Lusitano Ginásio Clube

Lusitano Ginásio Clube MHIH,[1] também conhecido por Lusitano de Évora, é um clube desportivo português, localizado na cidade de Évora, no Alentejo. A sua equipa de futebol competiu catorze temporadas na primeira divisão portuguesa entre 1952 e 1966, sendo um dos estandartes com mais presenças no principal escalão e tradição em Portugal. É ainda o décimo quarto clube com mais participações consecutivas.

Lusitano de Évora
NomeLusitano Ginásio Clube
AlcunhasLusitanistas, Herbanários, O Maior do Alentejo, Verde e Brancos
Principal rival Juventude de Évora
Fundação11 de novembro de 1911 (111 anos)
EstádioCampo Estrela
Capacidade10000
LocalizaçãoÉvora, Portugal
PresidentePedro Caldeira
Treinador(a)João Nívea
Material (d)esportivoMacron
Competição Campeonato de Portugal
Taça de Portugal
Uniforme
titular
Uniforme
alternativo

História

Fundação

Em 1911, em Évora, um grupo de moços, dos treze aos quinze anos reunira no adro da Igreja da Graça com o fim de formarem um clube de futebol.

Foi aprazada nova reunião para o dia 11 de Novembro de 1911, realizada na Rua das Fontes n.º 3, em casa do Professor Dâmaso Simões, onde estavam hospedados três irmãos, Domingos Coelho Morais "o Besnica", Venâncio Coelho Morais, Rogério Coelho Morais, que faziam parte do grupo e aos quais se juntaram Adriano Peres Sales, João Ribeiro, José Ribeiro, José Simões Silva, Manuel Fernandes, Manuel Marçal, Manuel Morais e Augusto Melo. Nessa reunião resolveram fundar o "Luzitano Foot-ball Club".

Do grupo faziam ainda parte estudantes liceais, da escola comercial e ainda marçanos do comércio. Principiaram por efetuar jogos com outros grupos, no Largo dos Colegiais e Rossio de S. Brás. Com o decorrer dos anos o clube foi progredindo e os moços tornaram-se homenzinhos e começaram a jogar contra as segundas categorias do Vitória Académico, da Real Casa Pia, Empregados do Comércio, Sporting, Ateneu Évora, Graça, União Eborense, Álvaro Gaspar e com os Pedestrianistas.

Note-se a curiosidade de o clube ter sido fundado no dia onze do mês onze de 1911 e de o futebol, a modalidade que mais o notabilizou, se jogar com onze jogadores. Acresce que a sua primeira sede se situava na Travessa da Bola, n.º 11.

Primeiras Vitórias

Em 1917/18 ganha o seu primeiro Campeonato da Associação de Futebol de Évora.

No dia 4 de setembro de 1925, na Esplanada do Eden Teatro, em Assembleia Geral, foi resolvido alterar o nome, com a substituição da palavra "Futebol" pela de "Ginásio", ficando a partir dessa data com a designação atual, Lusitano Ginásio Clube sob o lema "Fazer Forte Fraca Gente".

Antes de existirem competições nacionais as provas futebolísticas eram essencialmente locais, disputadas entre equipas da mesma cidade ou da mesma região. O Lusitano desde muito cedo mostrou que tinha nascido para lutar por vitórias.

Ainda nos anos 20 do século passado, exerceu um grande domínio regional com mais cincos títulos de campeão da AF Évora (bisando 1921/22, 1922/23 e com um tricampeonato em 1926/27, 1927/28, 1928/29). No entanto, devido ao facto de a Federação Portuguesa não reconhecer oficialmente o Campeonato Regional de Évora até 1927, essa circunstância não permitiu diversas participações do campeão regional Lusitano no Campeonato de Portugal, cuja qualificação era feita através dos Campeonatos Regionais homologados pela FPF.[2]

Primeiro Emblema do Lusitano Ginásio Clube

Em 1928/29, por fim a Associação de Futebol de Évora teve a oportunidade de enviar primeira vez um representante ao Campeonato de Portugal e este é o campeão regional, Lusitano Ginásio Clube. O clube participa ainda em todas as edições entre 1929/30 e 1933/34. A melhor prestação deu-se na época 1930/31 em que atingiu os quartos de final tendo apenas caído frente ao Benfica. Nestas participações destaque para a presença do guarda redes Cândido Tavares, entre os postes.

Nos anos 30 o clube também não dava mostras de desacelerar na Associação de Futebol de Évora, reclamando o título de 1930/31 e mais um tricampeonato (1932/33, 1933/34, 1934/35).

O clube venceria ainda os títulos de 1939/40 e 1940/41, mas começava a desenhar-se um futuro mais ambicioso no horizonte, com os olhos postos nos campeonatos nacionais que começavam a dar os primeiros passos em Portugal e cuja participação deixaria de estar autorizada apenas aos clubes das associações de futebol de Lisboa, Porto, Setúbal e Coimbra. Já em setembro de 1945, no jornal A Bola, Cândido de Oliveira (que muito simpatizava com o Lusitano) saudava e defendia em crónica o alargamento dos campeonatos nacionais, que nessa época viram, por exemplo, aumentar o campeonato nacional de 10 para 14 equipas, possibilitando assim um acesso real a equipas mais pequenas e da província ao principal escalão, com vista ao desenvolvimento do desporto rei em Portugal. [3] Nos anos 30 e 40, o Lusitano seria quase sempre presença assídua na segunda divisão nacional tendo-se classificado várias vezes em 2.º lugar na respetiva série.

