Macrostrombus costatus

Macrostrombus costatus (nomeada, em inglês, Milk conch,[2][3] Hawk wing conch, Harbour conch ou Ribbed stromb;[2] em castelhano, Caracol blanco ou Lanceta;[4] em português, Búzio cambute ou Búzio corcunda)[2] é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Strombidae. Foi classificada por Johann Friedrich Gmelin em 1791; descrita como Strombus costatus[1] e assim classificada até o século XX[3] (com Long Island, nas Bahamas, citada como localidade de coleta de seu tipo nomenclatural).[2] É nativa do oeste do oceano Atlântico; do sul da Flórida (EUA)[3] às Antilhas, no mar do Caribe, norte da América do Sul e pela costa brasileira,[2] do Maranhão até São Paulo, na região sudeste;[5] e também no Atol das Rocas, Abrolhos, Trindade e Martim Vaz.[6] Está listada como espécie vulnerável (VU) no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicado em 2018 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, com a conclusão desta avaliação feita em 2012.[7]

Macrostrombus costatus

Duas conchas de M. costatus, em vista inferior.
Estado de conservação

Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Littorinimorpha
Superfamília: Stromboidea
Família: Strombidae
Género: Macrostrombus
Petuch, 1994[1]
Espécie: M. costatus
Nome binomial
Macrostrombus costatus
(Gmelin, 1791)[1]
Sinónimos
Strombus costatus Gmelin, 1791
Aliger costatus (Gmelin, 1791)
Lobatus costatus (Gmelin, 1791)
Lambis accipitrina Röding, 1798
Strombus accipiter Dillwyn, 1817
Strombus inermis Swainson, 1822
Strombus integer Swainson, 1823
Strombus jeffersonia Van Hyning, 1945
(WoRMS)[1]

Descrição da concha

Conchas de 10[2] a quase 23 centímetros,[8] quando desenvolvidas, de coloração branca,[6] amarela, laranja ou salmão;[9][10] com sua espiral dotada de 10 a 11 voltas e com a sua última volta formando uma aba dotada de lábio externo engrossado e arredondado,[6] sem a longa projeção direcionada para cima, característica de Lobatus gallus. Sua columela é brilhante e suas voltas possuem protuberâncias, com a superfície da concha dotada de estrias suaves. Sua abertura apresenta um opérculo córneo que não fecha completamente sua entrada. Indivíduos juvenís são rosados e apresentam lábio externo fino, podendo ser confundidos pelo não-especialista com conchas do gênero Conus.[2]

Habitat e uso

Macrostrombus costatus ocorre em águas rasas, entre 2 a 55[8] metros de profundidade e em substrato arenoso ou de arrecifes.[6] Segundo Moscatelli, esta espécie é utilizada pelo Homem, como alimento, em Pernambuco, região nordeste do Brasil.[2] Pode ser encontrada nos sambaquis da costa brasileira.[11]

Ligações externas

Referências

  1. «Macrostrombus costatus» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 27 de abril de 2020
  2. MOSCATELLI, Renato (1987). A Superfamília Strombacea no Atlântico Ocidental. São Paulo: Antônio A Nano & Filho Ltda. p. 46-48. 98 páginas
  3. ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 76. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0
  4. WARD, C. Herb (2017). Habitats and Biota of the Gulf of Mexico: Before the Deepwater Horizon Oil Spill. Volume 1: Water Quality, Sediments, Sediment Contaminants, Oil and Gas Seeps, Coastal Habitats, Offshore Plankton and Benthos, and Shellfish (em inglês). New York: SpringerOpen - Google Books. p. 775. 868 páginas. ISBN 978-1-4939-3445-4. Consultado em 25 de abril de 2020
  5. «Aliger costatus». Conquiliologistas do Brasil. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2018
  6. RIOS, Eliézer (1994). Seashells of Brazil (em inglês) 2ª ed. Rio Grande, RS. Brazil: FURG. p. 68. 492 páginas. ISBN 85-85042-36-2
  7. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (2018). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (PDF). Volume 1. Brasília: ICMBio/MMA. p. 467. 492 páginas. ISBN 978-85-61842-79-6. Consultado em 31 de outubro de 2019
  8. «Lobatus costatus (Gmelin, 1791) milk conch» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2018
  9. «Lobatus costatus» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2018. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021
  10. «Lobatus costatus (Gmelin, 1791) Juvénile» (em francês). Forum Francophone des Coquillages Actuels. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2018
  11. SOUZA, Rosa Cristina Corrêa Luz de; LIMA, Tania Andrade; SILVA, Edson Pereira da (2011). Conchas Marinhas de Sambaquis do Brasil 1ª ed. Rio de Janeiro, Brasil: Technical Books. p. 174. 252 páginas. ISBN 978-85-61368-20-3
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