Meio Norte (jornal)

Meio Norte é um jornal periódico que circula na cidade de Teresina,[1] nas principais cidades do Estado do Piauí. Pertence ao Grupo Meio Norte de Comunicação.[2][3]

Meio Norte


Capa do jornal em 15 de julho de 2019
Sistema Meio Norte de Comunicação Ltda.
Periodicidade Segunda a sábado
Formato Standard
Sede Teresina, Piauí
País  Brasil
Preço R$ 2,00
R$ 3,00 (outros estados)
Assinatura Sim
Slogan Cada vez mais necessário
Fundação 1 de janeiro de 1995 (28 anos)
Fundador(es) Paulo Guimarães
Presidente Lívia Guimarães
Pertence a Grupo Meio Norte de Comunicação
Diretor José Osmando
Editor Arimateia Carvalho
Idioma (em português brasileiro)
Circulação 13.000 exemplares
Página oficial jornal.meionorte.com

Em parceria com os demais veículos do grupo, promove projetos como o "Prêmio Piauí de Inclusão Social", destinado a premiar empresas de todos os portes, organizações governamentais e não governamentais, cooperativas e empreendedores individuais empenhados na geração de emprego e no desenvolvimento da responsabilidade social.[2][4]

História

O jornal Meio Norte teve origem a partir do extinto jornal O Estado, fundado em 1969 pelo jornalista Hélder Feitosa, brutalmente assassinado em 1987. Com a sua morte, o espólio do veiculo do qual também faziam parte a Rádio Poty e a Poty FM era gerenciado pela sua viúva, Teresinha Cavalcante, e desde então passava por sérias dificuldades financeiras.[5]

No ano de 1994, o empresário Paulo Guimarães arrenda e posteriormente compra os veículos da família Cavalcante, somando aos do Sistema Timon de Radiodifusão, a TV Timon (hoje TV Meio Norte), e as rádios Mirante FM (hoje Meio Norte FM) e Mirante AM, que estavam em processo de mudança de Timon, Maranhão para Teresina. O jornal O Estado passou por uma reformulação completa, com a contratação de novos profissionais e diagramadores, inauguração de um novo parque gráfico e redação, que substituíram a sua antiga sede no bairro do Aeroporto, e a partir de 1.º de janeiro de 1995, foi oficialmente substituído pelo Meio Norte, que aproveitou a sua antiga base de assinantes e seus profissionais.[2][5]

O jornal Meio Norte surgiu com uma proposta inovadora na imprensa piauiense, ao ser o primeiro periódico a ter todos os seus cadernos em cores e também o primeiro a circular nas segundas-feiras[6] (até então, os principais jornais do estado só circulavam de terça a domingo e não circulavam após dias de feriado), além de contar com a maior redação do estado, composta de 40 profissionais entre editores, repórteres, fotógrafos, estagiários, arquivistas, revisores e um chargista.[5]

Em pouco tempo, o periódico saiu da terceira posição de vendas que era ocupada pelo antigo O Estado e tornou-se líder de circulação na capital e no interior, superando veículos tradicionais como o jornal O Dia e o Diário do Povo do Piauí. Usando a seu favor o know how do Grupo Meio Norte de Comunicação, o jornal relacionava-se diretamente com os outros veículos do grupo (TV, rádio e internet) e patrocinava vários eventos e ações sociais de sucesso ao redor do estado, o que era uma desvantagem para os outros jornais, que ainda tinham uma administração mais conservadora e tradicional.[5]

Em 2003, inovou e lançou um novo projeto gráfico, que causou impacto pela quantidade de cores utilizadas, principalmente na capa. Também foi pioneiro em fazer diagramação no computador.

No início de 2005, o jornal Meio Norte inovou mais uma vez e aboliu as fotos de papel. Atualmente, todas as fotos usadas no jornal são digitais, para isso a empresa adquiriu máquinas novas para os repórteres fotográficos.