Campeões Nacionais da II Divisão

Depois de se afirmar como uma potência regional no sul do país, o Lusitano começou a pôr os olhos em voos mais altos e atacar uma subida à primeira divisão. A primeira tentativa quase bem sucedida dá-se em 1950/51 com o treinador italo-argentino Anselmo Pisa ao comando da equipa e reforços como Duarte e Teixeira da Silva do Belenenses (este famoso por ter marcado o primeiro golo adversário no Estádio Santiago Bernabéu)[4], tendo o Lusitano vencido a sua Zona e ultrapassado igualmente a II Fase, mas não tendo conseguido impor-se na Fase Final.[5] No ano seguinte chegam ao clube reforços de peso como o argentino Valle, o guineense Flora, Pepe, Domingo (ex-Oviedo e Atlético de Madrid) e sobretudo Dinis Vital que se tornaria na figura maior da história do clube.

Taça II Divisão Nacional

Na época 1951/52 consegue a tão ambicionada promoção. Embora não tenha vencido inicialmente a sua série na primeira e segunda fases, na fase final, onde realmente importava, o Lusitano impôs-se ao União de Coimbra, ao Torriense ao Vitória de Setúbal e sagrou-se Campeão Nacional da II Divisão 1951/52. Foi um momento de celebração e júbilo únicos em Évora, com celebrações na famosa Praça do Geraldo após o empate a zero entre eborenses e sadinos no Campo Estrela, que selava em definitivo a subida ao escalão maior do clube alentejano. Centenas de pessoas participaram na festa comemorativa realizada na Herdade do Vale de Moura.[6]

Os primeiros tempos entre os grandes

O clube reforçou-se em agosto de 1952 com elementos como o ex-benfiquista Augusto Batalha, o internacional português Patalino proveniente do O Elvas, Vicente Di Paola, da AS Roma e José Pedro Biléu, contratado ao Luso Morense, que se revelaria figura maior nas épocas que se seguiriam.[7]

O tomba gigantes do campeonato
Alinhamento de estreia do Lusitano na 1ª Divisão em 1952

O primeiro jogo do Lusitano na primeira divisão ocorreu no dia 28 de Setembro de 1952, na Amoreira frente ao Estoril-Praia. O clube da linha ofereceu um galhardete comemorativo da estreia do mais recente primodivisionário. Os alentejanos apresentaram-se com uma vitória por 1-0 na estreia. O jornal "A Bola", na sua edição de 29 de Setembro chamava à capa "Estreia auspiciosa do Lusitano de Évora". [8]. À quarta jornada o Lusitano era líder do campeonato após uma goleada em casa frente ao Boavista. [9]. Esta façanha, ou seja, um clube recentemente promovido liderar a prova à quarta jornada, só voltou a ser igualada 67 anos mais tarde pelo Famalicão na época 2019/2020,[10] não tendo, contudo, nunca sido igualada por um clube que jogava o escalão principal pela primeira vez. À sexta jornada conseguem a primeira vitória oficial sobre um grande e logo com um 2-0 no Campo Estrela contra o bicampeão Sporting, resultado que permitiu voltar à liderança isolada. [11]. Poucos dias, antes do natal, à décima jornada, uma vitória por três bolas a zero frente ao FC Porto, transformavam os dragões no segundo grande a sair derrotado do Campo Estrela.[12]. O jornal A Bola chamou-lhe o "Tomba Gigantes" do campeonato.[13] Anselmo Pisa abandonaria o clube perto do final da época para tentar nova subida de divisão com o Torriense,[14] sendo substituído pelo jogador-treinador Domingo García y García para os jogos da Taça de Portugal de 1953.[15]. A primeira participação saldou-se com um sétimo lugar tendo o clube andado sempre pela parte superior da tabela.

Meias finais da Taça de Portugal

Na sua época de estreia entre os grandes o Lusitano estreou-se também pela primeira vez na Taça de Portugal onde atingiu logo as meias finais da edição de 1952/53, já com Domingo ao comando da equipa. Nos oitavos de final os eborense golearam nas duas mãos o Sporting de Braga (0-4 em Braga e 4-1 no Campo Estrela) e empataram com o Sporting 2-2 em Alvalade, tendo o Sporting sido eliminado por falta de comparência na segunda mão, uma vez que desistiu da prova de modo a poder preparar a sua participação na Taça Latina, que iria disputar em casa[16]. A carreira do Lusitano terminaria nas meias-finais frente do FC Porto. Depois de derrota nas Antas por 4-1, a vitória por apenas 1-0 no Campo Estrela não foi suficiente para chegar ao Jamor.

Época de consolidação com toque espanhol

Na época seguinte, 1953/54, ano em que o Sporting conquistou um inédito tetra do futebol português, Domingo García y García continuou a orientar a equipa, tendo trazido reforços como Luís Valle do Athletic de Bilbao e Miguel Bertral do Real Jaén. Para o meio campo foi ainda contratado Veríssimo Alves ao Sporting. Entre as saídas de vulto o argentino José Valle transferiu-se para o FC Porto e Madeira também abandonou o clube.[15]. A época começou mal com duas derrotas, mas na terceira jornada já houve uma saborosa vitória frente ao Porto que foi o único ponto de destaque numa época com muitas derrotas em que a equipa andou sempre na parte baixa da tabela e que resultou num décimo lugar. Na Taça de Portugal o desempenho ficou-se pelos oitavos de final, tendo o Lusitano sido eliminado pelo finalista Vitória de Setúbal.[17]

