Luccas Pace Júnior

Condenado na 1ª fase da Operação Lava-Jato, tendo feito a primeira colaboração premiada homologada[1][2][3] aplicada e assinada por Sergio Moro, Luccas Pace Júnior é um operador de câmbio brasileiro, que ganhou notoriedade ao ser preso na Operação Lava Jato por ter cometido transações cambiais fraudulentas em operações com a doleira Nelma Kodama, sendo considerado o principal responsável pela execução de remessas fraudulentas.[4]

Luccas Pace Júnior
Nome completo Luccas Pace Júnior
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Operador de câmbio
Luccas Pace Júnior

Foi responsável em 1986 por ajudar na implementação do Citibank Brasil. Também foi o escalado para implementação da mesa de Operações Cambiais no Bank Of America na tentativa frustrada, do Banco, estabelecer-se no Brasil no início dos anos 90.

Ganhou notoriedade ao assumir o cargo de CEO, da maior corretora de Câmbio e Ativos financeiros, Action Câmbio S.A. ao fim dos anos 90 e início de 2000, na América Latina, hoje a conhecida e expandida, Cotação DTVM S.A.

Em 13 de agosto de 2015, em depoimento à CPI da Petrobras, Pace foi coagido a dizer que sente "alívio" por ter sido preso na Operação Lava Jato. Pace foi condenado a 8 anos e cinco, reduzidos a 4 anos, dois meses e quinze dias, mas responde em liberdade, pelo acordo de delação[5] Ainda em depoimento na CPI, disse: "Para mim foi um alívio. No dia que eu fui preso, eu fiquei livre do mundo que me prendia", e relatou aos deputados maneiras usadas para burlar a fiscalização das autoridades financeiras. Segundo o colaborador, existem "brechas propositais" na legislação brasileira que trata do controle desse tipo de movimentação.[6]

Luccas também denunciou corretoras de valores e instituições bancarias que participavam do esquema de remessas fraudulentas ao exterior.

O mesmo teve seu indulto concedido, pelo então Presidente Michel Temer, suas condenações revisadas e não mais possui ficha criminal ou dívidas com a Justiça referentes à Operação Lava-Jato.

Atualmente alega ter sido coagido a fazer suas delações, considerando sua prisão um ato de tortura. Alega também ser constantemente coagido a refazer sua delação por juízes e magistrados. Considera sua prisão uma arbitrariedade por parte da Operação Lava Jato

Referências

  1. «Juiz homologa primeira delação premiada da Operação Lava Jato». Agência Brasil. EBC. Consultado em 26 de abril de 2017
  2. Mateus Coutinho e Fausto Macedo (24 de setembro de 2014). «Juiz homologa primeiro acordo de delação premiada da Lava Jato». Estadão. Consultado em 26 de abril de 2017
  3. «Justiça homologa primeira delação premiada da Lava Jato». Veja. Abril. 24 de setembro de 2014. Consultado em 26 de abril de 2017
  4. «AÇÃO PENAL Nº 5026243­05.2014.404.7000/PR» (PDF). Consultor Jurídico. Consultado em 26 de abril de 2017 soft hyphen character character in |título= at position 22 (ajuda)
  5. katna Baran e Kelli Kadanus (22 de outubro de 2014). «Justiça Federal condena doleira da Lava Jato a 18 anos de prisão». Gazeta do Povo. Consultado em 26 de abril de 2017
  6. Fernanda Calgaro (13 de agosto de 2015). «Delator ligado a doleira diz sentir 'alívio' por ter sido preso na Lava Jato». G1. Globo. Consultado em 26 de abril de 2017
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