Libaneses
O povo libanês (em árabe: الشعب اللبناني) são os integrantes de um grupo étnico semita do levante e oriente médio, nação do Líbano. Os grupos religiosos entre o povo libanês são xiitas (27%), sunitas (26%), maronitas (21%), ortodoxos gregos (8%), drusos (7%), melquitas (4%) e protestantes, demais e sem denominação (7%). Há uma grande diáspora deste povo na América do Norte, América do Sul, Europa, Austrália e África. O termo também pode incluir aqueles que habitaram montanhas do Monte Líbano e do Anti-Líbano antes da criação do moderno Estado libanês.
| Libaneses | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Bandeira do Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Mapa da diáspora libanesa ao redor do mundo. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| População total | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Líbano: 4 017 095 (todos os grupos étnicos)[1] | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Regiões com população significativa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Línguas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Vernacular falada Árabe e árabe cipriota maronita Tradicional falada fenício, sucedido pelo aramaico ocidental[21] Línguas secundárias francês, inglês Diáspora francês, inglês, espanhol, português | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Religiões | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um fato curioso sobre o povo libanês é que a maioria dele não vive no Líbano. Tal como acontece com os seus antecessores, os libaneses sempre viajaram pelo mundo, e muitos deles resolveram emigrar definitivamente, mais notavelmente nos séculos XIX e XX. Atualmente, existem cerca de 4 milhões de pessoas no Líbano e um número estimado de 15 milhões de pessoas de ascendência libanesa no mundo, a maioria delas no Brasil.[carece de fontes]
No Líbano, as principais minorias são os armênios, os curdos, os turcos, os assírios, os iranianos e muitas etnias europeias (Gregos, Franceses, e Italianos).
Brasil
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirma haver entre 7 e 10 milhões de descendentes de libaneses no Brasil.[22] Contudo, pesquisas independentes, baseadas na autodeclaração do entrevistado, encontraram números bem menores. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2008, 0,9% dos brasileiros brancos entrevistados disseram ter origem familiar no Oriente Médio, o que daria cerca de um milhão de pessoas.[23] Segundo outra pesquisa, de 1999, do sociólogo e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Simon Schwartzman, somente 0,48% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter ancestralidade árabe, percentual que, numa população de cerca de 200 milhões de brasileiros, representaria em torno de 960 mil pessoas.[24]
Os descendentes de libaneses têm forte participação na política brasileira.[25] Em 2015, 8% dos parlamentares brasileiros eram de ascendência libanesa, uma porcentagem muito maior do que a sua presença na população em geral.[26] Esse ativismo político pode ser explicado pelo êxito econômico e pelos investimentos em educação das famílias árabes no Brasil. Dessa forma, seus descendentes conseguiram penetrar em diferentes segmentos da política brasileira, nos mais diferentes partidos políticos e sob várias ideologias.[27] Segundo pesquisa de 1999, conduzida por Simon Schwartzman, descendentes de árabes e de judeus eram os dois grupos mais bem-sucedidos no Brasil do ponto de vista econômico.[28] O ex-Presidente da República, Michel Temer, é filho de libaneses.[29] Fernando Haddad, segundo colocado na Eleição presidencial no Brasil em 2018 e ex-prefeito da cidade de São Paulo, é neto de libaneses.
Referências
- CIA, the World Factbook (2006). "Lebanon". Retrieved March 8, 2009.
- Bassil promises to ease citizenship for expatriates
- «Country Profile: Lebanon». FCO. 3 de abril de 2007[ligação inativa]
- Fielding-Smith, Abigail (5 de junho de 2009). «From Brazil to Byblos, Lebanese diaspora pours in for vote». thenational. Consultado em 25 de dezembro de 2009 [ligação inativa]
- Foreign & Commonwealth Office. «Country Profile: Lebanon». FCO. Consultado em 25 de dezembro de 2009. Arquivado do original (governmental) em 28 de dezembro de 2009
- Linking Lebanon. «Lebanese Diaspora». LinkingLebanon. Consultado em 25 de dezembro de 2009. Arquivado do original em 7 de julho de 2010
- Intelectuais de origem libanesa no Brasil descrevem o seu luto :: TXT Estado
- «:: Embaixada do Líbano no Brasil ::». Libano.org.br. Consultado em 4 de julho de 2011. Arquivado do original em 29 de maio de 2008
- «News :: Politics :: Sleiman meets Brazilian counterpart, Lebanese community». The Daily Star. Consultado em 4 de julho de 2011
- #People CIA - The World Factbook - Lebanon
- - Argentinian President's visit to the Lebanese Parliament Arquivado em 7 de junho de 2007, no Wayback Machine.
- «The Arab Population: 2000» (PDF)
- «The biggest enchilada»
- «Canada and Lebanon, a special tie»
- «Austrália 2006 Census»
- «Arab Chileans.»
- «Les Libanais d'Uruguay» (PDF).
En Uruguay, ils sont actuellement quelque 70 000 habitants d'origine libanaise.
- «Lebanese Immigrants Boost West African Commerce». Arquivado do original em 12 de outubro de 2009
- Organisation for Economic Co-operation and Development
- «ShowFull»
- Owens, Jonathan (2000). Arabic as a Minority Language. [S.l.]: Walter de Gruyter. p. 347. ISBN 3-11-016578-3
- «Visita do Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao Irã e ao Líbano – 13 a 16 de setembro de 2015». www.itamaraty.gov.br. Consultado em 10 de abril de 2021
- IBGE. IBGE: Características Étnico-Raciais da População.
- Simon Schwartzman (1999). «Fora de foco: diversidade e identidades étnicas no Brasil». Consultado em 7 de janeiro de 2016
- Diogo Bercito (14 de junho de 2015). «Origem de políticos brasileiros, Líbano tem rua com nome de Michel Temer». Folha de S. Paulo. Consultado em 2 de maio de 2016
- «No Congresso, 8% dos parlamentares têm origem libanesa - 14/06/2015 - Poder». Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de abril de 2021
- «BBC», O que explica a força dos descendentes de árabes na política brasileira? (BBC Brasil)
- Fora de foco: diversidade e identidades étnicas no Brasil
- «Vilarejo libanês do 'filho Michel Temer' segue igreja ortodoxa grega - 08/05/2016 - Poder». Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de abril de 2021
Ligações externas
- «Senior Seminar: Transnational Migration and Diasporic Communities». Consultado em 24 de julho de 2008. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2009, Hamline University, 2002