Regresso de Cândido e eliminação do Porto na Antas
Dinis Vital, a grande figura dos anos na Iª Divisão

Para a época 1954/55 o Lusitano viu sentar-se no banco o seu antigo guarda-redes e basquetebolista Cândido Tavares, vencedor da Taça de Portugal de 1952.[18] O contingente argentino voltou a aumentar com as entradas de Rodolfo Longo (ex-Platense), Roberto Moreno (ex-River-Plate) e Fontanella (ex-Tigre). Mas sobretudo impor-se-ia um jovem de 22 anos do Redondo de seu nome Falé, que se estabeleceria definitivamente na primeira equipa e Caraça (formado no rival Juventude e no Benfica) que acompanhou Cândido Tavares na mudança desde o Minho e contribuiria com 10 golos nesta campanha e muitos mais nas épocas seguintes. Tavares começou o campeonato com uma vitória por 2-1 no Campo Estrela frente à equipa que tinha dirigido na época anterior, o Vitória de Guimarães. Nas três jornadas seguintes derrotas com os três grandes, duas pesadas nas Antas e em Alvalade e uma derrota caseira com o Benfica, jogo em que os adeptos de Évora viram pela primeira vez ao vivo Mário Coluna. Uma vitória caseira contra o Boavista deu algum oxigénio à equipa, mas a primeira volta não foi fácil com oito derrotas e nos primeiros jogos só ganhou ao Vitória de Guimarães e ao Boavista que acabariam por descer de divisão. O pontapé na crise foi dado à décima quinta e décima sétima jornadas, com duas vitórias sobre o Sporting e FC Porto no Campo Estrela. No dia 1 de dezembro de 1954, o Lusitano foi um dos muitos clube nacionais que integrou a parada de mais de 3000 atletas de 54 clubes desportivos presentes na inauguração do Estádio da Luz, sendo representado por Cândido Tavares e Patalino e transportando uma faixa onde se podia ler "O Lusitano de Évora saúda o Benfica".[19] Com um fim de temporada irregular a permanência foi assegurada na penúltima jornada com um empate a zero em Setúbal e uma goleada por 4-1 diante do Sporting de Braga na última. Esta época foi também aquela em que Vital se fixou definitivamente como guarda redes terminando a rotatividade com Martelo.

Nesta época o clube chegou aos quartos de final da Taça, tendo eliminado nos oitavos de final o FC Porto em pleno estádio das Antas, por 2-0, golos de José Pedro e Caraça. Os eborenses perderiam depois nos quartos de final com o Sporting no Campo Estrela, onde os leões nunca tinham vencido antes em jogos oficiais.[20]

A 5 de junho de 1955 começaram os trabalhos de arrelvamento do Campo Estrela que se despediria dos pelados. O programa foi assinalado solenemente com uma apresentação no campo de componentes das várias modalidades sendo depois disputada uma partida de futebol entre as escolas do clube e a "reserva e categoria de honra", ambas as equipas sob a direção de Cândido Tavares. No final da partida foi feita ainda uma entrega dos diversos troféus conquistados pelo clube na época. No final do evento começaram os trabalhos. [21]

De Moçambique a Évora e relva no Estrela

No dia 2 de Junho de 1955, o jornal A Bola trazia à sua capa uma longa entrevista com Severiano Correia que regressava à metrópole depois de seis anos em Moçambique com o Ferroviário e Desportivo. "O dia tem 24 horas. E em cada 24 horas de um dia o homem de futebol que se chama Severiano Correia fala de futebol durante 14". O treinador franzino que tinha aprendido a ler num jornal desportivo, tinha acabado de desembarcar em Lisboa e assinaria contrato com o Lusitano para a temporada 1955/56. [22] Para a temporada 1955/56 os reforços foram José da Costa vindo do despromovido Vitória SC e Marciano do Sporting da Covilhã. Nas primeira jornadas o Lusitano teve que negociar com diversos clubes uma inversão dos jogos fora e em casa, uma vez que os trabalhos de arrelvamento do Campo Estrela se prolongavam.[23] O futebol produzido pela equipa não foi tão ofensivo como nas épocas anteriores mas verificou-se uma maior consistência defensiva traduzido por exemplo no primeiro empate arrancado no Estádio da Luz. Na Taça de Portugal o clube ficou-se pelos oitavos de final, tendo sido eliminado pelo Barreirense. No final da época e mais de trinta golos depois, o lendário Patalino despediu-se do clube com 34 anos.

Os primeiros campeões do Fair-Play

No final da temporada 1957/58 o periódico Mundo Desportivo atribui pela primeira vez um troféu de fair-play às equipas mais disciplinadas dos campeonatos nacionais da 1.ª, 2,ª e 3.ª divisões. O Lusitano Ginásio Clube torna-se assim, após 100 jogos sem sanções disciplinares, o primeiro clube português a conquistar este galardão. Ademais, na sequência das suas melhores temporadas na 1.ª Divisão.

Conflitos entre clube e SAD

No dia 14 de julho de 2016, foi criada uma Sociedade Anónima Desportiva (SAD). O clube transferiu a gestão de direitos profissionais de futebol para essa entidade recém-criada, ficando apenas com 10% da quota de gestão da SAD. O objetivo principal era trazer o Lusitano de volta aos grandes palcos, mais uma vez. No entanto, o acordo entre Lusitano Ginásio Clube e Lusitano Ginásio Clube, SAD foi "enfraquecendo" criando uma relação cada vez menos harmoniosa entre clube e a administração da SAD. Na época desportiva 2018-2019 o clube assumiu os encargos com a equipa de futebol sénior e conseguiu mesmo perante todas as dificuldades financeiras vencer o campeonato distrital (Liga Century 21), conquistando a subida aos campeonatos nacionais. Na época desportiva 2019-2020 a administração do Lusitano Ginásio Clube, SAD decidiu voltar a apostar na SAD e assumiu a equipa no Campeonato de Portugal, criando assim um litigioso conflito entre clube e SAD.

