Malaio do Cabo
Malaios do Cabo é a designação dada pelo regime do apartheid aos descendentes de javaneses - não malaios, que se encontravam sob domínio britânico - trazidos para a Colónia do Cabo (da África do Sul) pela Companhia Holandesa das Índias Orientais, durante o século XVII; nesse contexto, eram considerados um subgrupo dos mulatos ou "coloured". A única característica distintiva deste grupo de pessoas era pertencerem tradicionalmente à religião muçulmana, considerando-se historicamente como os introdutores desta religião na África do Sul.[1]

Para além desta característica religiosa tradicional, os "malaios do Cabo" falavam preferencialmente afrikaans, cultivavam uma música de origem neerlandesa (chamada por eles próprios "neerlandslied"), mas ofereceram àquela língua euro-africana várias palavras, muitas relacionadas com a culinária, como a palavra para banana, "pinseng", as espetadas "sosaties" e os guisados, ou "bredie".
Um aspecto interessante na sua música é estarem organizados no "Corpo dos Coros dos Malaios do Cabo", que agrega 38 coros.[2]
Referências
- Haron, Muhammed (s.d.) "Conflict of Identities:The Case of South Africa's Cape Malays" na página do Dr. Phua Kai Lit, no site Tripod.com Arquivado em 16 de outubro de 2006, no Wayback Machine. acessado a 26 de maio de 2010 (em inglês)
- The Cape Malay Choir Board[ligação inativa] acessado a 1 de junho de 2010 (em inglês)