Maritaca (gravadora)
Maritaca é uma gravadora de música instrumental brasileira fundada em 1997 pela flautista Léa Freire, sendo uma das principais gravadoras nacionais desse segmento, que também lançou e produziu mais de 50 CDs[1].
| Maritaca | |
|---|---|
![]() | |
| Fundação | 1997 |
| Fundador(es) | Léa Freire |
| Gênero(s) | Música instrumental |
| País de origem | Brasil |
| Página oficial | http://www.maritaca.art.br/index.html |
História
Nos anos 90, quando mal havia internet e a música dependia de uma mídia chamada CD, o tamanho do fosso era gigante. De um lado, os artistas de gravadoras aproveitavam o que restava do velho formato de negócio dominando espaços da mídia de então. De outro, os "sem-selo" viviam da sorte de um contrato com companhias menores. Cansada do apartheid cultural que via se fortalecer, e rodeada por amigos talentosos, a flautista e compositora Léa Freire fez sua própria transformação[2].
Depois de ficar fora da música por onze anos, trabalhando como administradora financeira, Lea resolveu reunir as economias pessoais reforçadas por uma herança familiar e abriu um selo. O Maritaca seria bancado por ela sem nenhum compromisso com retornos financeiros nem envolvimento artístico externo. “Algumas pessoas compram lanchas, outras compram carros. Eu decidi apostar em música”, diz Lea[2].
Entre os discos lançados pela Maritaca neste ano estão "A Mil Tons", um dueto entre o piano de Amilton Godoy e a flauta de Léa Freire, com composições do pianista; "Arraial", terceiro disco do grupo Vento em Madeira; “Flor de Sal”, sétimo disco da carreira do compositor e multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo; "Na Calada do Dia", do baterista e compositor Edu Ribeiro (também Trio Corrente); e "Troubadour", do contrabaixista francês, estabelecido no Brasil, Thibault Delor. A Maritaca, segundo Léa, visa estimular a formação e o conhecimento do público para apreciação desse gênero musical de linguagem universal e necessário, que pede do ouvinte atenção e entrega na audição[3]. Neste panorama, o selo Maritaca vem realizando um trabalho significativo, ao agrupar nomes da música instrumental, investindo e divulgando a produção de inúmeros compositores e instrumentistas. No seu catálogo estão cerca de 60 álbuns com repercussão internacional, além de livros de partituras. Grandes músicos já gravaram na Maritaca, com plena liberdade artística, como Arismar do Espírito Santo, Amilton Godoy, Laércio de Freitas, Bocato, Mozar Terra, Teco Cardoso, Banda Mantiqueira, Trio Corrente (vencedor de dois Grammys Awards), Silvia Goes, Zéli, Nenê, Theo de Barros, entre outros[3].
Referências
- «Faculdade Santa Marcelina - São Paulo - SP | Notícias». santamarcelina.org.br. Consultado em 9 de junho de 2021
- «Gravadora Maritaca comemora 20 anos de coragem». ISTOÉ Independente. 20 de outubro de 2017. Consultado em 9 de junho de 2021
- «Selo Maritaca completa 20 anos como referência da música instrumental». Selo Maritaca completa 20 anos como referência da música instrumental. Consultado em 9 de junho de 2021