Assim em setembro de 2019 o Lusitano Ginásio Clube criou uma equipa sob a designação Associação Lusitano de Évora 1911 que disputou a 2ª Divisão (Liga AFE) da Associação de Futebol de Évora[24], com uma recém eleita direção liderada por Pedro Caldeira, tendo conquistado no final dessa época a subida à Liga Elite. Na época 2020-21 Associação Lusitano de Évora 1911 classificou-se em 2º lugar na Liga Elite enquanto a equipa do Lusitano Ginásio Clube, SAD, foi despromovida do Campeonato de Portugal para essa mesma Liga Elite,[25] tendo a referida SAD falido em 2022.

Triplete na AF Évora 2021/22

Lusitano campeão 2021/2022

Após a desilusão da época 2020/2021 em que o clube se viu impedido de disputar a subida de divisão devido à suspensão do campeonato por decisão da AF Évora, em função de mais uma vaga de Covid-19 e decisão do delegado de saúde após exigência de sete autarcas do distrito de Évora[26], o clube viu o União de Montemor ser promovido, com pouco mais de um terço dos jogos disputados. Não obstante, o Lusitano apresentou-se para a temporada 2021/22 com sede de vitória, tendo muito cedo conquistado vitórias decisivas no Campo Estrela e fora de portas, com destaque para um vitória face ao Estrela de Vendas Novas logo na 1.ª jornada. No dia 15 de maio de 2022, no Campo 25 de abril em Santiago do Escoural frente ao Estrela local, o Lusitano conquistou o seu 15.º título da AF Évora (Liga Predimed), prova que liderou em praticamente todas as jornadas, mas com uma perseguição sem tréguas do Atlético de Reguengos que se classificou em segundo lugar apenas um ponto atrás do campeão. O clube regressou assim aos campeonatos nacionais, doze anos depois, para competir no Campeonato de Portugal de 2022/23. Destaque para Vitor Martelo (neto do antigo guarda-redes Manuel Martelo) que apontou 40 golos nesta época em todas as competições. O Lusitano foi sempre a melhor equipa toda a temporada, com mais vitórias, menos derrotas, mais golos marcados e menos sofridos. No final da temporada o Lusitano conquistou ainda pela sexta vez a taça da AF Évora, (quinta desde que se chama Taça Dinis Vital).[27] Venceu ainda a Taça dos Campeões relativa à época 2021/22, equivalente à Supertaça da AF Évora.[28] O Lusitano venceu assim nesta época todas as competições que disputou, organizadas pela AF Évora. Um feito inédito desde que existem 3 competições.

Condecorações

O Lusitano Ginásio Clube é Oficial da Ordem Militar de Cristo desde 5 de Outubro de 1932, bem patente no emblema do clube e integrante do mesmo desde então, Medalha de Bons Serviços Desportivos, Medalha de Mérito Desportivo, Medalha de Bons Serviços da Federação Portuguesa de Ginástica e Louvado pela Câmara Municipal de Évora. É ainda Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique, desde 28 de janeiro de 1987.[29]

Lema

O lema do clube é "Fazer forte fraca gente".

Hino do Clube

O hino do clube foi composto em 1926 pelo poeta Celestino David, figura incontornável da cultura eborense.

Camaradas da luta e do sonho

Companheiros no mesmo ideal

Entoemos um canto risonho

Que levante, a cantar, Portugal

Exaltemos a força que dá

A alegria, a saúde, o valor...

Pois com eles um dia virá

Outra vida, outro sol, outro amor

Sem intuitos de guerras e lida

Em batalhas que o ódio revela

Recordemos as forças e a vida

Num anseio de vidas mais belas

Histórico de classificações

Histórico de classificações do Lusitano Ginásio Clube clube desde 1917/18.

Campo Estrela

O Campo Estrela foi inaugurado a 15 de Junho de 1914. É o quarto campo de futebol mais antigo do país ainda existente, apenas ultrapassado pelo Bessa (1911 e que já não tem a configuração original) e pelo Campo da Constituição (1912), ambos no Porto e pela Tapadinha em Lisboa, inaugurado no mesmo ano de 1914.

O estádio é um marco histórico de Évora e, ao contrário da crença popular, não está apenas associado ao Lusitano. A génese da sua construção está umbilicalmente ligada à eclosão do desporto na cidade e foi o primeiro local permanente dedicado à prática de desportos atléticos, como foi chamado. A iniciativa de construção partiu do Ateneu Sport Eborense, fundado a 15 de Junho de 1913 por um grupo de atletas que tinha deixado o Sport Vitória Académico e que arrendou o local, chamado de Ferragial da Estrela, durante quinze anos para construir uma instalação de futebol e atletismo (em menor medida tiro e hipismo). Ao longo dos anos, o futebol ultrapassou claramente todos os outros desportos. Em 1922 o Ateneu desistiu e o seu presidente, Emídio Crujeira de Carvalho, entregou todos os seus bens e equipamento desportivo ao Lusitano, pondo assim termo ao arrendamento. Em 1926, o local foi arrendado por outro clube, o Ginásio Club Eborense e sofreu algum abandono. Este clube também desistiu 2 anos mais tarde e o Lusitano começou a arrendar o Campo Estrela para a sua participação no Campeonato de Portugal.