Em 2006, seguindo as tendências principais jornais impressos brasileiro, o jornal Meio Norte passa a ser disponibilizado na internet para visualização e download.[7]

Em 28 de janeiro de 2017, o jornal Meio Norte e seu concorrente O Dia decidiram encerrar a circulação de seus exemplares aos domingos, passando a ter uma "edição de fim de semana" aos sábados, como forma de conter custos e seguir uma tendência adotada por vários periódicos brasileiros nos últimos anos. No caso do Meio Norte, a edição de sábado passou a ser chamada Meio Norte +, tendo além dos cadernos tradicionais, a estreia de novos colunistas, oriundos da Rede Meio Norte, como Amadeu Campos, Gilvan Barbosa, Virgínia Fabris, Raquel Dias e Lia Formiga.[8]

Cadernos

O Jornal Meio Norte circula diariamente com os três cadernos principais. O primeiro caderno, nomeado de “A”, com uma página de opinião (A2), duas de política (A3 e A4), uma de polícia (A5), uma dedicada aos assuntos nacionais (A6), uma relacionada a matérias internacionais (A7), uma página para últimas notícias (A8) e duas para esporte (A9 e A10), sendo que esta última muitas vezes é ocupada na íntegra por anúncios publicitários.

O segundo caderno do jornal corresponde a Cidades; chamado também de “B”. Neste caderno, há normalmente quatro páginas dedicadas a assuntos relacionados aos acontecimentos da cidade (B1, B2, B3 e B8). A página B4 é destinada a educação, B5 a bairros, B6 a economia e B7 a municípios. Essa ordem não é cumprida na segunda-feira, dia em que o número de páginas do jornal é reduzido.

O terceiro caderno é o Alternativo, “C”, com quatro páginas. Apenas na segunda-feira o caderno Alternativo, relativo a assuntos culturais, não circula. Neste dia é agrupado ao jornal o caderno de Negócios e o Esportes. O jornal conta também com suplementos, como o For Teens, dedicado para adolescentes todas as quintas-feiras; Clube do Assinantes às sextas-feiras e aos domingos os suplementos Municípios, Notícia da TV, Infantil e ainda um caderno especial da coluna social Inside.

O jornal Meio Norte possui diariamente as colunas: Informe (A2), Opinião (A4), Painel (A6), Cláudio Humberto (A8), Papo do Bogéa (A9), Minuta (B9), Sua Cidade (B7), Inside (C4). Aos sábados são incluídas as colunas Gospel (B3) e Padre Marcelo Rossi (C2). Aos domingos, o caderno C ganha mais páginas e colunas como Estante de Livros (C2), Up Moda (C5), Coluna do Aquiles (C6), de Tudo de Bom (C7) e Tudo Mais (C8).

Prêmio

  • 2011: a jornalista Carolina Durães ganhou a etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria jornal impresso, pela reportagem "A inclusão está na moda"[9]

Referências

  1. CHAVES, Paulo Alberto Diniz. O Piauí nos 200 anos da indústria gráfica brasileira. Teresina: edição do autor, 2007
  2. Antonio Carlos Santomauro. «Conexão Nordeste». portaldacomunicacao.uol.com.br. Consultado em 25 de julho de 2010 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)[ligação inativa]
  3. «UOL Jornais». noticias.uol.com.br. Consultado em 25 de julho de 2010 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «Prêmio Piauí de Inclusão homenageia Legislativo». ged.al.pi.gov.br. Consultado em 25 de julho de 2010 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)[ligação inativa]
  5. Gallas, Ana Kelma Cunha; Marques, Francisco Wilk Santos Leal; Viveiros, Lucas Lins (Setembro de 2012). «Tinha um jornal no meio do caminho: Estratégias usadas pelo Jornal Meio Norte no contexto de disputas mercadológicas com o Jornal O Dia» (PDF). Intercom. Consultado em 18 de julho de 2019
  6. «Pouco tempo de muita história». meionorte.com. Consultado em 25 de julho de 2010 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  7. «Jornal Meio Norte agora disponível na Internet». meionorte.com. Consultado em 26 de julho de 2010 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  8. Barreto, Sávia (28 de janeiro de 2017). «Jornais Meio Norte e O Dia deixam de circular aos domingos e saem com edições únicas de final de semana». OitoMeia. Consultado em 18 de julho de 2019
  9. «Carolina Durães, jornalista do Jornal Meio Norte, ganha Prêmio Sebrae de Jornalismo». Meio Norte. 23 de maio de 2011. Consultado em 14 de novembro de 2019. Cópia arquivada em 14 de novembro de 2019

Ligações externas

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