezembro de 1602 em Florença, deixando seis filhos e a esposa Laura, todos crianças e adolescentes a época.
Posses e feitos
Dafne
Apesar de muito esquecido quanto aos créditos da canção, se não fosse por Jacopo Corsi, certeiro seria que Dafne não existisse. Isto porque além de contribuir compondo parte da peça e patrociná-la, cedeu seu palácio, o Palazzo Tornabuoni em Florença, para estreia da mesma no Carnaval de 26 de Dezembro de 1598.
Tudo começou em 1590, quando Jacopo Corsi associou-se com o cantor e compositor Peri. Ambos sentiam que a arte contemporânea estava inferior às obras clássicas gregas e romanas, e decidiram tentar recriar a tragédia grega de Apolo e Dafne. Peri e Corsi contaram com a participação de Ottavio Rinuccini para criação do libreto. Anos depois, por volta de 1594, o projeto estava concluído e se consagrava como a primeira ópera mundial. [2]
Seis fragmentos da composição sobreviveram, dois de Corsi e quatro de Peri, todavia, a maior parte da música escrita por Corsi e Peri está perdida. O libreto, de Ottavio Rinuccini, sobreviveu intacto. [3]
O título hereditário de Marquês de Caiazzo foi concedido ao seu irmão Bardo Corsi em 1615, apenas treze anos após a sua morte, e por isso foi o último membro falecido de sua linhagem a não tê-lo recebido, passando-o diretamente ao seu filho Giovanni.[4]
Referências
- Carter, Tim (1985). «Music and Patronage in Late Sixteenth-Century Florence: The Case of Jacopo Corsi (1561-1602)». I Tatti Studies in the Italian Renaissance. 1: 57–104. ISSN 0393-5949. doi:10.2307/4603641
- COTELLO, Beatriz (2004). «Metamorfosis de Dafne en la historia de la ópera». Scielo. Circe clás. mod. n.9 Santa Rosa ene./dic. 2004. 1 páginas. ISSN 1851-1724. doi:10.2307/4603641
- Dafne. Libreto de Ottavio Rinuccini
- SANTACROCE, Nicola (2011). «da bardo corsi ad andrea de angelis il feudo di caiazzo tra ancien régime ed eversione della feudalità». Rivista Distoria Dell'Agricoltura. 1. 46 páginas