Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento
O Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), mais conhecido como PARA-SAR ('PARA' de paraquedistas, 'SAR' do inglês Search and Rescue, "busca e salvamento"), é um esquadrão paraquedista de Operações Especiais e Busca e Resgate da Força Aérea Brasileira,[1] baseado na Base Aérea de Campo Grande, Mato Grosso do Sul e é comandado por um Coronel de Infantaria.
| Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento | |
|---|---|
![]() Brasão PARA-SAR | |
| País | |
| Corporação | Força Aérea Brasileira |
| Subordinação | Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR) |
| Missão | Operações Especiais |
| Sigla | PARA-SAR (EAS CG) |
| Criação | 1963 |
| Aniversários | 20 de novembro |
| Sede | |
| Guarnição | Campo Grande - |
| Página oficial | Página do PARA-SAR |
SAR é uma doutrina utilizada mundialmente pelas Forças Armadas e diversas unidades especiais. O Brasil possui sete equipes SAR, que integram as unidades helitransportadas da FAB, Manaus (AM), Recife (PE), Pirassununga (SP), Rio de Janeiro (RJ), Santa Maria (RS), Natal (RN) e Belém (PA), todas doutrinadas pelo PARA-SAR.
O esquadrão não possui aviões ou helicópteros, o grupo é transportado por outros esquadrões aos locais onde precisa agir.
O PARA-SAR tem por finalidade a instrução das equipes de resgate da Força Aérea Brasileira e a realização de missões de Operações Especiais e Busca e Salvamento.[2]
História
A história do esquadrão está estritamente ligada à história do paraquedismo na Força Aérea Brasileira. Iniciou-se em 1941, na antiga Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos, na cidade do Rio de Janeiro, com Achiles Hypolito Garcia Charles Astor, pioneiro do paraquedismo civil e militar no Brasil, passando a atuar como instrutor de paraquedismo na Força Aérea Brasileira em 1941. Charles nasceu na Argélia porém ainda jovem se mudou para o Brasil, onde obteve naturalização brasileira. O Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento foi criado por sugestão de Charles Astor que apresentou um plano de criar uma unidade de paraquedistas de resgate durante um congresso da Federação Aeronáutica Internacional realizado em Petrópolis, RJ em 1947.[3]
Nessa mesma época, na Segunda Guerra Mundial, se desenvolvia na Europa e no Pacífico, o aprimoramento das técnicas aeroterrestres e das atividades de Busca e Salvamento. Surge a partir daí a necessidade da formação de uma tropa organizada e especializada nesse tipo de atividade.
Em vista da utilização mundial do paraquedismo na segurança e na prevenção de acidentes aeronáuticos, a DR - Diretoria de Rotas Aéreas (atual DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo) iniciou estudos para a criação de um segmento com essa responsabilidade na Força Aérea, de uma maneira direta, a criação do PARA-SAR.
Em dezembro de 1945, inicia-se a formação dos pioneiros paraquedistas militares do Exército Brasileiro nos EUA, esta iniciativa fez surgir no Brasil a Escola de Paraquedistas, atual Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil, do Exército. Em 1949, teve início o primeiro Curso Básico Paraquedista no Brasil, todos militares do Exército, e em 1959, forma-se a primeira turma de paraquedistas militares da Aeronáutica, composta por três oficiais e cinco sargentos. Assim, por iniciativa de tal diretoria, um grupo de voluntários, se reuniu nas instalações da antiga Escola de Aviação Militar, e passou a atuar em acidentes e em diversas situações especiais.
Em 2 de Setembro de 1963, foi criada a 1ª Esquadrilha Aeroterrestre de Salvamento, com sede na antiga Escola de Aeronáutica, concebida pelo Comando Aeronáutico Terrestre. O nome PARA-SAR, apesar de ter nascido bem antes da própria esquadrilha, nunca chegou a ser o nome oficial da unidade, sendo porém, a designação mais antiga e tradicional do paraquedista operacional em missões especiais da Força Aérea.
Em 20 de Novembro de 1973, a esquadrilha passou a constituir o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, ainda sediado no Rio de Janeiro e com a incumbência de realizar o adestramento das equipes de resgate dos esquadrões de helicópteros da FAB, e o cumprimento de diversas missões especiais.
Em toda a sua história, o PARA-SAR atuou em diversas passagens importantes do Brasil, como na caça, captura e repressão aos militantes de esquerda nas décadas de 1960 e 1970, na libertação de reféns e neutralização do sequestrador do Varig Electra II em São Paulo, em 1972, ações de busca e salvamento nas grandes enchentes de Santa Catarina em 2008, e acidentes aéreos como o da GOL em 2006 e do Air France em 2009.
Em 2011, a sede operacional do esquadrão foi transferida para a Base Aérea de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, devido a posição estratégica da cidade de Campo Grande.[4]
Galeria de imagens
Símbolo do SAR
Símbolo dos Mestre de Salto e Precursor Paraquedista
Símbolo dos realizantes do Salto Livre Militar
Símbolo Comandos
Símbolo do Pastor
Ver também
- Academia da Força Aérea (Brasil)
- Lista de forças de operações especiais
- Comando de Operações Especiais (Exército Brasileiro)
- 1º Batalhão de Forças Especiais (Exército Brasileiro)
- 1º Batalhão de Ações de Comandos (Exército Brasileiro)
- 1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (Exército Brasileiro)
- Batalhão de Operações Especias de Fuzileiros Navais (Marinha do Brasil)
- Grupamento de Mergulhadores de Combate (Marinha do Brasil)
Referências
- Pinheiro, Alvaro de Sousa (2012). «Knowing your partner: the evolution of Brazilian special operations forces» (PDF). JSOU Report (12-7). Consultado em 2 de dezembro de 2022. p. 77-83.
- «NOSSA MISSÃO». Consultado em 29 de dezembro de 2008. Arquivado do original em 1 de dezembro de 2009
- Instituto Artístico e Histórico da Aeronáutica - Charles Astor Pioneiro do Paraquedismo no Brasil pág 6<https://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_charles_astor.pdf> Acessado em 29/05/2020
- Avião Notícias (2011) <http://www.aviacaonoticias.com/2010/11/parasar-comeca-chegar-campo-grande.html> Acessado em 24/01/2011
Ligações externas
- ESQUADRÃO AEROTERRESTRE DE SALVAMENTO PARA-SAR
- Esquadrão PARA-SAR
- CRUZEX[ligação inativa]

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