Nelson Felix
Nelson Felix (Rio de Janeiro, 1954)[1] é artista plástico.
| Nelson Felix | |
|---|---|
![]() Nelson Felix | |
| Nome completo | Nelson Tavares Felix de Oliveira |
| Nascimento | 13 de março de 1954 (68 anos) Rio de Janeiro, RJ |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | escultor, desenhista e artista gráfico |
| Movimento estético | Arte Contemporânea |
| Página oficial | |
| http://www.nelsonfelix.com.br | |
Biografia
Inicia sua formação com Ivan Serpa, em 1971.[1] Estuda arquitetura na Universidade Santa Úrsula, onde tem aula com Lygia Pape (1927-2004), formando-se em 1977. Realiza sua primeira exposição individual em 1980, na Galeria Jean Boghici,[2] no Rio de Janeiro, reunindo uma série de desenhos feitos com aquarela e carimbo.
No início da década de 1980, trabalha predominantemente com desenho. Em meados da década, faz suas primeiras esculturas, utilizando materiais nobres, de forte tradição, como metal e mármore carrara, mas também borracha macia, grafite maciço ou em pó e outros. Elementos geométricos e orgânicos lhe permitem uma experimentação tanto no campo da forma, quanto das relações que investigam tensões e problematizam as distinções entre natureza e cultura, corporalidade e transcendência, matéria e presença. Também neste período, começa a definir alguns de seus trabalhos por séries, de longa realização no tempo, como Série Gênesis (1988- ), e a utilizar coordenadas geográficas e posições cósmicas para definir as soluções de implantação - Cruz na América (1984-2004), Grafite (1998) e Série Árabe (2001), entre outros.[3] Desde então, esse procedimento vem orientando suas decisões, como em Concerto para encanto e anel (2005-2009) e 4 Cantos e Verso (2008-2013), em que desenvolve um pensamento que toma o espaço global como seu principal elemento poético.
Felix participa de exposições e mostras coletivas no Brasil e no exterior, entre elas a XXIII Bienal de São Paulo (1996)[4] e as III e IV edições de Arte/Cidade (1997 e 2002), realizando exposições individuais em instituições como o MASP (1993), Museu da Vale (2006) e Instituto Tomie Ohtake (2013). O artista tem trabalhos nas coleções Gilberto Chateaubriand, João Sattamini, MAM-Rio e MAM-SP, entre outras coleções privadas brasileiras e estrangeiras. Foi Bolsista do Ministério da Cultura da França (1989), da Fundação Vitae (1991) e artista residente na Curtin University, na Austrália (1994).
Tem livros publicados pela editora Cosac Naify [5] (1998), com texto Rodrigo Naves; Casa da Palavra (2001), com textos de Glória Ferreira, Nelson Brissac e Sonia Salzstein. Em 2005, a Editora Pinakotheke publica Trilogias - conversas entre Nelson Felix e Glória Ferreira 1999/2004. Em 2011, a Casa Editora 11 lança Concerto para Encanto e Anel, com textos de Ronaldo Brito e Marisa Flórido.
Em novembro de 2013, após várias semanas de montagem, Felix inaugurou a exposição Verso (meu ouro, deixo aqui) no Instituto Tomie Ohtake e Verso, na Galeria Millan. As duas exposições compõem a segunda parte de um trabalho realizado em dois lugares distintos, que se rebatem e, assim, complementam-se. 4 Cantos, realizada em 2008 em Portugal, é a primeira parte.[6] Sua produção encontra-se em coleções públicas como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (coleção Gilberto Chateaubriand) e o Museu de Arte do Rio (MAR).
Referências
- Equipe Itaú Cultural. «Nelson Felix». Itaú Cultural. Consultado em 26 de setembro de 2013
- Equipe Bolsa de Arte. «Nelson Felix». Bolsa de Arte. Consultado em 15 de agosto de 2013
- Nelson Felix. «Site Nelson Felix». Site Nelson Felix. Consultado em 20 de junho de 2013
- Equipe Bienal de São Paulo. «Nelson Felix na Bienal de São Paulo». Bienal de São Paulo. Consultado em 26 de setembro de 2000 Verifique data em:
|acessodata=(ajuda) - Equipe CosacNaif. «Livro Nelson Felix». Editora CosacNaify. Consultado em 30 de outubro de 1998. Arquivado do original em 3 de janeiro de 2014 Verifique data em:
|acessodata=(ajuda) - Equipe Instituto Tomie Ohtake. «Exposição Nelson Felix». Instituto Tomie Ohtake. Consultado em 1 de novembro de 2013. Arquivado do original em 3 de janeiro de 2014
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