Os Crespos

Os Crespos é uma companhia teatral brasileira, formada exclusivamente por atores negros[1].

Performance da Companhia Os Crespos, durante a abertura da oitava edição do Festival Latinidades, maior festival de mulheres negras da América Latina (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Histórico

O embrião da companhia foi um grupo de estudos formado em 2005 na Escola de Arte Dramática da USP, influenciado pela trajetória do Teatro Experimental do Negro (TEN) de Abdias do Nascimento.[2] Era integrado por Joyce Barbosa, Lucélia Sérgio, Maria Gal, Mawusi Tulani e Sidney Santiago, e dedicado à pesquisa sobre a presença negra no teatro. Em 2006 o núcleo tornou-se o grupo teatral Filhos de Olorum. No ano seguinte, adotou o nome Os Crespos e montou seu primeiro espetáculo, Ensaio sobre Carolina.

A estreia em 2007, com direção de José Fernando de Azevedo, primeiro professor negro da EAD-USP, era uma releitura do texto de Quarto de Despejo, de Carolina de Jesus. Depois de um ensaio aberto em Berlim, Ensaio sobre Carolina ficou em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro até 2010[3]. Com um projeto sobre essa peça, Os Crespos, foi um dos 86 agraciados do edital "prêmio Myriam Muniz", da Funarte, em 2009.[4]

Em 2014, o grupo lançou a revista Legítima Defesa, reunindo entrevistas, artigos e dramaturgia[5]. No mesmo ano a companhia estreou o espetáculo Cartas a Madame Satã ou me Desespero sem Notícias Suas que contou com a colaboração de diversas pessoas que enviaram cartas ao grupo contando sobre suas experiências de vida[6], na peça o ator Sidney Santiago Kuanza utiliza dessas cartas para se comunicar com Madame Satã, transformista emblemático do início do século XX.[7]

Espetáculos

Referências

Ligações externas

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