Mário Ribeiro de Lemos

Em 1931, o presidente e advogado Mário Ribeiro de Lemos planeou uma operação para a compra do Campo Estrela por trinta mil escudos. As obras de recuperação, ampliação e melhoramento começaram imediatamente ao longo de quatro anos. Era de longe o melhor campo do Alentejo e um dos melhores de Portugal.

O Campo Estrela também conheceu o seu período áureo durante os 14 anos em que o Lusitano permaneceu na 1.ª Divisão (1952-1966). No final de 1953, os bancos de madeira foram destruídos e substituídos por bancos de pedra, esticados ao longo do campo e foram instaladas cabines confortáveis.

A 13 de Novembro de 1955, o relvado foi inaugurado num jogo da liga contra o Sporting (empate 1-1), num jogo em que estiveram presentes os últimos quatro treinadores do clube (Severiano Correia, Cândido Tavares, Domingo García y García e Anselmo Pisa). Évora tornou-se a 5ª cidade do país a ter um campo relvado depois de Lisboa (Estádio Nacional, Estádio José Alvalade, Estádio da Luz, Campo das Salésias, Estádio da Tapadinha), Porto (Estádio das Antas e Estádio do Lima), Coimbra e Braga. O Lusitano era também em 1955 o único clube fora de Lisboa e Porto a ter um campo relvado, dado que o Estádio Nacional e o Estádio 28 de Maio eram propriedade do Estado e o Estádio de Coimbra era municipal.

A 4 de Abril de 1956, o Campo Estrela assistiu aos seus primeiros jogos internacionais ao receber o 2º. dia do Torneio Internacional da NATO, recebendo os jogos entre Itália e Turquia e entre Portugal e Egipto. Os outros dois dias foram disputados em Lisboa e no Porto. No ano seguinte, duas equipas de senhoras inglesas vieram a Portugal para apresentar a prática do futebol entre senhoras, que estava a dar os seus primeiros passos no estrangeiro. De novo Lisboa, Porto e Évora foram as cidades escolhidas.

Em 1964, um misterioso vírus destruiu completamente a relva.

Em 2022, o Campo Estrela foi um dos estádio selecionados para acolher a 26ª edição do Torneio Lopes da Silva de seleções Sub-15 das Associações de Futebol de Portugal organizado pela Federação Portuguesa de Futebol nas cidades de Évora e Beja, de 18 a 25 de junho. O estádio do Lusitano acolheu, entre outros jogos, a grande final entre as Associações de Futebol de Braga e Lisboa, em que a primeira saiu vencedora.[30]

As dimensões do relvado são de 105mx70m e chegou e comportar lotações de 25.000 pessoas.

Campo Estrela em 2022


Atualmente o Campo Estrela tem os dias contados uma vez que na sequência de um negócio ruinoso celebrado em 2006 o Lusitano procedeu a uma permuta com uma empresa imobiliária por forma a trocar os terrenos onde se situa o Campo Estrela por um campo a ser construído na Herdade da Silveirinha perto de Évora. Correram processos em tribunal o em que clube e empresas imobiliárias litigaram ao longo de vários anos, pelo incumprimento dos compromissos assumidos.

No dia 23 de maio de 2022, o Presidente do clube, Pedro Caldeira, anunciou em entrevista à Rádio Diana, a natureza de um acordo extrajudicial segundo o qual o Lusitano teria que entregar o Campo Estrela até Setembro de 2022. No seguimento desse acordo o Lusitano ficaria livre de qualquer participação na sociedade Evourbe e correspondentes dívidas, ficando plenamente proprietário de 10 hectares na Herdade da Silveirinha, a cerca de 3 quilómetro do Campo Estrela, onde o clube deverá continuar a sua atividade com um novo Estádio e complexo desportivo. [31], [32], [33], [34]

Complexo Desportivo da Silveirinha

Em 2006, Luiz Felipe Scolari e a Federação Portuguesa de Futebol escolheram Évora como centro de preparação para o Mundial de Futebol de 2006 na Alemanha. No entanto, embora a cidade dispusesse já na altura de excelentes infraestruturas hoteleiras e acessibilidades para receber a Seleção Nacional, não dispunha de um centro de estágio à altura. Este deveria servir para os treinos da seleção, bem como acolher uma partida de preparação entre Portugal e Cabo Verde. Assim, foi decido construir de raiz um complexo desportivo na Herdade da Silveirinha, a poucos quilómetros de Évora. O jogo com Cabo Verde realizou-se a 26 de maio de 2006 com uma vitória de Portugal por 4-1, tendo nesse jogo os jogadores de ambas a equipa entrado em campo com crianças dos escalões de formação do Lusitano pela mão.

A direção do clube, avançou então com uma proposta que se viria a revelar desastrosa. Num processo que envolveu Câmara Municipal, Lusitano, Federação Portuguesa de Futebol, uma empresa imobiliária (Eborimo), e posteriormente a CCDRA - após uma nega inicial - uniram-se na obtenção e viabilização de um espaço desportivo cujo modelo de gestão deveria assentar na criação complementar de um empreendimento turístico de interesse social e desenvolvimento, a construir de raiz, três quilómetros distante da cidade.

