Jucurutu
Jucurutu é um município brasileiro pertencente ao estado do Rio Grande do Norte, localizado na região do Seridó, região centro-sul do estado, distante 246 km da capital estadual, Natal.
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| Município do Brasil | |||
| Símbolos | |||
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| Hino | |||
| Gentílico | jucurutuense | ||
| Localização | |||
![]() Localização de Jucurutu no Rio Grande do Norte | |||
![]() Jucurutu |
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| Mapa de Jucurutu | |||
| Coordenadas | |||
| País | Brasil | ||
| Unidade federativa | Rio Grande do Norte | ||
| Municípios limítrofes | Assu, Triunfo Potiguar, São Rafael, São Fernando, Caicó, Florânia, Santana do Matos, Jardim de Piranhas, Campo Grande e Belém do Brejo do Cruz (PB) | ||
| Distância até a capital | 246 km | ||
| História | |||
| Fundação | 1935 (88 anos) | ||
| Administração | |||
| Prefeito(a) | Iogo Nielson de Queiroz e Silva[1] (PSDB, 2021 – 2024) | ||
| Vereadores | 11 | ||
| Características geográficas | |||
| Área total [2] | 933,73 km² | ||
| População total (estimativa IBGE/2020[2]) | 18 315 hab. | ||
| • Posição | RN: 29º | ||
| Densidade | 19,6 hab./km² | ||
| Clima | Semiárido (Bs'h) | ||
| Altitude | 63 m | ||
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) | ||
| Indicadores | |||
| IDH (PNUD/2010[3]) | 0,601 — médio | ||
| PIB (IBGE/2018[4]) | R$ 223 688,12 mil | ||
| PIB per capita (IBGE/2018[4]) | R$ 12 240,79 | ||
| Sítio | http://www.jucurutu.rn.gov.br (Prefeitura) http://www.cmjucurutu.rn.gov.br (Câmara) | ||
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Jucurutu pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Caicó.[5] Até então, com a divisão em microrregiões e mesorregiões, que vigorava desde 1989, o município fazia parte da microrregião do Vale do Açu, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar.[6]
Com uma área de 933,73 km², é o nono maior município do Rio Grande do Norte em território,[2] ocupando 1,7681% da superfície estadual. É limitado a norte por Assu, Triunfo Potiguar e São Rafael; a sul, Caicó, São Fernando e Jardim de Piranhas; a leste, Santana do Matos, Florânia e São Rafael e, oeste, Campo Grande, Triunfo Potiguar, Jardim de Piranhas e Belém do Brejo do Cruz, este último na Paraíba.[7] Está distante 246 km da capital estadual, Natal,[8] e 2 239 km da capital do país, Brasília.[9]
O relevo de Jucurutu, em boa parte, está incluído na Depressão Sertaneja, com terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi. O restante está inserido no Planalto da Borborema, que abrange as áreas de maior altitude. Geologicamente, o município está em área de abrangência de rochas calcárias da Formação Jucurutu, que compõem o embasamento cristalino, formadas há cerca de um bilhão de anos, durante o período Pré-Cambriano Médio, sendo também encontradas rochas granito-gnáissicas da Formação Seridó.[7]
Os solos do município são relativamente férteis e possuem uma textura mista, constituída de areia e argila, variando conforme a drenagem e a profundidade. Predominam os luvissolos, chamados de bruno não cálcicos vérticos na antiga classificação, que são pouco profundos, moderadamente drenados e mais susceptíveis ao fenômeno da erosão. Nas áreas de leito do Rio Piranhas ocorrem os solos aluviais ou neossolos, que são mais profundos e possuem drenagem semelhante aos luvissolos. Há também áreas de solos litólicos, também chamados de neossolos, e de latossolo do tipo vermelho-amarelo.[7][10] Esses solos são cobertos pela vegetação xerófila da caatinga, com espécies de pequeno porte, cujas folhas desaparecem na estação seca.[7] Em Jucurutu, próximo à divisa com Caicó, localiza-se a Reserva Particular do Patrimônio Natural Stoessel de Britto, criada em 20 de maio de 1994 pela portaria federal 0052/94-N e cobrindo uma área de 818,50 hectares.[11]
