Lucélia Borges
Lucélia Borges Pardim, também conhecida como Lucélia Borges (Bom Jesus da Lapa (Bahia), 19 de julho de 1981), é uma artista plástica, pesquisadora das tradições populares e contadora de histórias brasileira, que se dedica principalmente à arte da xilogravura.

Biografia
Lucélia Borges nasceu em Bom Jesus da Lapa, sertão baiano, e viveu muitos anos em Serra do Ramalho, região do Médio São Francisco, em companhia da bisavó Maria Magalhães Borges (1926-2004), uma grande mestra da cultura popular. Possui graduação em Letras com habilitação em Línguas Portuguesa e Inglesa pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB - (2002-2006) e é mestre em Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente reside em São Paulo, onde atua como produtora cultural, xilogravadora e contadora de histórias. [1] Dedica-se, ainda, à pesquisa das manifestações tradicionais do interior baiano, com destaque para a cavalhada teatral de Serra do Ramalho e de Bom Jesus da Lapa, tema de sua pesquisa para o mestrado. Em 2018, a convite do Sharjah Institute for Heritage, esteve nos Emirados Árabes Unidos, ministrando oficinas de xilogravura para crianças. [2]
Em um cenário predominantemente masculino, como o da xilogravura popular, ilustrou vários folhetos de cordel de autores como Pedro Monteiro, José Walter Pires, Nilza Dias, Daniella Bento, João Gomes de Sá e Paulo Dantas, e os livros infantojuvenis Moby Dick em cordel, de Stélio Torquato (Nova Alexandria) e Ithale: fábulas de Moçambique, de Artinésio Widinesse (Editora de Cultura). Ilustrou, ainda, A jornada heroica de Maria, de Marco Haurélio (Melhoramentos), obra selecionada para o Catálogo da Feira do Livro de Bolonha (Itália) e premiada com os selos Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e com o selo Seleção Cátedra-Unesco da PUC-Rio. [3] Colaborou com o pesquisador e cordelista Marco Haurélio na recolha e transcrição dos contos populares nos livros Vozes da Tradição (IMEPH) e Contos e fábulas do Brasil (Nova Alexandria). Assina ainda as xilogravuras do livro Contos encantados do Brasil (Aletria), de Marco Haurélio.
Obra
- Moby Dick em cordel, de Stélio Torquato (Nova Alexandria, 2019)
- Ithale: fábulas de Moçambique, de Artinésio Widinesse (Editora de Cultura, 2019)
- A jornada heroica de Maria, de Marco Haurélio (Melhoramentos, 2019)
- Contos Encantados do Brasil, de Marco Haurélio (Aletria, 2022)
- O Sonho de Lampião, de Penélope Martins e Marco Haurélio (Principis/Ciranda Cultural, 2022)
Referências
- «Poetas em SP preservam e renovam a literatura de cordel, novo patrimônio cultural do Brasil». Matéria na Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de junho de 2021
- «Sarau Viva Nordeste». Biografia da artista. Consultado em 25 de junho de 2021
- «Prêmio Seleção Cátedra Unesco». Relação de obras premiadas. Consultado em 25 de junho de 2021