Foi arrelvado um campo e contruída uma pequena bancada, bem como dois balneários. Infraestruturas que foram reforçadas com outros meios amovíveis da FPF. No entanto, com a partida da seleção o complexo ficou votado ao abandono. O falhado projeto da SAD (2016-2021) tentou reabilitar o complexo desportivo mas este encontra-se mais uma vez em estado de acelerada degradação.

O futuro do clube deverá mesmo passar pelo Complexo Desportivo da Silveirinha uma vez que o Lusitano conseguiu mediante acordo judicial obter 10 hectares, em troca da entrega do Campo Estrela e de 20% da sociedade imobiliária Evourbe. As equipas desportivas do clube deverão realizar a sua atividade na Silveirinha logo que sejam desbloqueados assuntos relativos ao melhoramento das infraestruturas e destaque pela Câmara Municipal de Évora.[31], [32], [33], [35]

Outros

Na sequência do litígio entre o clube e a SAD, esta última foi proibida de aceder ao Campo Estrela, tendo a equipa da Lusitano SAD utilizado para os seus jogos na época 2020/2021, no Campeonato de Portugal, o Parque Desportivo Eng. Joaquim António Moreira Carneiro, gerido pelo SL Évora..

Plantel Atual 2022/23

  • Atualizado até 27 de setembro de 2022.

Nota: Bandeiras indicam equipe nacional, conforme definido pelas regras de elegibilidade da FIFA. Os jogadores podem ter mais de uma nacionalidade não-FIFA.

N.º Posição Jogador
1 G Filipe Semedo
2 D César Medina
3 D Léo Dias
4 D Pedro Amendoeira (capitão)
5 D João Mendes
6 M Mamade Fernandes
7 A Pereirinha
9 A Miguel Rosado (vice-capitão)
10 A Edu Vieira
11 A Vitor Martelo
24 G Manuel Djaló
14 D Alejandro Medina
N.º Posição Jogador
16 D José Quito (vice-capitão)
17 A Nosike Ossai
18 A Francisco Esporeta
20 M Ricardo Barreto
22 D Ibra Coulibaly (vice-capitão)
23 M André Farinha
27 A Youri André
28 M José Miranda
8 M Mohamet N'Diaye
42 D Adjackson Ramos
70 M Gui Ribeiro
77 M Charles Okwara
25 M Henrique Júlio

Equipamentos e Patrocinadores

Período Material Desportivo Patrocinador
1977-1978 Adidas
1985-1987 Evorabetão
1987-1988 Delta Cafés
1989–1992 Hummel FNAC
1992-1993 MagiCar
1995-1996 PNEUROPA
1997–2001 Terras D'el Rei
2003-2013 Patrick Delta Cafés
2013–2014 Desportreino Crédito Agrícola
2014-2018 Macron Porta da Ravessa
2018-2019 Nike Delta Cafés
2019-2020 Rakso SULREGAS
2020-2021 Macron A. Matos Car
2021-2022 Nike
2022-2023 Macron

Jogadores notáveis

  • Domingos Morais
  • Venâncio Morais
  • Rogério Morais
  • Cândido Tavares
  • Amaro Morgado
  • Belchior Canete
  • João Monginho
  • António Francisco Rosa
  • António Boulanger Martinho
  • Dinis Vital
  • José Pedro Biléu
  • Falé
  • Madeira
  • Patalino
  • Domingo García y García
  • Vicente Di Paola
  • Valle
  • Pepe
  • Soeiro
  • Augusto Batalha
  • Polido
  • Teotónio
  • Vicente Camilo
  • Athos
  • Paixão
  • Caraça
  • Flora
  • Teixeira da Silva
  • Paulo Russo da Silva
  • José Pereira Duarte
  • Miguel Bertral
  • Rodolfo Longo
  • Du Fialho
  • José "El Conejo" Cardona
  • Justo Wilfredo García
  • Melanio Olmedo
  • Palmeiro Antunes
  • Marciano
  • Mitó
  • Índio
  • Morato
  • Augusto Matine
  • Martelo
  • Ruzhin Kerimov
  • Manuel Sardinha
  • Joaquim Ramalho
  • Peres
  • Alexandre Alhinho
  • Óscar Duarte
  • Figueiredo
  • Zorrinho
  • Pio
  • Zambujo
  • José Cândido
  • Jorge Vital
  • Amri Nourredine
  • Macaé
  • Barradas
  • Jorge Teigão
  • Rui Romicha
  • Zé Eduardo
  • Robson
  • Paulo Sousa
  • José Carlos Barbosa
  • Ricardo Pateiro
  • Calila
  • Zé Tó
  • Tó Zé
  • Teixeira
  • João de Deus
  • Nuno Curto
  • Toni
  • Luís Canhoto
  • Jocy Barros
  • Hélder Cabral
  • Targino
  • Nuno Laurentino

Títulos

  • Campeonato da AF Évora - Divisão de Honra
    • Títulos (2): 2012/13, 2019/2020
  • Taça Dinis Vital
    • Títulos (5 - recordista): 2015/16, 2016/17, 2017/18. 2020/21. 2021/22 [39]