Todo o território jucurutuense pertence à bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Assu, cujo rio principal passa ao lado da cidade. Também passam pelo municípios os riachos Barra Branca, João Grande e Tapera.[7] Em Jucurutu se localiza a parede da Barragem de Oiticica, em construção no leito do rio Piranhas e projetada para ser o terceiro maior reservatório do Rio Grande do Norte, com capacidade armazenar 556 milhões de metros cúbicos de água, abrangendo também áreas dos municípios de São Fernando e Jardim de Piranhas.[12] O objetivo da barragem é promover a segurança hídrica do Seridó e controlar a vazão do rio, de forma a prevenir enchentes no Vale do Açu.[13]
Levando-se em conta apenas o índice pluviométrico, o clima é tropical chuvoso.[7] Incluindo-se o risco de seca e a evapotranspiração (índice de aridez igual ou superior a 0,5 e déficit hídrico igual ou superior a 60%), o clima é semiárido,[14][15] com chuvas concentradas no primeiro semestre. Desde dezembro de 1910, quando teve o início o monitoramento pluviométrico de Jucurutu, a maior chuva em 24 horas alcançou 217,3 mm em 4 de março de 1946. Outros acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram: 197,5 mm em 20 de março de 1960, 176,3 mm em 25 de janeiro de 2011, 160 mm em 21 de abril de 1950, 157 mm em 27 de janeiro de 1957, 150,8 mm em 8 de maio de 1947 e 150 mm em 4 de maio de 1962.[16]
| Dados climatológicos para Jucurutu | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 39,3 | 39,7 | 37,5 | 37,2 | 35,5 | 37,2 | 38,5 | 38,3 | 39,5 | 40,2 | 39,8 | 39,9 | 40,2 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 21,1 | 21,9 | 23,2 | 22,6 | 22,2 | 22,5 | 22,1 | 21,6 | 22,6 | 21,8 | 24,2 | 23,2 | 21,1 |
| Precipitação (mm) | 70,1 | 120,8 | 203,3 | 194,6 | 102,8 | 41,8 | 23 | 7,7 | 4,2 | 4,3 | 8,4 | 24 | 805 |
| Fonte: EMPARN (recordes de temperatura: 28/07/2020-presente;[17] médias de precipitação: 1911-2020)[16] | |||||||||||||
Referências
- Prefeito e vereadores de Jucurutu tomam posse Portal G1 - acessado em 2 de janeiro de 2021
- IBGE. «Brasil / Rio Grande do Norte / Jucurutu». Consultado em 12 de julho de 2021
- Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil. Consultado em 4 de setembro de 2013
- IBGE. «Produto Interno Bruto dos Municípios». Consultado em 9 de janeiro de 2021
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 12 de julho de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017
- Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA-RN) (2008). «Jucurutu» (PDF). Consultado em 12 de julho de 2021
- «Distância de Jucurutu a Natal». Consultado em 12 de julho de 2021
- «Distância de Jucurutu a Brasília». Consultado em 12 de julho de 2021
- Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). «Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Jucurutu, RN» (PDF). Consultado em 12 de julho de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 12 de julho de 2021
- OLIVEIRA et al, 2019, p. 390.
- «Áreas em Jardim de Piranhas e São Fernando são desapropriadas para realocação de famílias desalojadas com a construção da Barragem Oiticica». G1. 16 de abril de 2021. Consultado em 12 de julho de 2021. Cópia arquivada em 16 de abril de 2021
- «Barragem de Oiticica é tema de reunião». 14 de agosto de 2020. Consultado em 12 de julho de 2021
- Ministério da Integração Nacional (MIN) (2017). «Nova delimitação Semiárido» (PDF). Superintendência de Desenvolvimento de Nordeste (SUDENE). Consultado em 12 de julho de 2021
- SUDENE (2017). «Delimitação do semiárido». Consultado em 12 de julho de 2021
- Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). «Relatório pluviométrico». Consultado em 14 de fevereiro de 2022
- EMPARN. «Relatório de variáveis meteorológicas». Consultado em 14 de fevereiro de 2022
Bibliografia
- OLIVEIRA, Paulo Jerônimo Lucena de; COSTA, Diógenes Félix da Silva; MONTEIRO JUNIOR, Irami Rodrigues; OLIVEIRA, Alisson Medeiros de. Análise da cobertura vegetal da Reserva Particular do Patrimônio Natural Stoessel de Brito, Jucurutu-RN (NE, Brasil). Revista Equador, Teresina, v. 8, n. 2, p. 387-398, 2019. Semestral. Disponível em: https://revistas.ufpi.br/index.php/equador/article/view/9248. Acesso em: 12 jul. 2021.



