Jorge Coutinho
Jorge Coutinho (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1934) é um ator, radialista, diretor, produtor e roteirista brasileiro filiado ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Dirigiu o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated/RJ) por quatro mandatos. Atua no movimento negro há décadas e tem longa experiência na área de cultura.
| Jorge Coutinho | |
|---|---|
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 6 de setembro de 1934 (88 anos) Rio de Janeiro, RJ |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Partido | MDB (1990-2020) PROS (2020-presente) |
| Ocupação | Ator, radialista, diretor, produtor e roteirista |
Vida pessoal
Filho caçula da dona de casa Mercedes Antônia Coutinho, natural de Vassouras, e do marmorista Manoel Coutinho, Jorge Coutinho veio ao mundo pelas mãos de sua avó, a parteira Marta Rocha. Passou a infância nos bairros de São Cristóvão e Cordovil, enfrentando muitas dificuldades: por falta de condições da família, estudava sob luz de lamparina e carregava latas d’água na cabeça.
Na adolescência, trabalhou como lixador em uma fábrica de sapatos no bairro Triagem. Foi também nessa época que começou a frequentar o mundo do samba, pelas mãos de sua avó paterna, Hercília, integrante da Escola de Samba Unidos da Capela, de Parada de Lucas. Com a separação de seus pais e a morte de sua avó paterna, muda-se para o Parque Proletário da Gávea, onde passa a viver com sua mãe. Aos 18 anos, alista-se ao Exército e, no cumprimento do serviço militar, aprende o ofício de bombeiro eletricista.
De volta à vida civil. Jorge Coutinho começa a trabalhar no Copacabana Palace, como bombeiro hidráulico. Um emprego que mudaria a sua vida: ao assistir aos ensaios de grandes companhias artísticas, o rapaz se encanta pelo teatro e se matricula no Tablado. Em 1958 estreia com a peça “Do mundo nada se leva”, com direção de Maria Clara Machado. Dois anos depois, participa do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC/UNE), iniciando sua missão de levar a cultura às classes menos favorecidas. Foi também por esse motivo, que ele se fez presente na criação do Cinema Novo e do Grupo Opinião.
Durante o regime militar, Jorge Coutinho, em parceria com Leonides Bayer, produziu o “espetáculo Noitada de samba”, que ficou dez anos em cartaz, abrindo espaço para artistas da periferia. O movimento cultural e político que surgiu ao redor do espetáculo desagradou ao governo e Jorge Coutinho precisou se exilar na Argentina, onde ficou dois anos. Na TV, protagonizou o primeiro beijo entre um negro e uma branca, na novela “Passo dos ventos”, de Janete Clair.
Vida profissional
Na vice-presidência da Funarj, Jorge Coutinho idealizou a Assessoria para Assuntos Afrodescendentes da Secretaria de Estado de Cultura, possibilitando a realização de cinco filmes dirigidos por cineastas negros. Também comandou o Departamento de Música da Rio Arte/Fundação Rio, órgão ligado à Prefeitura.
Esteve à frente dos teatros Cacilda Becker e Glauce Rocha. Dirigiu o Sistema Radiobrás/RJ que envolvia cinco emissoras. Diretor-Presidente da Rádio Roquette Pinto 94.1 FM, foi responsável, em apenas cinco meses, pelo retorno da Rádio Roquette Pinto AM 630, que estava havia oito anos desativada. Criou o programa "Dicas de uma raça", retransmitido em cerca de 700 emissoras de todo o país.
Em 2004, inicia sua carreira sindical, à frente do Sated/RJ. De lá para cá, foi reeleito três vezes para representar os cerca de 31 mil associados.
Filmografia
Trabalhos na televisão
- 2011 - A Vida da Gente
- 2008 - Duas Caras - Celestino Soares da Costa
- 2007 - Bicho do Mato - Hercílio
- 2006 - Filhos do Carnaval - Joel da Paixão
- 2004 - Da Cor do Pecado - Ítalo
- 1999 - Andando nas Nuvens - Roberto
- 1997 - Por Amor - José
- 1995 - História de Amor - Ernani
- 1985 - Tenda dos Milagres - Zé da Inácia
- 1985 - Roque Santeiro ( homem humilhado de vila miséria)
- 1979 - Carga Pesada - Torto
- 1975 - Escalada - Felício
- 1969 - A Cabana do Pai Tomás - Angelus
- 1968 - Passo dos Ventos - Bienaimé
No Cinema
- 2006 - A Ilha dos Escravos - Abílio
- 1984 - Quilombo - Sale
- 1984 - Memórias do Cárcere
- 1980 - Parceiros da Aventura - Delegado
- 1977 - Chuvas de Verão
- 1971 - Crioulo Doido
- 1967 - Perpétuo Contra o Esquadrão da Morte - Matroca
- 1962 - O Assalto ao Trem Pagador - Irmão de Tião Bonifácio
Ligações externas
- Jorge Coutinho. no IMDb.
- Biografia Museu da TV Acessado em 4-05-06[ligação inativa]