Histórico de Treinadores

  • Domingos Morais "Besnica" (1911)
  • Manuel Seixas Bandarra (1920)
  • Augusto Ramos (1926-1929)
  • Alberto Henriques Conceição (1932-34)
  • Cândido Tavares (1938)
  • Anselmo Pisa (1950/53)
  • Domingo Garcia y Garcia (1953/54)
  • Tavares da Silva (1954)
  • Cândido Tavares (1954/55)
  • Severiano Correia (1955/56)
  • Otto Bumbel (1956-1958)
  • Lorenzo Ausina (1958-1960)
  • Janos Biri (1960)
  • Dante Bianchi (1960)
  • Trindade dos Santos (1961)
  • João Brochado (1961)
  • Iosif Fabian (1962)
  • Otto Bumbel (1962)
  • Janos Biri (1962)
  • János Hrötkö (1963)
  • Humberto Buchelli (1964)
  • Filpo Núñez (1964)
  • Miguel Bertral (1964-1965)
  • Janos Biri (1966)
  • Miguel Bertral (1967-1969)
  • Alberto Cunha (1969–70)
  • Leonildo Vila Nova (1972-1975)
  • Francisco Percheiro Mitó (1975-77)
  • Mário Nunes (1977–78)
  • Juanito (1979–81)
  • Dinis Vital (1982–83)
  • Joaquim Teixeira (1983-84)
  • Carlos Alhinho (1984–85)
  • Francisco Percheiro Mitó (1985–87)
  • Carlos Cardoso (1987-88)
  • Pedro Gomes (1988–89)
  • Joaquim Meirim (1989–90)
  • Leonildo Vila Nova (1990)
  • Dinis Vital (1991–92)
  • Juanito (1992–93)
  • João Cardoso (1993–96)
  • José Rocha (1996-2000)
  • Luís Perdigão (2000–01)
  • Dinis Vital (2001–02)
  • Vitor Esmoriz(2002)
  • João Inverno(2002–03)
  • Pedro Baptista (2003-05)
  • Teixeira (2005-2006)
  • Prof. José Vasques (2006-2007)
  • Paulo Sousa (2007-2009)
  • João Paulo Fialho (2009-2010)
  • Luís Patrão (2010-2011)
  • Nélson Valente (2012-2015)
  • André Barreto (2016-2017)
  • Duarte Machado (2017-2018)
  • Rui Salgado (2018-2019)
  • Luís Santos (2020)
  • Nélson Valente (2020-2022)
  • João Nivea (2022-Incumbente)

Histórico de Dirigentes


1911-21 Domingos Coelho Morais "Besnica"

1921-22 Manuel Albergaria Seixas Bandarra

1923-25 - José do Pêso de Souza Benchimol

1925 - 1931 - Mário Ribeiro de Lemos

1929 - Álvaro de Araújo Vivaldo

1931 - José Varela Amaral

1933-34 Mário Ribeiro de Lemos

1934 - Clemente José Juncal

1935 - Mário Guimarães Palla

1936-37 Mário Ribeiro de Lemos

1938-43 Joaquim Augusto Câmara Manoel

1944 - Victor Manuel da Rocha Rodrigues Bastos

1946 - Joaquim Augusto Câmara Manoel

1947 - Geraldo Fernando Pinto

1948 - Joaquim Augusto Câmara Manoel

1949-50 Alberto José Pereira do Carmo Camara Manoel

1951 - Joaquim Augusto Câmara Manoel

1952-53 - João Barreiros de Torres Vaz Freire[40]

1954-55 - Félix de Mira

1956 - Américo Simões

1957-58 General Joaquim Plácido Duarte Silva

1959-63 - Serafim de Jesus Silveira Júnior

1964-65 - Luís Félix Nunes

1965-66 Joaquim António Moreira Carneiro

1972-73 - Gabriel Jaleco

1980 - Candeias Santos

1989 - Carlos Cunha

1994 - Francisco Chaveiro

1995 - Eduardo Morais dos Santos

1999 - 2007 Luís Morais dos Santos[41]

2007 - 2009 António Brito

2009 - 2011 - Manuel Porta[42]

2011 - 2018 - Luís Valente

2018 - (Incumbente) Pedro Caldeira

Filiais

Lusitano Ginásio Clube Moncarapachense (AF Algarve) - Fundado em 4 de março de 1953[43]

Lusitano Ginásio de Chão de Couce - (AF Leiria) - Fundado em 9 de agosto de 1967

Lusitano Ginásio Portuense

Lusitano do Calhabé

Lusitano Clube Arraiolense

Modalidades Amadoras

Inicialmente fundado com o nome Lusitano Futebol Clube, devido ao elevado número de sócios com tendências para outras atividades passou a designar-se Lusitano Ginásio Clube. Foram criada secções de ginástica, pugilismo, patinagem, basquetebol, andebol, pingue-pongue, ténis, tiro e hipismo.

Entre 1924 e 1928, o Lusitano atravessou um período áureo da sua carreira. A ginástica, o pugilismo e o futebol, modalidade orientadas por José Benchimol, tiveram um grande impulso e projetaram o clube além fronteiras.[44]

Henrique António Pires na Volta a Portugal de 1927

O clube participou na I volta a Portugal em bicicleta. No ano de 1927 a União Velocipédica de Portugal ao organizar a I volta a Portugal desafiou vários clubes a inscreverem-se, no entanto o elevado preço das inscrições levou muitos clubes a desistirem da participação... O Lusitano participou na prova rainha do ciclismo português com o atleta Henrique Pires que com o dorsal número 33 terminaria a prova, com a última etapa em Lisboa, em 8° lugar.[45],[46], [47]

Em entrevista ao jornal A Bola, a 13 de Setembro de 1945, o presidente Napoleão Palma dava conta que o clube contava com secções de atletismo, tiro, ténis de mesa, voleibol, basquetebol. Desde 1931 foi mantida com muitas dificuldades uma secção de ginástica infantil.[48]

A 1 de outubro de 1954 o clube abriu 28 classes de ginástica (educativa, aplicada, rítmica e corretiva), bem como três classes de danças clássicas e rítmicas.[49]

O clube teve ainda secções de ténis, rugby e orientação.

