Maiquinique

Maiquinique é um município brasileiro do estado da Bahia. Tem como principal função econômica a pecuária, a agricultura de subsistência, a indústria de calçados e um polo de extração de minério, o grafite. O município de Maiquinique, com área de 588.275 km², está localizado ao sudoeste da Bahia e ao Nordeste do Brasil, fica a 633 km de Salvador (via BR-116) e em 2018 tinha uma população estimada pelo IBGE de 10 016 habitantes,[2][5] com um clima quente e úmido. A palavra indígena Maiquinique vem do tupi-guarani e significa Rio de Peixes Pequenos.

Maiquinique - BA
  Município do Brasil  
Praça Wilian Faria Valadão Fonte da foto: SIRLANDIO DE SOUZA RAMOS
Praça Wilian Faria Valadão

Fonte da foto: SIRLANDIO DE SOUZA RAMOS

Símbolos

Bandeira

Brasão de armas
Hino
Lema Maiquinique Cidade Grafite
Gentílico maiquiniquense
Localização
Localização de Maiquinique - BA na Bahia
Localização de Maiquinique - BA na Bahia

Maiquinique - BA
Localização de Maiquinique - BA no Brasil
Mapa de Maiquinique - BA
Coordenadas 15° 37' 15" S 40° 15' 57" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Macarani, Itarantim e Jordânia
Distância até a capital 633 km
História
Fundação 20 de janeiro de 1935 (87 anos)
Administração
Prefeito(a) Valéria Silveira- (MEIO MANDATO) (Podemos)
Características geográficas
Área total [1] 588,275 km²
População total (IBGE/2022[2]) 9,452 hab.
Densidade 0 hab./km²
Clima Tropical quente e úmido
Altitude 354 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 45770-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,576 baixo
PIB (IBGE/2016[4]) R$ 93 411 mil
PIB per capita (IBGE/2016[4]) R$ 9 173,22
Sítio http://www.maiquinique.ba.gov.br (Prefeitura)

História

Os primeiros habitantes da localidade onde hoje situa-se a cidade de Maiquinique foram os índios. O povoado de Maiquinique começou a surgir a partir dos anos de 1930, sendo oficialmente fundado em 20 de janeiro de 1935 por Francisco Martins de Almeida. O seu território originou-se da propriedade de Permínio Melo Flores que possuía no local um armazém e uma hospedaria que abrigava viajantes, tropeiros e boiadeiros naquele tempo. Esta mesma propriedade acabou sendo vendida ao Sr. Aleixo Pereira Passos, que doou quatro alqueires a Francisco Martins de Almeida visionário que incentivou a criação de um pequeno arraial cujo nome "Maiquinique" é devido ao rio que banha a região.

Em 1934 só havia em Maiquinique como via de circulação das pessoas uma velha estrada onde também era muito comum os boiadeiros passarem conduzindo a boiada. Permínio e família morava à beira dessa mesma estrada, onde havia uma casa e um barracão que hospedava os viajantes, também se encontrava no local uma venda e uma pequena loja. Daí então, como Francisco Martins tinha o desejo de formar nessa localidade um pequeno povoado e que consequentemente pudesse se tornar uma cidade. Foram reunidos alguns homens que fizeram um mutirão e criaram uma abertura com a roçagem da área. Participaram desse momento histórico os senhores: Maçu Gato, Anízio Bonifácio, Simião Magro, Marciano Rocha, João Porto, Jacinto Filho, Alvino Chaves, José Furtuoso, João de Inácio, Francisco José dos Santos, entre outros.

Na ausência de recursos para fazer tijolos e a dificuldade de obter cimento, os moradores começaram a erguer suas casas com paredes de enchimento e cobertura de palha. As primeiras casas foram construídas em torno do que é hoje a Praça Lomanto Júnior (a primeira feira livre também funcionava no mesmo local). Em 1936 havia sido feita escritura do povoado, sendo registrada na prefeitura da cidade de Macarani. A partir então, Maiquinique tornou-se povoado pertencente ao município de Macarani. Após o surgimento do povoado, deu-se a doação de terras pertencidas ao senhor Francisco Martins de Almeida e sua esposa Felismina Alves Martins, no dia 23 de abril de 1946, tendo como donatário a Prefeitura Municipal de Macarani. Entre as décadas de 1940 e 1950 Maiquinique começava crescer e já era possível observar o surgimento de várias casas na localidade. As primeiras ruas nasceram em torno da Praça Lomanto Júnior, foram elas: Rua Francisco Martins, Rua Tertulino Silveira Lima, Rua 7 de Setembro, Rua 16 de Julho e a Ruy Barbosa.

Em 1953 Maiquinique sobe de categoria, deixa de ser povoado e passa a ser distrito de Macarani.

