Jacques Bertin
Jacques Bertin (27 de Julho, 1918 – 3 de Maio, 2010) é um cartógrafo e teórico francês, conhecido por seu livro Semiologie Graphique (Semiologia gráfica), editado em 1967. Esse trabalho monumental, baseado em sua experiência como cartógrafo, representa a primeira e mais abrangente tentativa de oferecer uma fundação teórica para a Visualização de Informação.[1] Profissionais e teóricos do design de informação e infografia consideram Bertin um dos teóricos pioneiros mais importantes do design de informação.
| Jacques Bertin | |
|---|---|
![]() Jacques Bertin | |
| Nascimento | 27 de julho de 1918 Maisons-Laffitte |
| Morte | 3 de maio de 2010 (91 anos) Paris |
| Cidadania | França |
| Alma mater | |
| Ocupação | cartógrafo, geógrafo, historiador |
| Prêmios |
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| Empregador | École des hautes études en sciences sociales, escola Prática de Altos Estudos |
Segundo Bertin “a representação gráfica faz parte do sistema de signos que o homem constrói para melhor reter, compreender e comunicar as observações que lhe são necessárias”.
Bertin propôs que a linguagem gráfica poderia ser:
- Monossêmica - significado único, como o da linguagem matemática e o da representação gráfica mais objetiva (ex. o mapa).
- Polissêmica - significados múltiplos, como os da linguagem figurativa.
- Pansemica - infinitos significados, como pintura abstrata.
Publicações
Jacques Bertin publicou vários artigos sobre semiologia gráfica, criação de símbolos, semiologia e informação gráfica.
- 1967. Sémiologie Graphique. Les diagrammeon. Paris : Flammarion, 1977, 273 p. (trad. 1981. Graphics and graphic information-processing por William J. Berg e Paul Scott).
- 1992. Harper atlas of world history. Com Pierre Vidal-Naquet. N.Y. : Harper Collins.
- 1997. Atlas historique universel. Panorama de l'histoire du monde. Com J. Devisse, D. Lavallée e J. Népote. Genève : Éd. Minerve, 180 p.
- 2006. Nuovo atlante storico Zanichelli / sotto la didi Pierre Vidal-Naquet ; direzione della cartografia.
Projeção de Bertin de formando curvas, para representar o polo norte (as centragens podem variar) que se localiza no centro do mapa.
Trata-se de uma projeção que favorece a manutenção das formas e das proporcionalidades das terras emersas em detrimento dos oceanos. Quando esse autor criou essa projeção ele subverteu a visão convencional de um Norte e de um Sul, o que permitiria uma apreensão de um mundo “menos” hierarquizado.
Outra propriedade contribui para o seu interesse científico, mas também estético: é uma das raras projeções para preservar quase todas as superfícies, sem distorcer os países de maneira muito grotesca. Uma exceção notável é a América do Norte, que parece altamente torcida. É por isso q.
Essas propriedades - preservando a forma e preservando áreas - são, como sabemos, irreconciliáveis. É matematicamente impossível espalhar uma esfera (a superfície do globo) em uma superfície plana (papel) sem criar tensões elásticas (que impedem a preservação de superfícies), torções (que impedem a preservação de ângulos ou conformidade) ou cortes (que impedem a preservação de caminhos).
Referências
- Juan C. Dürsteler (2000-08). Interview with Jacques Bertin Arquivado em 13 de janeiro de 2005, no Wayback Machine.. Retrieved 23 June 2008.
Ligações externas
- Interview with Jacques Bertin
- Jacques Bertin's Semiology of Graphics
- Graphische Variablen im UMN MapServer (em alemão)