Referências

  1. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Lusitano Ginásio Club". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 7 de abril de 2016
  2. A Paixão do Povo, João Nuno Coelho, Francisco Pinheiro, Edições Afrontamento, ISBN972-36-0624-0, págs. 246 e 247
  3. A Bola, Ed.70, de 27 de Setembro de 1945
  4. https://www.osbelenenses.com/2014/12/1947-belenenses-inaugura-estadio-do-real-madrid-a-convite-deste/
  5. https://www.zerozero.pt/edition.php?id_edicao=125086
  6. Blogue do Lusitano Ginásio Clube 2011/11/Centenário Historia do Lusitano Ginásio
  7. Jornal A Bola, 14 de agosto de 1952, pág. 5
  8. Jornal A Bola, 29 de setembro de 1952, capa e página 5
  9. https://www.zerozero.pt/edition.php?jornada_in=4&id_edicao=71&fase=10054
  10. https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/famalicao/noticias/o-jogo-sentiu-o-pulso-a-euforia-em-famalicao-bem-vindos-a-vila-nova-de-leicester-11279664.html
  11. https://www.zerozero.pt/edition.php?jornada_in=6&id_edicao=71&fase=10054
  12. https://www.zerozero.pt/match.php?id=6764
  13. A Bola, Ed. 950, de 29 de Dezembro de 1952
  14. A Bola, Ed. 1005, de 7 de maio de 1953
  15. A Bola, de 20 de agosto de 1953
  16. https://www.wikisporting.com/index.php?title=1952/53
  17. https://www.zerozero.pt/edition.php?id_edicao=1054
  18. https://www.zerozero.pt/match.php?id=306197
  19. A Bola, Ed. 1251, 2 de dezembro de 1954, página 12
  20. A Bola, Ed. 1330, 4 de junho de 1955, pg. 1
  21. A Bola, Ed. 1330, 4 de junho de 1955, pg. 4
  22. A Bola, Ed. 1329, 2 de junho de 1955
  23. A Bola, Ed. 1381, 1 de outubro de 1955
  24. https://www.dianafm.com/lusitano-participa-no-distrital-com-nome-de-associacao-lusitano-1911/
  25. https://diariodoalentejo.pt/pt/desporto/11934/lusitano-de-evora-foi-a-terceira-equipa-alentejana-a-cair-para-os-distritais.aspx
  26. https://www.ojogo.pt/covid-19/af-de-evora-suspende-campeonatos-de-futebol-e-futsal-apos-parecer-do-delegado-de-saude-publica-13206325.html
  27. https://www.dianafm.com/lusitano-conquista-taca-dinis-vital/
  28. https://www.dianafm.com/taca-dos-campeoes-em-direto-na-dianafm/
  29. https://www.ordens.presidencia.pt/?idc=153&list=1
  30. https://www.fpf.pt/pt/competicoes/futebol/masculino/torneio-lopes-da-silva
  31. https://www.dianafm.com/lusitano-ginasio-clube-tem-de-sair-do-campo-estrela-ate-final-de-agosto/
  32. https://www.dianafm.com/event/falando-com-pedro-caldeira-2/
  33. https://odigital.sapo.pt/lusitano-de-evora-concorda-em-entregar-estadio-em-acordo-judicial-com-sociedade/?no_cache=1653725466&fbclid=IwAR1ELXXugfuO87VfAhEQK1LKthtYjCGyYhmCVn3vPoyvGp9jvOVhtEJawek
  34. https://televisaodosul.pt/campo-estrela-vai-ser-demolido/
  35. https://www.ojogo.pt/futebol/nao-profissional/noticias/lusitano-de-evora-entrega-estadio-em-acordo-judicial-com-sociedade-14895215.html
  36. http://www.adrianofilipe.com/conteudos/articlefiles/43-ASintrenseRecebeTacaDisciplina.pdf
  37. Clubes da 1.ª e 2:º Divisão 1963/64 - Emblemas, Albúm consultado em 31 de maio de 2022
  38. https://www.dianafm.com/futebol-em-direto-10/
  39. https://www.radiocampanario.com/ultimas/regional/lusitano-de-evora-conquista-da-taca-dinis-vital-2020-2021
  40. A Bola, Ed. 967, 27 de fevereiro de 1953
  41. https://www.record.pt/futebol/detalhe/lusitano-de-evora-pela-primeira-vez-nos-distritais
  42. https://www.registo.com.pt/desporto/%E2%80%9Ce-prematuro-afirmar-se-vamos-continuar-com-o-futebol-senior%E2%80%9D/
  43. https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/coluna-distrital/detalhe/lusitano-de-evora-apadrinha-festa-do-moncarapachense
  44. Breve história dos 4 clubes que começam amanhã a disputar a fase final, A Bola, pp.4, Ed.844, 26 de Abril de 1952
  45. https://www.facebook.com/lusitanogc/photos/a.10152142453869561/10158424695149561/
  46. http://booklandia.pt/Ciclismo/index.php?title=Volta_a_Portugal_1927
  47. http://www.cyclingarchives.com/voorloopfiche.php?wedstrijdvoorloopid=6395
  48. A Bola, Ed. 66, de 13 de setembro de 1945, página 3
  49. A Bola, Ed. 1218, 16 de setembro de 1954

Ligações externas

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