Maiquinique veio a ser emancipada após 27 anos de sua fundação, em 16 de Julho de 1962 pelo decreto do ex-governador do estado da Bahia, Juracy Magalhães, elevando Maiquinique a categoria de município, criado com território desmembrado do município de Macarani, por força da Lei Estadual nº 1.718, de 16.07.1961, passando a ser Comarca de Macarani.

Em 18 de abril de 1969, o então prefeito de Maiquinique, Nelson José de Oliveira adquiriu dez hectares de terras pertencidas a Alfírio Alves Ferreira, onde foi instalado o distrito de Pouso Alegre, pertencente ao município. A sede de Maiquinique atualmente limita-se ao nascente com a propriedade de Beline Santos e Lourival Oliveira, ao poente com a propriedade de Adauto Meira, ao norte com o Rio Maiquinique, e, ao sul com propriedade de Lourival Oliveira e Nadir Alves.

Administração Pública

  • O primeiro prefeito de Maiquinique, foi Luiz Rodrigues Silva, no mandato de 1 de janeiro de 1963 a 31 de dezembro de 1966. O qual era vereador do município de Macarani, quando Maiquinique ainda era distrito da mesma.
  • O segundo Prefeito de Maiquinique, foi Nelson José de Oliveira, que administrou de 1967 a 1970.
  • O terceiro prefeito de Maiquinique, foi Nataniel Souza Silveira, administrou com mandato de 2 anos, de 1 de janeiro de 1971 a 31 de dezembro de 1972.
  • O quarto prefeito foi Claudionor Coelho dos Santos, com mandato de 4 anos, que administrou de 1973 a 1976.
  • O quinto prefeito foi novamente Nataniel Souza Silveira, no seu segundo mandato, no período de 1977 a 1982. Considerado o prefeito que mais trabalhou em benefício da cidade realizou diversas obras.
  • O sexto prefeito foi Nemésio Meira Júnior, com mandato de 4 anos, de 1983 a 1988.
  • O sétimo prefeito foi José Francisco de Lacerda, que administrou de 1989 a 1992.
  • O oitavo prefeito foi novamente Nemésio Meira Júnior, que administrou pelo segundo mandato, de 1993 a 1996.
  • O nono prefeito foi novamente José Francisco de Lacerda, pelo seu segundo mandato o qual administrou de 1997 a 2000.
  • O décimo prefeito foi Dernilson de Souza Porto, que administrou a partir de 1 de janeiro de 2001 e se afastou, por problemas de saúde, em 25 de maio do mesmo ano, quando assumiu o vice- prefeito, Wilian Faria Valadão. Depois de 3 meses, o prefeito Dernilson voltou a administrar o município, continuando com problemas de saúde, e renunciou definitivamente do cargo de prefeito em 14 de novembro de 2001, assumindo então definitivamente Wilian Faria Valadão como prefeito; depois de alguns meses à frente da prefeitura de Maiquinique, Wilian Faria Valadão, em viagem de visita a sua família em São Paulo, foi assassinado com dois tiros à queima roupa no dia 23 de março de 2002. Veio então assumir a prefeitura o presidente da Câmara, Nivaldo Sousa Guimarães, em 25 de março de 2002, tendo ficado 90 dias como prefeito interino, até que fossem realizadas novas eleições, que disputou e nas quais venceu seu concorrente Nemésio Meira Júnior.
  • O décimo primeiro prefeito foi Nivaldo de Sousa Guimarães, no período de 16 de julho de 2002 a 31 de dezembro de 2004.
  • O décimo segundo foi novamente, pela terceira vez, Nemésio Meira Júnior, que administrou de 1 de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008.
  • O décimo terceiro prefeito foi Jesulino de Souza Porto, no mandato de 1 de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2012.
  • A décima quarta prefeita é Maria Aparecida Lacerda, popularmente conhecida com o pseudônimo de Minininha, assumindo a prefeitura em 1 de janeiro de 2013 até o dia 31 de novembro de 2018, sendo ela a primeira mulher prefeita do município de Maiquinique, eleita com 50,88 % dos votos válidos, em umas das disputas mais acirradas do estado da Bahia, nas eleições de 7 de outubro de 2012.
  • O atual prefeito é Jesulino de Souza Porto, com um mandato que irá de 1 de janeiro de 2017 até 31 de dezembro de 2020, sendo este, eleito com 50,98% dos votos válidos.

Geografia

Limites do município:

Hidrografia

O município é banhado pelos rios: Maiquinique, Piabanha, e pequenos córregos tais como: Palmeira, Esperança e Ingazeira. Pode-se incluir também os rios: Alegria, Cana Brava e Ribeirão do Salto.

Estradas com ligação ao município

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 16 de novembro de 2014
  2. «estimativa_ibge_2018.xls». agenciadenoticias.ibge.gov.br. Consultado em 21 de abril de 2019
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013
  4. «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 21 de abril de 2019
  5. «Maiquinique IBGE». IBGE. 2017. Consultado em 19 de julho de 2018
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