Oromas

Os oromas,[1][2][3] também referidos como oromos,[4][5] são um povo do sul da Etiópia e nordeste do Quênia, falam a língua Oromo

 Nota: Se procura pela língua cuchítica falada pelos oromos no Sul da Etiópia e partes adjacentes, veja Língua oromo.
Oromo
Oromoo
Bandeira do Sistema Gadaa de governança democrática Oromo
Mulheres oromo
População total

Cerca de 36 milhões (2020)

Regiões com população significativa
 Etiópia35 175 000 (2020)
 Quênia656 636 (2019)
Somália87 000
 Estados Unidos40 000
Línguas
Oromo
Religiões
Islamismo (55%), Igreja Ortodoxa Etíope (32%), Protestantismo P'ent'ay (9%) e Waaqeffanna (4%)
Grupos étnicos relacionados
Somalis

Eles são o maior grupo étnico da Etiópia e representam uma grande parte da população da Etiópia.

Origem e história

O povo Oromo é um dos povos mais antigos que habitam a região do Chifre da África. Estudos de etnologia e linguística sugerem que provavelmente os Oromos tem sua origem em torno do lago Chew Bahir e Lago Chamo.

O povo habita o leste e nordeste da África desde pelo menos o início do primeiro milênio. Os Oromos aumentaram seus números através da Oromização (Meedhicca, Mogasa e Gudifacha), assimilação forçada de outros grupos étnicos, bem como a inclusão de povos mistos (Gabaro).

O primeiro registro verificável que menciona o povo Oromo foi realizado por um cartógrafo italiano Fra Mauro em 1460, mas acredita-se que o povo oromo deu origem a outros povos da região como os somalis.

O povo Oromo utiliza o sistema democrático de governança chamado, Sistema Gadaa sendo um líder eleito e seu mandato durando oito anos, com uma eleição ocorrendo ao final desse período.

Religião

Os Oromo seguiam sua religião tradicional, Waaqeffanna, e eram resistentes à conversão religiosa antes da assimilação em sultanatos e reinos cristãos.

A longa guerra de 30 anos (1529-1559) entre as três frentes, Oromos, cristãos e muçulmanos, resultou na dissipação das forças políticas de todos os três.

No século XIX e primeira metade do século XX, os esforços dos missionários protestantes e católicos espalharam o cristianismo entre os oromos. Atualmente as duas religiões Cristianismo e Islamismo aglutinam a maior parte da crença religiosa do povo, com um pequeno percentual professando a religião tradicional, o Waaqeffanna.

Estratifição social

Igual a outros grupos étnicos no Chifre da África e na África Oriental, os Oromos desenvolveram uma estratificação social composta por quatro estratos. Os estratos mais altos eram os nobres chamados de borana; abaixo deles estavam os Gabbaro (textos etíopes dos séculos XVII a XIX os referem como dhalatta).

Abaixo desses dois estratos superiores, existiam os mais desprezados sendo os artesãos, e no nível mais baixo dos escravos.

Residência oromo.

Referências

  1. «Violência tribal deixa mais de cem mortos na região etíope de Oromia - 30/05/2008 - EFE - Internacional». noticias.uol.com.br. Consultado em 29 de setembro de 2016
  2. «Violência deixa mais de cem mortos em região etíope». Consultado em 29 de setembro de 2016
  3. «Medalhista etíope diz ter medo de regressar ao seu país». Consultado em 29 de setembro de 2016
  4. «Anistia Internacional acusa Etiópia de torturar etnia oromo». 28 de outubro de 2014. Consultado em 29 de setembro de 2016
  5. «Anistia Internacional acusa Etiópia de perseguir etnia Oromo». Consultado em 29 de setembro de 2016

Ver também

This article is issued from Wikipedia. The text is licensed under Creative Commons - Attribution - Sharealike. Additional terms may apply for the media files.