Jacques Vergès
Jacques Vergès (Ubon Ratchathani, 5 de março de 1925 — Paris, 15 de agosto de 2013) foi um advogado francês que ganhou fama desde a década de 1950, como comunista e anticolonialista e por defender uma longa lista de clientes, primeiro na Argélia e depois ao redor do mundo. Na sua agenda de clientes encontram-se terroristas, criminosos de guerra, ditadores e assassinos em série.
| Jacques Vergès | |
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![]() Jacques Vergès | |
| Nascimento | 5 de março de 1925 (97 anos) Ubon Ratchathani, Tailândia |
| Morte | 15 de agosto de 2013 (88 anos) Paris, França |
| Nacionalidade | |
| Cônjuge | Djamila Bouhired |
| Ocupação | Advogado |
A vida de Jacques Vergès foi retratada no cinema no filme biográfico O Advogado do Terror (2007), do cineasta Barbet Schroeder, que através de entrevistas com o próprio advogado, amigos e clientes, apresenta o seu perfil psicológico e filosófico. O enredo das entrevistas apresenta também as defesas de seus clientes mais famosos.[1]
Em 1957, dois anos depois de se formar, Jacques Vergès começou a carreira de maneira instigante: defendendo argelinos que o governo francês acusava de assassinato. Na dramática batalha pela independência da Argélia (a qual viria a se concretizar em 3 de julho de 1962), guerrilheiros da Frente de Libertação Nacional plantavam bombas em lugares públicos frequentados por civis franceses. A tática, terrível e sangrenta, era uma resposta à maneira brutal com que a França colonialista havia tirado a Argélia dos argelinos. Durante o longo processo, Vergès se valeu de um tipo de defesa até hoje em voga entre réus de tribunais internacionais, como o ditador iraquiano Saddam Hussein: recusar-se a reconhecer o mérito dos procedimentos e a autoridade do juiz e do júri, devolvendo contra eles as acusações de abuso e assassinato. Conseguiu, assim, mobilizar a opinião pública em todo o mundo e, por fim, obter a anistia para seus clientes – entre os quais a bela Djamila Bouhired, símbolo do movimento argelino, com quem se casou. Em alguns anos, porém, Vergès se transformou em uma criatura assustadora: um ideólogo do terrorismo e do genocídio, que voluntariamente procura seus clientes entre figuras cruéis e se associa, em amizade ou interesse, a alguns dos nomes mais infames do século XX. Como Pol Pot, que à frente do Khmer Vermelho ordenou o assassinato de milhões no Camboja. Ou o palestino Wadi Haddad, um dos inventores do terrorismo internacionalizado. Essa trajetória sinistra é o tema do documentário O Advogado do Terror (L’Avocat de la Terreur, França, 2007), dirigido pelo cineasta de origem alemã Barbet Schroeder.
Lista de Clientes
- Klaus Barbie - criminoso nazista
- Djamila Bouhired - terrorista argelina, mais tarde esposa de Jacques Vergès
- Carlos, o Chacal - terrorista
- Magdalena Kopp - terrorista e esposa de Carlos, o Chacal
- Pol Pot, líder do Khmer Vermelho no Camboja
- Ieng Sary, também do Khmer Vermelho
- Khieu Samphan, outro membro do alto-escalão do Khmer Vermelho
- Georges Ibrahim Abdallah, terrorista
- Idriss Déby, ex-Presidente do Chade
- Omar Bongo, ex-Presidente do Gabão
- Denis Sassou-Nguesso, ex-líder da República do Congo
- Norbert Dabira, ex-general da República do Congo
- Slobodan Milošević, ditador e ex-presidente da Sérvia
- Anis Naccache
- Louise-Yvonne Casetta
