Maria Ifigênia
Maria Ifigênia de Alvarenga (São João del-Rei, c. 1779 — São Gonçalo do Sapucaí, 9 de maio de 1794) é a filha primogênita do casal inconfidente Bárbara Heliodora e Alvarenga Peixoto.
| Maria Ifigênia | |
|---|---|
![]() Maria Ifigênia | |
| Nome completo | Maria Ifigênia de Alvarenga |
| Nascimento | c. 1779 São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil |
| Morte | 9 de maio de 1794 São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais, Brasil |
| Nacionalidade | brasileira |
Biografia
Consta que o casamento de Bárbara Heliodora com Alvarenga ocorrera após o nascimento de Maria Ifigênia, quando esta tinha aproximadamente três anos de idade.[1]
Viveu com os pais entre São João del-Rei, Campanha e São Gonçalo do Sapucaí, lugares onde seus pais possuíam incontáveis propriedades.[2] Ao completar sete anos Alvarenga escreveu e dedicou-lhe o poema intitulado Amada Filha, contendo conselhos religiosos.[3]
Nos Autos da Devassa, um inconfidente chegou a confessar que Alvarenga cogitava ser o rei do então governo dissidente, Bárbara a rainha, e Maria Ifigênia a princesa.[4][5]
Maria Ifigênia morrera em um acidente quando em percurso entre o arraial de São Gonçalo e a vila da Campanha da Princesa da Beira, tendo caído do cavalo que conduzia e não resistido[6][7]. Ifigênia contava com 15 anos de idade. Seu assento paroquial de óbito não apresenta a causa da morte, apenas trazendo o registro do sepultamento no adro da capela de São Gonçalo, e ao fim do texto uma frase incomum, em que o vigário cita: "não declaro mais este assento que vejo. De que fiz este assento, O Coadjutor Padre Luiz Diogo da Silva Torres". O registro carece de detalhes e destoa significantemente dos demais em seu conteúdo[8]. Possivelmente este tenha sido feito de maneira sucinta e discreta propositalmente, haja vista que a condenação dos réus da Conjuração Mineira havia se dado dois anos antes, sendo portanto, recente.
Em meados da década de 20, os restos mortais de Bárbara e seus filhos foram trasladados ao cemitério da cidade[9].
Referências
- «Alvarenga Peixoto e Bárbara Eliodora». São João del Rei Online. Consultado em 10 de julho de 2012
- de Sousa e Silva, Joaquim Norberto (1865). Obras poéticas de Inácio José de Alvarenga Peixoto. Rio de Janeiro: Livraria Garnier. Consultado em 5 de agosto de 2012
- Malard, Letícia (2006). Literatura e dissidência política. Belo Horizonte: Editora UFMG. ISBN 85-7041-488-9. Consultado em 24 de novembro de 2012
- Rodrigues, André Figueiredo. A mulher na Inconfidência Mineira (PDF). Guarulhos: Academia Guarulhense de Letras. Consultado em 10 de maio de 2012
- Autos da Devassa da Inconfidência Mineira. Brasília: Câmara dos Deputados. 1976
- da Silva, Domingos Carvalho (outubro de 1958). «Bárbara Heliodora - poetisa». São Paulo. O Estado de S. Paulo (25.591): 36. Consultado em 1º de junho de 2015
- Coelho, Nelly Novaes (2002). Dicionário crítico de escritoras brasileiras: 1711-2001. [S.l.]: Escrituras. p. 86–87. ISBN 978-85-7531-053-3
- «Registro religioso de óbito - Maria Ifigênia». FamilySearch. Consultado em 24 de novembro de 2013
- Leonel de Rezende, Roberto (1992). Rudimentos Históricos de São Gonçalo do Sapucaí. Três Corações: Excelsior Gráfica e Editora
