Mendes Botelho

José Mendes Botelho, mais conhecido como Mendes Botelho (Brasília de Minas, 7 de maio de 19427 de março de 2001) foi um professor, engenheiro mecânico e político brasileiro. Exerceu o mandato de deputado federal constituinte em 1988.[1]

José Mendes Botelho
Nascimento 7 de maio de 1942
Brasília de Minas
Morte 7 de março de 2001 (58 anos)
Cidadania Brasil
Ocupação político

Mendes Botelho participou da alteração do Projeto de Resolução N° 231-A (1990); opinou pela prejudicialidade do Projeto de Resolução n° 30/91 e das Emendas oferecidas em Plenário; opinou pelo provimento do Recurso n° 79/92; e opinou pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Resolução nº 75/9.[2]

Enquanto prefeito de Santo André, Mendes Botelho foi acusado de corrupção e calúnia por supostamente aceitar um garrote e três novilhas, premiados em exposição, atribuindo-lhes o valor de três milhões de cruzeiros, em troca de cessão de Próprios Municipais e outras vantagens, para a realização de uma feira, pela firma Marcan. No entanto, a denúncia foi rejeitada pelo Tribunal Pleno.[3]

Vida e família

Mendes Botelho nasceu em 1942, em Brasília de Minas, no estado de Minas Gerais. Filho de Cristóvão Alves Botelho e Percelina Mendes Botelho, Mendes se tornou bacharel em engenharia mecânica pela Universidade Católica de Belo Horizonte, no ano de 1968. [4]

Foi casado com Diva Marilena de Araújo Botelho e teve três filhos.

Morreu em 2001, seis anos após sair da vida política.

Carreira política

Mendes Botelho iniciou sua carreira política em 1976 ao exercer o cargo de Vereador da cidade de Santo André. De 1986 a 1994, ele exerceu o cargo de Deputado Federal ao ser eleito durante três mandatos.[5][6]

Depois da experiência como Deputado Estadual, o ex-deputado deixou a política ao não conseguir a reeleição. Em 1999, Botelho voltou a cena política ao ser indicado pela Federação Nacional dos Ferroviários para assumir o cargo de juiz classista.[5]

Atividades profissionais e cargos públicos

  • Professor de Matemática e Estatística (Instituto de Ensino Superior Senador Flaquer - Santo André/SP)
  • Vereador da cidade de Santo André (1977 - 1983)
  • Presidente do Sindicato dos Ferroviários do Estado de São Paulo (1982-1994)
  • Secretário-Geral (Federação Nacional dos Ferroviários)[7]

Morte

José Mendes Botelho faleceu no dia 7 de março de 2001 após ingerir água que estava na geladeira de sua casa. De acordo com o laudo publicado pelo Instituto Adolfo Lutz, o líquido estava contaminado com cianureto, uma substância imperceptível por não ter cheiro ou cor. Quem apurou o caso foi o 3° Departamento Policial (Santa Efigênia), presidido pelo delegado titular Francisco Missaci.[8]

Assim que ingeriu o líquido, o presidente do sindicato foi levado para o Hospital Santa Izabel e encaminhado para a UTI, mas acabou não resistindo. De acordo com as investigações, a morte do sindicalista apresentava indícios de homicídio e o principal suspeito seria Marcos Antônio Coutinho da Silva, ex-diretor do sindicato.[9]

Referências

  1. «Mendes Botelho - CPDOC». CPDOC. Consultado em 2 de janeiro de 2018
  2. «Arquivos». Câmara dos Deputados. Consultado em 20 de setembro de 2018
  3. «Inquérito» (PDF). STF. Consultado em 20 de setembro de 2018
  4. Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «JOSE MENDES BOTELHO | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 26 de setembro de 2018
  5. Chagas, Adélia. «Laudo de Sindicalista». Folha de S. Paulo
  6. «Os constitiáiites da Nova República» (PDF). Jornal de Brasília. 1 de fevereiro de 1987. Consultado em 20 de setembro de 2018
  7. «Conheça os Deputados». Câmara dos Deputados. Consultado em 20 de setembro de 2018
  8. «Morte de Sindicalista - Laudo comprova envenenamento». Folha de S. Paulo. Consultado em 20 de setembro de 2018
  9. «Assassinatos no Sindicato». Jornal Nacional. Consultado em 20 de setembro de 2018
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